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Infraero inaugura nova sala de desembarque e saguão de passageiros no Aeroporto das Cataratas

27 de junho de 2019
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A Infraero entrega nesta sexta-feira (28), parte das obras de ampliação do Aeroporto de Foz do Iguaçu/Cataratas. A cerimônia ocorrerá às 10h, no próprio terminal, e contará com as presenças da presidente da empresa, Martha Seillier, do secretário Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Saggioro Glanzmann, do prefeito da cidade, Francisco Lacerda Brasileiro, do presidente do Fundo Iguaçu, Enio Eidt, além de outras autoridades.  As informações são da Rádio Cultura Foz.

Na ocasião, será inaugurada a nova sala de desembarque doméstico. Com 1,2 mil m², o espaço é mais de três vezes maior do que a área antiga, que contava com 350 m². A sala também ganhou um novo conjunto de sanitários, além de mais uma esteira de bagagens. Também será apresentado o novo saguão de passageiros, que tem quase o dobro do tamanho da estrutura atual, passando de 800 m² para 1,5 mil m².

Durante o evento, a Infraero ainda anunciará a execução da nova drenagem na pista de pousos e decolagens, com valor de R$ 2,5 milhões, aumentando ainda mais a segurança das operações de pousos e decolagens. Além disso, a empresa e a Itaipu Binacional assinarão protocolo de intenções que prevê a realização de um conjunto integrado de atividades com o objetivo de tornar o aeroporto de Foz do Iguaçu uma referência nacional em sustentabilidade.

O superintendente do aeroporto, Joacir Araújo, explica que além das medidas anunciadas, outras melhorias de curto prazo aos passageiros estão em curso no terminal. “A Infraero está sempre aprimorando a experiência dos passageiros. A partir do fim de julho, o Aeroporto de Foz vai passar a contar com serviço de Wi-fi gratuito”, disse o gestor.

Com investimento de R$ 32,7 milhões, as obras no aeroporto paranaense tiveram início em junho de 2018. Até o momento, já foram executados 56,2% do total. A entrega da segunda etapa das obras está prevista para dezembro. Com o fim dos trabalhos, a capacidade do terminal passará dos atuais 2,6 milhões para 5 milhões de passageiros ao ano. Ao final, o aeroporto estará totalmente modernizado e reformado, com melhorias na área de check-in, salas de embarque e desembarque ampliadas, duas novas escadas rolantes, três novos carrosséis de bagagens, quatro novos elevadores e quatro novas pontes de embarque.

“Com a reforma, somente as salas de embarque, que hoje têm 900 m², passarão para 5.400 m²”, detalhou Joacir Araújo. “Os principais benefícios da obra são a elevação do nível de conforto dos passageiros, além de uma área comercial muito mais ampla e abrangente, atendendo com muito mais rapidez e qualidade os nossos viajantes”, acrescentou.

Além disso, o Fundo Iguaçu investiu em um projeto de revitalização da pista de pouso e decolagem. A restauração recebeu investimentos de aproximadamente R$ 13 milhões e foi concluída em julho de 2018, o que aumentou a segurança e a qualidade da rolagem para as aeronaves, e prolongou a vida útil da pista, resultando em menor necessidade de intervenções para reparos de manutenção.

Ainda, a Itaipu Binacional, em convênio com a Infraero, está investindo R$ 6 milhões na duplicação de via de acesso ao aeroporto, que vai incluir o alargamento da pista de veículos, que passará de duas para quatro faixas e construção de alças de retorno, acostamentos, viadutos, ciclovia, passarela de pedestres e abrigos de ônibus.

Em 2018, o aeroporto iguaçuense registrou 2,3 milhões de viajantes, entre embarques e desembarques. Três companhias aéreas operam voos comerciais em Foz: Gol, Latam e Azul, que ligam a cidade a Curitiba (PR), São Paulo (SP), Campinas (SP), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Confins (MG) e Lima, no Peru.

Aeroporto certificado

No início de junho, o Aeroporto de Foz do Iguaçu recebeu o Certificado Operacional da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O documento atesta a capacidade operacional do terminal paranaense de acordo com os pareceres de segurança e excelência estabelecidos pelos órgãos da aviação civil nacional e internacional.

A certificação também revogou a portaria que restringia a quantidade de pousos e decolagens por semana no terminal fronteiriço. Com isso, a expectativa é que o aeroporto de Foz receba cada vez mais passageiros e novas rotas.

O Certificado Operacional de Aeroporto é uma exigência do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) 139 da Anac. As avaliações são orientadas pela Organização Internacional de Aviação Civil (OACI), que determina os critérios operacionais a serem atendidos por terminais no mundo inteiro.

Nova Estação de Tratamento de Efluentes (ETE)

Durante o evento, a Infraero também entregará a nova Estação Tratamento de Efluentes (ETE) do aeroporto. Com investimento de R$ 2,59 milhões, a ferramenta é a mais moderna da rede de terminais da empresa, e vai ampliar a capacidade de processamento do esgoto, além de contar com um sistema integrado de tratamento biológico e químico, que vai oferecer mais segurança nos resultados das análises finais dos efluentes já tratados.

A ETE é do tipo compacta e modular, com flexibilidade para futuras ampliações, e dispõe de tratamento do tipo biológico, seguido de tratamento físico químico. O sistema ainda possibilita o reuso do esgoto tratado para fins não potáveis em atividades externas às edificações, tais como desemborrachamento de pista, irrigação de áreas verdes, entre outros.

O sistema tem capacidade para tratar 250 m³/dia, o que atende um horizonte de 15 a 20 anos, possibilitando o atendimento de uma demanda de 520,7 mil passageiros por mês. Isso equivale a uma pequena estação, com capacidade para tratar o esgoto de um bairro com 2,6 mil moradores.

Responsabilidade ambiental

Visando o cumprimento do Termo de Compromisso firmado junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Infraero iniciou, no fim de 2018, o projeto de fornecimento e plantio de 10 mil mudas nativas da Mata Atlântica dentro da área do Aeroporto de Foz do Iguaçu. Para o plantio, foi estabelecida utilização de pelo menos 8 espécies distintas, de modo a atingir o objetivo da reposição florestal na região.

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