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Movimentos sociais apóiam refundação da Universidade do Trabalho no Paraná

Movimentos sociais apóiam refundação da Universidade do Trabalho no Paraná

Representantes de movimentos estudantis e populares apóiam o projeto de refundação da Universidade Popular do Trabalho (UPT). A proposta é do governo do Paraná e foi elaborada pelo coordenador do Seguro-Desemprego da Secretaria de Trabalho e coordenador do Teleconsulta Trabalhista, Laércio de Souto Maior.

O secretário de Trabalho, Nelson Garcia, destaca a importância da participação da sociedade organizada no desenvolvimento e no aprimoramento das políticas públicas. “A idéia é refundar a UPT como um espaço de articulação entre as diversas esferas da sociedade, como aconteceu com sucesso, na primeira vez que a UPT foi fundada”, afirma.

A UPT foi fundada em 1989 e extinta em 1995 quando já se chamava Universidade Livre do Trabalho. Foi idealizada como um espaço para formação de quadros de dirigentes dos movimentos populares e sindicais e, segundo o idealizador do Projeto de Refundação, o apoio e a contribuição da sociedade nos projetos voltados para o trabalhador é fundamental. “Além de serem o público-alvo do projeto, eles ainda serão co-administradores do projeto, juntamente com o Governo do Estado”, declara.

De acordo com a presidente da UPE (União Paranaense dos Estudantes), Fabiana Zelinski, há bastante expectativa para que a UPT seja um espaço democrático dos movimentos sociais. “Conhecemos a história da Universidade do Trabalho e ficamos interessados na sua refundação. Através de nossas idéias, vamos participar efetivamente de todo o processo de implantação do projeto, que deve atender todos os interesses da realidade dos estudantes e dos trabalhadores”, afirma a presidente da UPE.

Sara Cavalcanti, presidente da Upes (União Paranaense dos Estudantes Secundaristas), acredita que a UPT é importante porque abre um espaço para discussões sobre assuntos da sociedade. Segundo ela, a formação que os estudantes têm hoje é muito técnica, e afasta as pessoas das reflexões humanas. A Universidade será um local para essas discussões mais aprofundadas, além de observar para as questões do direito trabalhista e da realidade do mundo do trabalho.

A Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) foi representada pelo presidente Carlos Maia, que lembrou que a Conam já teve uma parceira bem sucedida com a Universidade Popular do Trabalho. O presidente declarou ainda que a Confederação tem interesse e dever de participar na elaboração de Políticas Públicas, inclusive a refundação da UPT. Participou também da reunião o chefe da regional de Curitiba da Secretaria, Raimundo Miltom.

Centro de Pesquisa e Documentação Social – Outro projeto apresentado aos representantes da Upe, Upes e da Conam foi o da Fundação do Centro de Pesquisa e Documentação Social “Arquivo Manoel Jacinto Correia”, espaço público de atividade permanente. O Centro será uma fonte de consulta e de difusão da história e da organização dos movimentos sindicais. A proposta é de que o espaço abrigue documentos sobre a história social do trabalho, movimentos operários, camponês e estudantil.

Além dos estudantes e das organizações populares, os movimentos sindicais e culturais também estão buscando informações sobre a refundação da UPT, e manifestando apoio ao Projeto. O Conselho Estadual do Trabalho está dedicando parte dos seus trabalhos para contribuir com o que é considerado “uma conquista para os trabalhadores”.

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