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Hospital Costa Cavalcanti: 40 anos de bons serviços prestados

29 de outubro de 2019
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A gravidez de Kamila Schmanski, 29 anos, vinha transcorrendo normalmente, conforme indicavam os exames pré-natal que fazia todos os meses, em um posto de saúde de Foz do Iguaçu. Porém, no último dia 9 de outubro, logo cedo, levou um susto. Ainda em casa, antes de ir para o trabalho, notou um sangramento.

Com o marido, Valter Ambrósio Ferreira, 37 anos, foi às pressas para o Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), onde constataram uma infecção. A recomendação médica foi de repouso e alguns medicamentos, mas mal saiu do hospital e teve outro susto, algo inesperado para uma gravidez que entrava na 25ª semana: a bolsa se rompeu e ela entrou em trabalho de parto.

A equipe médica do HMCC imediatamente entrou em cena e deu todo apoio para que Kamila desse à luz Bryan, seu primeiro filho, que nasceu de parto natural. Ela conta que, a princípio, o parto prematuro deixou os pais de “primeira viagem” bastante apreensivos. “Mas, desde  o primeiro momento, o atendimento foi excelente. Tomaram todos os cuidados”, contou Kamila.

Bryan é hoje um dos bebês prematuros sob os cuidados da equipe do HMCC. Eles se dividem entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e a Unidade de Cuidado Intermediário (UCI) Neonatal, cada uma com 10 leitos. Há também outros quatro leitos da UCI Mamãe-canguru, para quando é necessário que as mães permaneçam junto com os recém-nascidos.

Ao todo, uma equipe de 30 técnicos de enfermagem, quatro enfermeiros, 13 médicos plantonistas, além de fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, farmacêutico, assistente social e psicólogo, se revezam nos cuidados com os bebês e suas famílias.

“Por ser uma paciente do SUS (Sistema Único de Saúde), achei excelente. Não esperava um atendimento como esse. Parece particular”, disse Kamila, que trabalha como operadora de caixa. “A gente vê que as enfermeiras têm um cuidado todo especial. Tratam como se fosse da família”, completou Valter, que também elogia o fato de os pais terem acesso 24 horas à UTI Neonatal. “Esse contato é muito importante para o bebê superar essa fase”.

São histórias como a de Bryan que fazem do HMCC um hospital de referência no atendimento a gestantes e recém-nascidos. Ao todo, são realizados 400 partos por mês. Com o título de “Hospital Amigo da Criança”, a unidade hospitalar que completou 40 anos no último mês de julho promove, ainda, cursos para gestantes, campanhas de aleitamento e mantém o Banco de Leite Humano de Foz do Iguaçu, que beneficia cerca de 300 bebês por mês.
Investimentos

Os serviços prestados pelo HMCC nessa área serão incrementados. Um dos focos da ampliação por que vai passar o hospital, com investimentos de R$ 64,7 milhões da Itaipu Binacional, é a construção de um novo Centro Materno-Infantil, em área anexa. O espaço atual da maternidade será destinado à criação de novos leitos. As obras vão permitir, ainda, uma reorganização completa das áreas de urgência e emergência.

Os investimentos já aprovados pela diretoria de Itaipu (instituição mantenedora do HMCC) no último mês de abril também preveem aumentar o número de leitos de 202 para 260; a área de 25 mil metros quadrados será incrementada em quase 50%, além da reforma de 8.500 metros quadrados da estrutura atual; e 200 profissionais devem ser contratados (hoje são 400 médicos e 1.100 colaboradores).

“A trajetória do Hospital Ministro Costa Cavalcanti demonstra que foram 40 anos de evolução constante. E, na visão da Itaipu, essa evolução deve continuar”, afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna.

Diferencial

Os investimentos também deverão permitir que o HMCC, primeiro hospital do interior do Paraná a receber a certificação de qualidade de serviços de saúde da Organização Nacional de Acreditação (ONA), siga como uma referência em diversas áreas, como o tratamento a pacientes de câncer do Centro de Oncologia HMCC.

Para Micheli Paula Pereira, 33 anos, que teve câncer de mama, o principal diferencial do hospital está na equipe de profissionais. “Quando começa o tratamento de câncer, a gente praticamente tem que morar no hospital. Quem faz radioterapia, por exemplo, vai quase que diariamente. E não é fácil. Por isso, os funcionários fazem toda a diferença. A gente acaba conhecendo cada um deles e vira uma família”, disse ela, que foi uma das cerca de 10 mil pessoas atendidas pela oncologia do HMCC nos últimos 10 anos (hoje, são aproximadamente 1.300 em tratamento).

A primeira ida ao hospital despertou o desejo de contribuir como voluntária do Café Onco Foz. Passadas as 16 seções de quimioterapia (encerradas em setembro de 2018) e o tratamento com medicação intravenosa (até junho deste ano), Micheli segue atuando em diversas iniciativas, como o Baile Rosa, que no último dia 25 de outubro arrecadou doações para a compra de cadeiras para os acompanhantes dos pacientes de câncer pelo SUS.

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“A gente sempre pensa em quem está fazendo o tratamento, o que pode fazer a mais por essa pessoa”, afirmou. “Quando os pacientes veem alguém que já passou pelo tratamento e está bem, isso dá uma motivação a mais”, completou.

Depois dos passeios, o susto

Não são apenas moradores de Foz do Iguaçu que se beneficiam dos serviços prestados pelo HMCC. O casal de aposentados Marta Maria de Lira Régis, 70 anos, e Ivo Fonseca Régis, 69, veio recentemente de Pernambuco para sua primeira visita à Terra das Cataratas. O que Marta não sabia é que viria, também, para sua primeira cirurgia.

O casal fazia parte de uma excursão. Após cumprir um roteiro completo pelos atrativos das Três Fronteiras, o grupo decidiu encerrar a viagem com uma confraternização em um shopping em Puerto Iguazú, na Argentina. Marta descia a escada rolante de costas, conversando animada com os companheiros de viagem. Distraída, não viu o fim da escada. Uma amiga chegou a dar o alerta, mas não foi o suficiente. Girou o corpo para sair da esteira, mas acabou tropeçando e caindo, o que resultou em uma fratura no fêmur da perna direita.

“O médico disse que tive sorte porque a fratura foi no meio do osso, o que é mais fácil de tratar. Se fosse perto da articulação com o quadril, poderia complicar”, conta Marta. “Mas, graças a Deus, já tinha aproveitado todo o passeio e agora aproveitei também a hospitalidade deste hospital”, afirmou, encarando com bom humor a extensão de mais uma semana na Terra das Cataratas para se recuperar da cirurgia de implantação de uma haste no fêmur.

O marido conta que os primeiros momentos após o acidente foram tensos. “Na Argentina, estávamos no auge da nossa alegria, depois de todos aqueles passeios maravilhosos, e daí aconteceu o acidente. Longe de casa, sem conhecer ninguém. Na hora, ficamos com muito medo. Mas, já na ambulância, nos disseram para ficarmos tranquilos que estávamos indo para o melhor hospital da região”, contou Ivo.

Segundo ele, as coisas começaram a melhorar assim que chegaram ao hospital, pela tranquilidade e profissionalismo transmitidos pela equipe. “Fiquei espantado com o carinho desse pessoal. Afinal, não sou rico, não sou político”, brincou Ivo. “E não só a equipe médica, mas também o pessoal da limpeza, da cozinha. Enfim, fomos muito bem tratados”, completou.

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