por 09:06 Sem categoria

Jogo limpo

A política é um jogo de adultos, muitas vezes bruto, mas o ideal é que seja, tanto quanto possível, um jogo limpo, de regras bem definidas e respeitadas.

 

Hoje, 126 milhões de brasileiros escolhem seus governantes, inclusive o presidente da República. No Paraná, 7,1 milhões vão às urnas para decidir, entre outras, quem vai governá-los nos próximos quatro anos.

 

A campanha eleitoral nesta área do planeta não foi das mais esclarecedoras. Principalmente porque as oposições a Roberto Requião (PMDB) não se deram ao trabalho de apresentar um programa convincente, contrastante, capaz de empolgar maiorias.

 

Isso talvez explique o favoritismo de Requião do início da campanha ao dia de hoje. Dele, ao menos, todos os paranaenses sabem o que devem esperar. Sua linha é definida, seus planos estão em andamento. Confundem-se com a ação do governo.

 

Da outra banda, muito pouco ou quase nada. Chegou a ser constrangedor. Osmar Dias (PDT), Rubens Bueno (PPS) e Flávio Arns (PT) preferiram adotar projetos em curso, como o “Leite das crianças” e “Mãe paranaense”, que oferecer um plano consistente.

 

De resto, a diferença de siglas e origens dos três cavaleiros da squadra antirequianista não conseguiu dissimular a profunda semelhança entre eles. Osmar, Arns e Bueno são da mesma extração e representam idênticos interesses de classe, quando não do mesmo grupo.

 

Por isso se dão bem, por isso se completam. Especialmente depois que perceberam que só um deles poderia chegar ao segundo turno e que os três estariam bem representados por Osmar Dias.

 

Assim, dedicaram as últimas semanas ao ataque pessoal a Requião, com o objetivo de transformá-lo em bicho papão capaz de assustar burguesotes e a classe média. Reduziram suas campanhas ao figurino tradicionalista.

Muitas promessas de combate à corrupção e à politicagem. Escassas definições, afora o gasto discurso da modernização que aprenderam na onda neoliberal.

 

Mas não adianta falar em modernidade se os próprios locutores não estão habilitados, de fato, à contemporaneidade do mundo.

 

E essa trinca, quando fala em modernidade, a sensação é de que a antigüidade abre asas sobre nós. Fábio Campana, no Estadinho

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