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João da Bota e Anne Cheptanui vencem 3ª Meia Maratona das Cataratas

João da Bota e Anne Cheptanui vencem 3ª Meia Maratona das Cataratas

Brasileiro e queniana bateram o recorde da prova em mais de três minutos

 A 3ª Meia Maratona das Cataratas do Iguaçu registrou, neste domingo (5), em Foz do Iguaçu, a quebra dos recordes da prova nas Categorias Masculino e Feminino. Os ganhadores foram João Ferreira de Lima (João da Bota) e a queniana Anne Cheptanui Bererwe.

Com a marca de 1h3min37s, o atleta do Cruzeiro João da Bota levou o título. O tempo dele supera em mais de três minutos o recorde anterior, de Marcelo Vecchi, com 1h6min57s, registrado na primeira edição em 2007.

O mineiro Franck Caldeira garantiu a segunda posição, registrando 1h3min42s. Damião Ancelmo de Sousa, da equipe carioca Pé de Vento, conquistou o terceiro lugar, com 1h4min1s. No feminino, a queniana Anne Cheptanui Bererwe registrou 1h14min4s e assim bateu o tempo da brasileira Luzia de Sousa Pinto, vencedora da primeira meia maratona, de 1h17min17s.

A brasileira Marily dos Santos, com 1h16min16s, terminou na segunda colocação. O Brasil ainda foi ao pódio, na terceira posição, com Marizete Moreira dos Santos, que registrou 1h17min11s.

Os três melhores nas duas categorias levaram o Troféu Itaipu Binacional 35 Anos em referência à constituição oficial da usina hidrelétrica, e dividiram R$ 60 mil — a maior premiação do Brasil em provas dessa categoria. Os campeões faturaram R$ 15 mil; os segundos colocados garantiram R$ 10 mil; enquanto os terceiros ficaram com R$ 5 mil.

Disputas acirradas — Num dos mais belos cartões-postais do mundo, o Parque Nacional do Iguaçu (PNI), a corrida reuniu 1.035 profissionais e amadores de vários países, que representaram três continentes: América (do Sul e do Norte), África e Europa. A prova foi marcada pelo alto nível técnico de vários atletas de elite de renome nacional e internacional.

Nem mesmo a chuva e a baixa temperatura impediram a quebra de recordes e disputas acirradas entre os competidores. Como nas edições anteriores, a corrida também contou com muita animação e entusiasmo dos participantes durante todo o percurso.  

Na Categoria Masculina, o grupo de elite comandou a meia maratona do princípio ao fim. João da Bota surpreendeu na estratégia a partir da metade da prova, por volta do km 10, pulando na frente. O corredor ultrapassou alguns favoritos e vários candidatos ao título, como o colega de equipe Franck Caldeira, mantendo o ritmo à frente aos demais adversários até a linha de chegada.

“Foi uma corrida difícil, de alto nível técnico, em que minha estratégia de pular na frente no meio da corrida e acelerar o ritmo deu certo. Estou muito feliz com o resultado por vencer uma prova tão importante num cenário maravilhoso como das Cataratas do Iguaçu”, disse João da Bota.

No segundo pelotão, pouco atrás, Caldeira travou uma disputa bastante acirrada com Damião Ancelmo de Sousa, da Equipe Pé de Vento, e com o queniano Joseph Kibiwott Ngetich. O mineiro conseguiu desgarrar do grupo apenas no km 17, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, para assegurar a segunda posição.

Liderança — No grupo feminino, a corrida foi liderada desde os primeiros quilômetros pela queniana Anne Cheptanui Bererwe, atual campeã e recordista da Meia Maratona da Corpore e segunda colocada na Corrida Tiradentes, em Maringá.

Apontada como uma das favoritas, Anne largou forte e manteve o ritmo até o fim, abrindo distância rapidamente das adversárias. Pouco antes de cruzar o portão de entrada do Parque Nacional, a vantagem para a segunda colocada era significante.

A partir do km 13, a queniana já não avistava mais as corredoras, sem grandes riscos de perder a posição e a prova. “A pista lisa por causa da chuva dificultou bastante, mas deu para fazer uma corrida forte pelo nível das atletas”, declarou Anne.

No pelotão de trás, as brasileiras Marily dos Santos e Marizete Moreira dos Santos travaram uma disputa emocionante passo a passo. As duas brigaram pelo segundo lugar até o último quilômetro, no qual Marily deu um sprint final surpreendente e ultrapassou a adversária, que não conseguiu recuperar-se em tempo antes da chegada.

“Esse resultado foi uma vitória para mim numa prova tão disputada com tantas excelentes atletas. Quero destacar que foi uma corrida única para mim, cuja organização foi muito boa, e ainda deu pra curtir um pouco a natureza”, ressaltou Marily.

Organização — A prova envolveu o apoio e a participação de inúmeras entidades nas áreas de segurança, trânsito, atendimento médico, hidratação dos atletas e cuidados com o meio ambiente.  A pedido da organização, as forças policiais montaram um grande aparato de trânsito ao longo da Avenida das Cataratas, para garantir a segurança dos corredores.

O diretor da meia maratona, Tadeu Natálio, considerou o evento um sucesso. “Nossa tarefa foi cumprida ao mantermos a organização com um grande número de atletas, imprensa nacional, contando com o apoio de todas essas entidades parceiras”, afirmou.

Trânsito e segurança — O trânsito foi bloqueado para permitir a passagem exclusiva dos atletas e organizadores. Placas de sinalização foram colocadas ao longo do percurso para orientar os atletas, e vários pontos de hidratação deram apoio aos corredores em locais estratégicos.

Além disso, o Corpo de Bombeiros e o SAMU cederam ambulâncias com socorristas de plantão para atender os participantes. Uma quarta ambulância do Parque Nacional do Iguaçu também auxiliou no serviço.A Helisul disponibilizou ainda um helicóptero para o deslocamento ao hospital mais próximo.

Já o 34º Batalhão de Infantaria Motorizado fez o bloqueio do acesso de veículos nas vias secundárias da BR-469, no percurso da corrida (do Hotel Mabu até as proximidades do Espaço Porto Canoas). Houve ainda apoio com exame antidoping, guarda-volumes, fisioterapia e atendimento médico durante o percurso e na chegada, entre outros serviços.

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