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MARLENE ZANIN ASSUME DIRETORIA DO MEIO AMBIENTE DA COPEL

MARLENE ZANIN ASSUME DIRETORIA DO MEIO AMBIENTE DA COPEL

Depois de 54 anos da sua criação, a Copel passou a ter uma mulher como diretora. A nova diretora é Marlene Zanin, empossada nesta segunda-feira (dia 16) como titular da recém-criada pasta de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial da Companhia.

Essa diretoria terá como atribuições coordenar os assuntos e as atividades socioambientais da Copel, com ênfase nas iniciativas de desenvolvimento social e comunitário, e na promoção e não-violação dos Direitos Humanos. A Copel é a primeira empresa no setor elétrico brasileiro a delegar status de diretoria aos assuntos de natureza ambiental e social.

Logo após assinar o termo de posse, Marlene Zanin já teve oportunidade de participar de sua primeira reunião como membro da Diretoria Executiva da Copel. “Claro que é uma grande honra ser a primeira diretora na história da Companhia, mas esse pioneirismo traz consigo, também, um acréscimo de responsabilidade”, afirmou Marlene. “Espero corresponder à confiança que em mim está sendo depositada e estou pronta a colaborar com minha experiência para que as ações sociais e ambientais da Copel sejam as mais fetivas e resultem em reais benefícios à população do Paraná”.

Em nome dos demais diretores, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, fez a saudação de boas vindas à nova diretora, destacando a importância da sua missão. “As atividades da Copel não podem perder de vista os princípios da sustentabilidade”, sublinhou o presidente. “Assim como contribuir para o desenvolvimento social do Estado é parte das atribuições da Companhia, a manutenção do equilíbrio ambiental é requisito essencial para que ela continue a existir”.

Vanguarda

A Diretoria de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial da Copel foi criada recentemente pela sua Assembléia de Acionistas, acolhendo proposição encaminhada pelo representante do acionista controlador, o governador Roberto Requião. A medida coloca a empresa paranaense numa posição de vanguarda dentro de sua área de atuação, promovendo o trato das questões ambientais a assunto de primeiro escalão. Ao assinar a proposta de criação da diretoria no dia 27 de janeiro, Requião declarou querer assegurar que todos os projetos e programas a cargo da Copel contemplem devidamente todos cuidados com o meio ambiente. “A Copel é uma empresa com um magnífico quadro de engenheiros, mas a consciência ambiental de cada um não é a mesma”, disse Requião na oportunidade. “Agora, sentados à mesma mesa, todos terão que discutir, debater e chegar a um acordo sobre suas ações com a Diretoria de Meio Ambiente”.

No mesmo sentido manifestou-se João Bonifácio Cabral Junior, presidente do Conselho de Administração da Companhia. “Trata-se de importante avanço não só para a Copel, que busca ser uma empresa sustentável, mas para o Estado”. Cabral entende que as atividades relacionadas à produção, transporte e distribuição de eletricidade “geram inevitáveis impactos ambientais”, mas que a iniciativa de delegar o status de diretoria ao tema na maior empresa do Paraná “é uma demonstração de coerência” do governador. “Requião sempre defendeu que, embora fosse essencial assegurar ao Estado todas as condições necessárias ao seu desenvolvimento, disso não poderia resultar o comprometimento ou a degradação dos recursos naturais, nem a deterioração da qualidade de vida da população, fosse agora ou no futuro”, sustentou.

Foi o presidente do Conselho de Administração da Copel quem apresentou a Requião a sugestão para que fosse criada a nova diretoria, “uma idéia que foi imediatamente acolhida e aceita com entusiasmo pelo governador”.

Vigilância

Os cuidados com a atuação sustentável e responsável das empresas têm se constituído nos últimos anos numa das maiores preocupações da sociedade, que intensifica sua vigilância e, em igual proporção, a cobrança de práticas sociais e ambientais pautadas pela ética, transparência e respeito ao cidadão e ao planeta. “A sociedade está cada vez mais atenta e crítica à atuação das empresas, exigindo delas ações e projetos que sejam sustentáveis não só em relação à natureza, mas principalmente com o elemento humano, que é o principal componente do meio ambiente”, definiu Cabral.

“Ao cobrar mais responsabilidade das empresas, a sociedade espera que em vez de competir com o meio ambiente ou dar-lhe um tratamento suficiente apenas ao cumprimento de exigências legais, elas procurem formas de interagir com todos os elementos envolvidos, antecipando-se aos impactos que possam provocar e dando-lhes a devida solução”. Dentro dessa visão, a criação de uma Diretoria de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial na Copel, no entendimento do presidente do seu Conselho de Administração, “é um salto importantíssimo para o futuro, consolidando os compromissos com a sustentabilidade e encaminhando o aperfeiçoamento das suas práticas”.

A diretora

Marlene Zanin está na Copel desde 2007 e gerenciava a Superintendência de Meio Ambiente e Responsabilidade Social da empresa. É formada em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba com pós-graduação em Direito Processual Civil, em nível de especialização, pelo Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos. Completou, também, o Curso de Formação de Auditores Ambientais ministrado pelo Instituto de Engenharia do Paraná.

Integrante do Conselho Estadual da Mulher do Paraná, Marlene presidiu a Comissão de Meio Ambiente da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (de 2004 a 2006), foi coordenadora de programas nas áreas de educação ambiental e ecoturismo na Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Paraná (de 1992 a 1994), diretora de Informações Ambientais no Instituto Ambiental do Paraná (em 1994), assessora especial da Casa Civil do Governo do Paraná (de 1989 a 1994), secretária municipal de Meio Ambiente de Curitiba (em 1985) e vereadora da Câmara Municipal de Curitiba, na legislatura de 1983 a 1988.

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