MP diz ver ‘indícios suficientes’ de peculato no gabinete de Carluxo na Câmara do Rio

O Ministério Público do Rio informou à Justiça fluminense ter encontrado “indícios suficientes” de desvio de dinheiro público, prática chamada de peculato, no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal da cidade, informa O Globo.

Os desvios teriam ocorrido através da nomeação de funcionários “fantasmas” pelo gabinete do filho 02 de Jair Bolsonaro entre 2001 e 2019.

Segundo o MP, que pediu as quebras de sigilo bancário e fiscal de Carluxo e de mais de 20 ex-assessores, os dados levantados na investigação sobre a manutenção por anos de funcionários que não trabalhavam podem configurar, além de desvio, apropriação indevida de recursos.

 

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Presidente Bolsonaro assina filiação ao PL

O presidente Jair Bolsonaro se filiou hoje (30) ao Partido Liberal (PL). O ato de assinatura da ficha de filiação foi realizado nesta manhã durante uma cerimônia promovida pela legenda.

Eleito em 2018 pelo PSL, Bolsonaro deixou o partido em novembro de 2019 e não estava filiado a nenhum partido. A condição é necessária para a disputa das eleições gerais de 2022. Até o momento, a eventual candidatura do presidente à reeleição não foi oficializada.

Durante o evento, Bolsonaro destacou que a cerimônia foi uma simples filiação ao partido e que não estava “lançando ninguém a cargo nenhum”.

“Estou me sentindo aqui em casa, dentro do Congresso Nacional, aquele plenário da Câmara dos Deputados, tendo em vista a quantidade enorme de parlamentares aqui presentes. Vocês me trazem lembranças agradáveis, lembranças de luta, de embate, mas, acima de tudo, momentos em que nós, juntos, fizemos pelo nosso país. Eu vim do meio de vocês. Fiquei 28 anos dentro da Câmara dos Deputados”, disse.

Pelas redes sociais, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, confirmou que também se filiou ao partido e que será pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte.

Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos é instalado, celebrando autonomia e pluralidade

Autonomia, presença, igualdade, pluralidade. Estas foram algumas das palavras mais faladas no lançamento do Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, na manhã desta segunda-feira (29) na Assembleia Legislativa do Paraná. Evento que foi coordenado pela Procuradoria da Mulher da Casa e é parte das ações da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no estado. “Para nós é uma grande satisfação estar sediando esta posse, que é um trabalho que vem de encontro ao da Procuradoria, que também é lutar contra a desigualdade e a discriminação da mulher nos espaços políticos”, afirmou a deputada Cristina Silvestri (CDN), procuradora da Mulher no Legislativo.

O Fórum é composto por dirigentes de 11 partidos políticos e o objetivo é que ele funcione como um suporte para as mulheres interessadas em se candidatar e um espaço para debates e apresentações de propostas de gênero. “Nossa pauta é a ampliação dos números de mulheres nos espaços de poder e quebrar as barreiras internas nos partidos. No Paraná, por exemplo, as mulheres ocupam apenas 11% das estruturas partidárias em cargos de decisão. O Fórum vem para unir forças e aumentar esse número”, disse a jornalista Ana Moro, que assumiu a coordenação-geral do Fórum. “Ter a Procuradoria da Mulher da Assembleia como aliada nesse processo significa muito para unirmos esforços e levar as informações e ações para o interior do estado, especialmente para as vereadoras”, acrescentou.

“Com a composição do Paraná formada, agora temos Fóruns instalados em toda a região Sul e isso é muito importante, porque muitas mulheres seguem invisibilizadas na política. Temos que mudar a lógica de mulher cuidadora. Não vamos ser apenas cabos eleitorais dos homens, mas estar a frente. Aglutinar mulheres com a mesma causa. Temos que aprender a olhar umas para as outras com mais capacidade de fazer política, com mais amor. E, graças aos Fóruns, as mulheres dos partidos estão aprendendo a lidar com as suas diferenças em nome da unidade”, afirmou a coordenadora-geral do Fórum Nacional de Instância de Mulheres de Partidos Políticos, Miguelina Vecchio.

Para Miguelina, é preciso separar o que cada partido pensa, afinal, eles têm suas particularidades, mas o espaço para as mulheres deve ser o mesmo. Por isso, o Fórum é suprapartidário. “As mulheres precisam participar das executivas dos partidos até na hora de planejar a campanha no rádio e na TV, por exemplo. Temos que ter espaços idênticos aos dos homens no horário eleitoral. Política é um substantivo feminino, mas poder é masculino e precisamos ser notadas”, lembrou.

Outras pautas que deverão ser permanentes no Fórum são os projetos e as legislações que combatam a violência de gênero contra as mulheres e a inclusão, eliminando preconceitos, atitudes e padrões comportamentais na sociedade e na política. Renata Borges, presidente do PDT de Apucarana, prova que é possível fazer a diferença estando em uma posição de tomada de decisão.  Ela é a primeira dirigente partidária transexual do estado. “Precisamos estar nestes lugares para lutarmos pelas causas de todas as mulheres, não apenas as trans, mas as negras, as agricultoras. O Fórum vem para fortalecer essa pluralidade e a representatividade”, ressaltou.

Isabelle Dias, a primeira vereadora surda do Paraná e a segunda do Brasil, está no primeiro mandato na Câmara Municipal de Paranaguá, e também é procuradora adjunta da Mulher. Para ela, o desafio do Fórum e o dela, em particular, tem sido ultrapassar justamente as barreiras do preconceito. “Represento, claro, as pessoas com deficiência e suas causas, mas todas as mulheres, porque sofri o preconceito na pele, quando venci a eleição. As pessoas achavam que eu não conseguiria acompanhar as sessões por causa da surdez, mas, com a ajuda dos intérpretes de libras, estou atuante em benefício da população, como tenho certeza que irá acontecer com o Fórum”, afirmou.

Sub-representatividade

Cerca de 46% dos filiados a partidos políticos são mulheres. Mesmo assim, o Brasil ocupa a 133ª posição entre os países em representação feminina na política. Na Câmara dos Deputados, elas são 15%. Na bancada federal paranaense, composta por 33 parlamentares federais, apenas cinco são mulheres e entre os 54 deputados estaduais, elas também são apenas cinco. São ainda 39 prefeitas, 48 vice-prefeitas e 579 vereadoras. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).