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Moreira vai resolver apagão no trânsito e no transporte coletivo em Curitiba

Moreira vai resolver apagão no trânsito e no transporte coletivo em Curitiba

O caos no trânsito e no transporte coletivo em Curitiba será resolvido a partir de 1º de janeiro de 2009 com medidas concretas a serem tomadas com a participação direta da população. A proposta é do candidato à prefeito de Curitiba pelo PMDB, Carlos Moreira (15). “Há soluções inteligentes, simples e rápidas e outras mais complexas. Mas, de qualquer forma, precisa ter vontade política e colocar as pessoas em primeiro lugar em relação ao trânsito e ao transporte coletivo”, defende Moreira.

“Os sistemas de transporte, tanto o público quanto o privado, são falhos em acompanhar o crescimento da cidade. Os congestionamentos são crescentes. Se nada for mudado vamos enfrentar um verdadeiro apagão no transporte”, continua Moreira. “Há um ciclo vicioso de concentração de tráfego que degrada o ambiente urbano e expulsa a população da convivência comunitária, aumentando a violência urbana”, completa.

Para enfrentar o que chama de apagão do transportes, as propostas de Moreira começa por melhorias na segurança, uso inteligente dos veículos particulares e do subsolo da cidade para acomodar trincheiras, terminais e estacionamentos. “Com isso, será possível ter uma circulação na cidade com mais racionalidade, menos acidentes e congestionamentos”.

No transporte coletivo, Moreira aponta que apenas 40% dos deslocamentos na capital são feitos por esse tipo de sistema. Em Curitiba, enquanto a demanda do sistema público está estável, a do transporte privado chega a aumentar em 15% ao ano, o que demonstra que o atual modelo de transporte coletivo perdeu sua capacidade. “A demanda por esse tipo de transporte está totalmente dependente do crescimento da demanda metropolitana”.

Moreira diz que é fundamental a participação dos usuários na mudança do sistema de transporte coletivo, mas coloca como principais objetivos das mudanças um transporte mais seguro, confiável e confortável e menos poluente. “Além disso, é preciso ter como metas de curto a redução na perda de tempo nos transbordos”, diz.

Para isso, completa Moreira, é necessária ainda a instituição da integração dos ônibus com bilhete eletrônico – alternativa a integração física que ocorre nos terminais e a revisão de integração do sistema metropolitano no centro de Curitiba. “Precisamos implantar linhas circulares de bairros e melhor a capacidade e a freqüência do interbairros”, completa.

Outro aspecto crítico do sistema de transportes são os cruzamentos congestionados e pouco sinalizados do sistema estrutural com as vias conectoras, coletoras e com as rodovias estaduais e federais. “Há um preconceito do governo municipal na proposta de soluções em níveis diferentes (as trincheiras). No eixo metropolitano, por exemplo, não há qualquer trincheira projetada. O momento de executá-las seria agora na fase da obra e da desapropriação”, diz Moreira.

Os estacionamentos se constituem em outro problema a ser enfrentado de imediato. “As calçadas nos centros de bairro estão o sendo tomadas por automóveis em decorrência da desorganização do trânsito e locais adequados para estacionar. Exemplos imediações da Avenida Iguaçu na Água Verde. Novos shoppings foram liberados no Batel em competição direta com o comercial central e sem os ajustes necessários ao sistema viário”, aponta.

Moreira ainda diz que Curitiba já teve liderança na construção de ciclovias, agora, as associações de ciclistas, que contam com mais de 100 mil usuários, reclamam da falta de infra-estrutura, segurança, estacionamentos para bicicletas. “As ciclovias atuais estão desenhadas de tal forma que privilegiam os deslocamentos para o lazer ao invés dos deslocamentos casa trabalho”, afirma.

“As calçadas constituem outro item critico do sistema viário – apenas 23% da população consideram as calçadas de Curitiba boas – e ainda carecem de solução sustentável e emergencial em alguns pontos do centro e dos centros de bairro. Embora haja legislação adequada para sua implementação, a inaptidão do governo em implementá-la é grande”.

Confira a seguir as principais proposta de Moreira para o setor.

MELHORIAS NA CIRCULAÇÃO:
Realizar melhorias em segurança, o uso inteligente e amigável dos veículos particulares e o uso do subsolo da cidade para acomodar trincheiras, terminais e estacionamentos. Com isso, será possível ter uma circulação na cidade com mais racionalidade, menos acidentes e congestionamentos.

Organizar um programa de redução dos conflitos em cruzamentos críticos. Construir passagens de nível, “trincheiras” nos principais cruzamentos entre o sistema estrutural e as vias coletoras contemplando a travessia segura dos “não motorizados”. Exemplos, Av. Paraná NS da Luz com Av. e João Wislinski, Av. Mario Tourinho com NS Aparecida, Av. das Torres com Augusto Zidarth (acesso Jardim das Américas e Vila Hauer). No eixo metropolitano os cruzamentos transversais com as coletoras de bairros (av. S. Pedro por exemplo), assim a relação entre os dois lados da cidade seria feita de forma mais segura eficiente. Readequar o que for possível na primeira etapa do projeto e rever o projeto da segunda etapa.

REDE DE TRANSPORTE COLETIVO:
Avaliar as melhores alternativas para melhoria da rede de transporte coletivo discutindo-se com a comunidade usuária e operadores, dentre as alternativas, a construção de um metrô leve nos principais corredores integrado ao transporte metropolitano.

Ter como objetivo um transporte mais seguro, confiável e confortável e menos poluente.
Ter como metas de curto prazo a redução na perda de tempo de transbordos; a instituição da integração dos ônibus com bilhete eletrônico, como alternativa a integração física que ocorre nos terminais; revisão de integração do sistema metropolitano no centro de Curitiba; implantação das linhas circulares de bairros e melhoria da capacidade e a freqüência do interbairros; transferência do ligeirinho das vias rápidas para uma linha direta nas canaletas com adequações necessárias para possibilitar a ultrapassagem conforme proposta do PT/PMDB em 2004.

TÁXIS
Buscar, em conjunto com o sindicato, a redução de especuladores e atravessadores na aquisição de placas.

ESTACIONAMENTO:
Resgatar o Plano de Curitiba na sua origem, com a proposta de estacionamentos em parceria com a iniciativa privada, por exemplo no subsolo das Praças Tiradentes, Eufrásio Correia e Rui Barbosa, outros espaços poderão ser utilizados como nos centros de bairro por exemplo no portão. Os estacionamentos em outras cidades no mundo como Lyon na Franca, Vancouver no Canadá, com índices de motorização semelhantes ao de Curitiba, adotaram o uso do subsolo permitindo o estacionamento fácil e seguro de automóvel no centro da cidade e nos bairros. Há resultados positivos no retorno do capital investido em parceria com a comunidade.

PAVIMENTAÇÃO:
Construir e fazer manutenção de vias urbanas com pavimento definitivo. Os baixos custos de manutenção compensam os investimentos iniciais nas obras ampliando a vida útil das capas asfálticas.

Promover, sempre que executar o pavimento e manutenção das vias, a melhoria nas calçadas com a participação dos moradores.

BICICLETA:
Elaborar um plano e um programa para o uso da bicicleta considerando-se não somente a ciclovia segregada, mas também espaços preferenciais especiais do centro da cidade e dos centros de bairro para a circulação das bicicletas.

Construir bicicletários e um sistema de uso de bicicletas públicas como já se adota em outras cidades da Europa como Paris, Kopenhagen, Lyon e em projeto no Rio de Janeiro.

CALÇADAS:
Renovar as calçadas por um sistema concentrado por bairro, numa parceria entre comunidade e governo municipal. Terão prioridades os deslocamentos que ligam o centro do bairro com os equipamentos como escolas, postos de saúde, áreas de lazer, creches, ruas da cidadania, bibliotecas e outros.

EIXO METROPOLITANO:
Revisar a segunda etapa do Eixo Metropolitano de forma a ampliar a segurança do pedestre nas travessias e promover-se uma integração efetiva entre os dois lados da cidade ainda segmentados por um conjunto de 12 pistas de tráfego.

Estudar a viabilidade de trincheiras e estações em subsolo e o resgate de sua verdadeira função metropolitana integrando Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária e Fazenda Rio Grande.

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