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A internet melhorou ou piorou nosso mundo?

19 de maio de 2018
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A internet melhorou ou piorou nosso mundo?

Wilson Picler

Faço parte da última geração de pessoas que viveu em um mundo sem internet. Mas não pensem que sou nostálgico, daqueles que suspiram de saudades por um mundo que não existe mais. Não me entendam mal, valorizo muito a importância das experiências que vivemos como tijolos que esculpiram as pessoas que somos no momento presente. Porém, há momentos na vida em que é preciso mirar para o alto e avante, como diria aquele super-herói dos gibis, e não podemos nos apegar demais ao passado.

A internet, por exemplo. Tornou-se lugar comum dizer que a internet está tornando as pessoas mais dispersas, superficiais, egocêntricas. Não estranho estas opiniões, uma vez que cada geração costuma afirmar, de forma afirmativamente categórica, que “na sua época” o mundo era melhor.

Mas, quando lembro que testemunhei tempos em que pessoas faziam filas em frente a orelhões para falarem ao telefone com parentes, motoristas levam guias de ruas, com centenas de páginas de mapas de uma cidade para acharem determinado lugar, e jovens passavam o dia ouvindo rádios FM, esperando até que sua música favorita começasse a tocar a fim de gravá-la em fita-cassete (torcendo para que o locutor não tagarelasse antes que a canção acabasse ou para que não soltasse a vinheta da rádio no meio do refrão), penso duas vezes antes de criticar estes tempos online.

Dentro de todo este contexto, é claro que não posso deixar de citar minha querida Uninter, da qual tanto me orgulho. Graças às mais avançadas tecnologias da atualidade, propiciamos educação a distância, da mais alta qualidade, para milhares de alunos. Dentre eles, pessoas que possuem dificuldade em se deslocarem nos grandes centros urbanos cada vez mais congestionados, ou estudantes que precisam conciliar o tempo de estudos com vida profissionais agitadas, e que sem as modalidades de EAD teriam muito mais dificuldade para complementarem seus estudos. Como elas fariam sem internet?

Sim, é claro que sei que nem tudo são flores. Se, por um lado, a educação à distância é a solução ideal para quem tem menos tempo para frequentar cursos presenciais, por outro lado perdem a oportunidade de conviverem mais com professores e os vínculos afetivos que se estabelecem com a “turminha do fundão” e os colegas com quem dividimos apontamentos a lápis ou uma cerveja após o fim das aulas.

Mas, assim como a Uninter oferece dezenas de cursos de graduação presencial e semipresencial, creio que é perfeitamente possível unir o melhor de dois mundos. Aos que dizem que internet é perda de tempo para quem vive postando selfies, entretendo-se com games e memes ou brigando em redes sociais, é possível contrapor esses exemplos citando as pessoas que estão aproveitando o fato de que o universo online é a maior sala de aula dos nossos tempos, vide as milhares de pessoas que estão se dedicando a cursos online, compartilhando ideias e conhecimentos, fazendo novos amigos e dedicando-se às novas profissões destes tempos, seja com e-commerce, redes sociais ou desenvolvimento de novos aplicativos.

A internet certamente representa uma revolução no modo como vivemos. Trouxe mudanças inevitáveis em nossa vida, e cabe a nós encararmos estes desafios da melhor forma possível, através da busca de aperfeiçoamento pessoal e novos conhecimentos. Afinal, é só assim que seremos capazes de construir os alicerces que sustentarão os nossos castelos de sonho.

Wilson Picler, professor, físico, presidente da Uninter Educacional

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