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Liberdade Inglória, Pedro Lichtnow

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palloci 2Na esperança de respirar novamente ar fresco fora da cadeia, o petista Antonio Palloci tenta, a qualquer custo, negociar acordo de delação premiada com a Justiça. Preso desde 2016, Palocci, ‘O Italiano’, nos códigos decifrados pela Operação Lava Jato, vende a alma por 30 moedas de prata e entrega os amigos ideológicos, se assim precisar e assim for preciso. Leia análise do jornalista Pedro Lichtnow para o blog Brasil Divulga.

À Procuradoria-Geral da República e a força tarefa da Lava Jato em Curitiba, o petista promete denunciar banqueiros e empresários, além do ex-presidente Lula, seu mentor.
Há cerca de um mês, Palocci se dedica a formular uma proposta coerente de acordo de delação à Justiça. Decidiu, na expectativa dos investigadores aceitarem a proposta, revelar detalhes de operações supostamente irregulares cometidas pelo ex-presidente e um dos donos do BTG Pactual, André Esteves, e o ex-dono do Pão de Açúcar Abílio Diniz.

Só para começo de conversa, os procuradores exigiram que o petista confirmasse informações sobre o ex-presidente Lula dadas por executivos da Odebrecht, sobretudo quanto à conta “Amigo”. Palocci, mais uma vez, sinalizou positivamente.

Além de citar integrantes do setor privado, em novo flanco de investigação, Palocci afirmou que explicará esquema de corrupção no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), o que poderia unir as operações Zelotes e Lava Jato.  Infiel ao fisiologismo ideológico, o petista virou mais um “X 9” da turma e promete entregar todos pelo prêmio da delação e da liberdade vigiada.

Pedro Lichtnow é jornalista, escritor e especialista em Comunicação Política e Imagem. 

 

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