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MOTORISTAS DENUNCIAM AÇÃO DA PRF EM DESVIO DE PEDÁGIO EM CAMPO MOURÃO

Por Walter Pereira, da Redação Tribuna do Interior:

Motoristas que utilizam o desvio do pedágio na rodovia BR-369, queliga Campo Mourão a Mamborê, denunciaram à Tribuna que policiaisrodoviários federais estão lhes obrigando a retornarem ao pedágio parapagarem a tarifa. A denúncia chegou ao conhecimento da reportagem natarde de ontem.O trecho que compreende o desvio é de cerca de seisquilômetros em estrada de terra e cercado por propriedades rurais.

Um proprietário rural que preferiu não se identificar revela que umpolicial o abordou e pediu os documentos do carro e habilitação.Segundo o agricultor, o patrulheiro avisou que não podia desviar dopedágio e o obrigou a retornar e pagar a tarifa. “O policial me abordou de maneira agressiva, veio commuito ímpeto cheguei a mostrar o mapa de localização e documentos daminha propriedade e expliquei que sempre passava por ali”, comenta.

“Ele chegou a ver o mapa e ofereci para levá-lo à minha fazenda, masnão teve acordo me disse que se não pagasse o pedágio por ali eu nãopassava”, denuncia. O produtor comenta que a ação não tem sentido. Ele revelaque seus documentos só foram devolvidos quando apresentou ocomprovante de pagamento da tarifa ao policial. “O que me aconteceufoi uma situação muito constrangedora”, reclama.

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MOTORISTAS DENUNCIAM AÇÃO DA PRF EM DESVIO DE PEDÁGIO EM CAMPO MOURÃO

MOTORISTAS DENUNCIAM AÇÃO DA PRF EM DESVIO DE PEDÁGIO EM CAMPO MOURÃO

Motoristas que utilizam o desvio do pedágio na rodovia BR-369, queliga Campo Mourão a Mamborê, denunciaram à Tribuna que policiaisrodoviários federais estão lhes obrigando a retornarem ao pedágio parapagarem a tarifa. A denúncia chegou ao conhecimento da reportagem natarde de ontem.O trecho que compreende o desvio é de cerca de seisquilômetros em estrada de terra e cercado por propriedades rurais.

Um proprietário rural que preferiu não se identificar revela que umpolicial o abordou e pediu os documentos do carro e habilitação.Segundo o agricultor, o patrulheiro avisou que não podia desviar dopedágio e o obrigou a retornar e pagar a tarifa. “O policial me abordou de maneira agressiva, veio commuito ímpeto cheguei a mostrar o mapa de localização e documentos daminha propriedade e expliquei que sempre passava por ali”, comenta.

“Ele chegou a ver o mapa e ofereci para levá-lo à minha fazenda, masnão teve acordo me disse que se não pagasse o pedágio por ali eu nãopassava”, denuncia. O produtor comenta que a ação não tem sentido. Ele revelaque seus documentos só foram devolvidos quando apresentou ocomprovante de pagamento da tarifa ao policial. “O que me aconteceufoi uma situação muito constrangedora”, reclama.

Outro que passou por uma situação parecida a do produtorrural foi o publicitário Rodrigo Ceccom. Ele também foi obrigado aretornar e pagar o pedágio para continuar viagem. O publicitárioexplica que vinha para Campo Mourão quando foi abordado pelospoliciais. Conforme ele, um dos patrulheiros chegou a perguntá-lo seestaria desviando do pedágio. “Respondi ao policial que sim”, lembra.

Ceccom disse que teve seus documentos recolhidos e só osteve de volta quando comprovou o pagamento. “Não tive chance, opolicial me disse que eu teria que retornar e pagar”, reforça. Ceccomcomenta que foi ameaçado de ser multado em 580 ufirs caso não pagassea tarifa. O publicitário revela que no momento que retornou a praçade pedágio chegou a perguntar para o cobrador porque a polícia estavafazendo tal fiscalização. “O rapaz do pedágio me disse que não sabia oque estava acontecendo”, informa.

“Mas com certeza tem alguma coisaacontecendo sim a polícia não pode interferir no desvio do pedágionunca vi isso”, desabafa. No momento em que foi abordado, informa Ceccom, tinhamvários veículos parados. “Até pensei em tirar uma fotografia, mas nahora fiquei com raiva.” O publicitário diz que sempre faz o trajeto dodesvio porque tem alguns clientes em Campo Mourão. “Se for pagar opedágio toda vez que vou para Campo Mourão pesaria muito”, justifica.

Ceccom comenta que ficou sabendo do caso de um homem quenão tinha dinheiro para pagar o pedágio e teve de desviar, mas foiabordado pelos policiais e obrigado a emprestar dinheiro para pagar atarifa. “Imagine ter que emprestar dinheiro de uma pessoa que você nemconhece para pagar pedágio, é humilhação”, critica. De acordo com o publicitário no dia em que foi abordado,três policiais faziam o bloqueio no desvio.

Ele comenta que neste diaum dos patrulheiros chegou a dizer que não aplicaria multa, mas que sefosse pego outra vez iria ser multado. Quem também passou pela mesma situação foi o médicoveterinário de uma multinacional. Ele preferiu não se identificar porquestões éticas com a empresa em que trabalha. O veterinário comentaque chegou a ser multado porque estava desviando do pedágio. “Eu estava visitando alguns clientes que tenho naquelaregião a hora que eles me mandaram parar já tinha uns quatro ou cincocarros também parados”, diz.

“Um policial veio com a pranchetaanotando a carteira e documento do meu carro como numa blitz normal,mas na hora que ele terminou a anotação só me disse que estava sendomultado.” O médico veterinário comenta que explicou ao policial quea empresa em que trabalha paga o pedágio. “Peguei os comprovantes queguardo mostrei a ele e disse que estava errado e que não podia memultar”, observa.

De acordo com o veterinário, o estranho foi que o policialchegou a dizer que a multa já estava pronta e disse que seria acima dequinhentos reais. “Eu pedi o comprovante da multa e ele não me deuacho que nem lançou a multa”. Conforme ele, a única coisa dita pelopolicial foi que estava sendo multado por estar desviando o pedágio.“Ele me disse que podia recorrer assim que a multa chegasse e é o quevou fazer”, afirma. O ocorrido, segundo o veterinário foi há cerca deduas semanas por volta das 17h30. 

Adjunto da PRF afirma que caso será investigado

O adjunto da Polícia Rodoviária Federal do posto de CampoMourão, Luiz Roberto Karpinski, diz desconhecer o ocorrido. Ele pondera que os policiais não têm ordem para fiscalizar o desvio dopedágio e que para investigar o caso necessita de denúnciaformalizada.

“Por enquanto é uma denúncia que desconheço. Temos que terdenuncia formal e não posso generalizar todos os policiais. Precisoidentificá-lo, saber quando aconteceu e em que dia para que possamosapurar o fato”, explica. O adjunto revela que não houve nenhuma determinação paraque os policiais agissem de tal maneira e que se aconteceu, o fatopode ter sido abuso de algum policial. “Vamos ouvir os policiais parasaber o que realmente está acontecendo.”

Ele orienta as pessoas quesofreram este tipo de abordagem para que procurem o posto de polícia erelatem o ocorrido. “Só assim podemos fazer a investigação.” Conforme Karpinski, sua permanência no posto depolícia é das 8 às 16 horas, ele garante que neste período este tipode ação não foi feita. “Eu acho que o direito de ir e vir tem que sermantido este procedimento não é da polícia e ninguém foi orientado afazer nem por mim nem pelo pessoal da delegacia de Cascavel”, informa.

Karpinski diz que alguns usuários da rodovia estão‘furando’ o pedágio e as placas estão sendo anotadas. “Nestes casosestamos fiscalizando está previsto no código que quem ‘fura’ o pedágiopaga multa”, diz. O adjunto lembra que este tipo de estrada vicinal é usadapor contrabandistas para desviar cargas do posto e com isso podeocorrer de algumas vezes policiais estarem fiscalizando a estradaneste sentido.

“Pode ocorrer também do veículo evadir e entrar naestrada rural nada impede do policial fazer seu trabalho em caso desuspeita de veículos”, frisa. A reportagem entrou em contato com o chefe substituto dadelegacia da PRF de Cascavel, inspetor Seco. Ele informou que houve adenúncia de uma pessoa já há algum tempo, mas que não foi formalizada.

“Quem for autuado indevidamente ou achar que algumaatitude não está correta nós temos corregedoria. O que não podeacontecer é fazer denúncia que não procede e informações formalizadaseu não tenho nada”, lembra.

Viapar desconhece caso e nega envolvimento

A reportagem entrou em contato com a assessoria deimprensa da Viapar, empresa responsável pela administração darodovia. A informação repassada é de que a empresa desconhece o fato enão tem poder para prender ou autuar motoristas.

Conforme aassessoria, a empresa é responsável apenas pela via concessionada. “O desvio está ali. Somos responsáveis apenas pela viaconcessionada qualquer outro acesso não é de nossa responsabilidade. AViapar não tem poder de polícia se a polícia está fazendo estafiscalização não é de nosso conhecimento”, informou ao jornal. Por Walter Pereira, da Redação Tribuna do Interior.

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