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Governo Lula repassa mais R$ 6,6 milhões para habitação

Governo Lula repassa mais R$ 6,6 milhões para habitação

O dinheiro faz parte de um total de mais de R$ 151 milhões que vão beneficiar quase dez mil famílias em Curitiba

O Governo Federal disponibilizou na tarde desta terça-feira (12) mais R$ 6,6 milhões para que a prefeitura invista em habitação. O dinheiro faz parte de um total de mais de R$ 151 milhões que serão enviados pelo governo Lula para construção de moradias populares, reassentamentos, regularizações de áreas e realocações de famílias que vivem em áreas de invasão, com pouca ou nenhuma infra-estrutura urbana em Curitiba.

Os recursos vão beneficiar quase dez mil famílias, moradores das bacias dos rios Belém, Formosa e Ribeirão dos Padilha – 5.499 com os recursos do PAC- Programa de Aceleração do Crescimento e mais 4.233 famílias com o PAR – Programa de Arrendamento Familiar, renomeado pela Prefeitura como Programa Moro Aqui.

Em contrapartida, o orçamento de Curitiba para habitação em 2008 é de R$ 5,5 milhões, apenas 2% do orçamento global. A candidata à Prefeitura de Curitiba Gleisi Hoffmann, pela coligação Curitiba Para Todos (PT-PSC-PRB-PHS-PMN-PTC), afirma que o déficit habitacional da cidade exige mais investimentos do poder público municipal no setor habitacional. Gleisi compara o orçamento da habitação com os gastos da Prefeitura, previstos para 2008, com gastos em publicidade, que somam R$ 24 milhões.

Para a candidata, é preciso que a Prefeitura mostre o mesmo empenho que o governo federal para atender as populações mais carentes. “Nossa proposta é que a Prefeitura invista R$ 1 para cada R$ 1 que for financiado pelo governo federal. Atualmente, a relação é de R$ 0,25 da Prefeitura para cada R$ 1 da União”, analisa Gleisi.

De acordo com levantamento feito pelo jornal Gazeta do Povo, o atual prefeito não cumpriu praticamente nada do que prometeu para a área de habitação. A fila da Cohab, por exemplo, já superou a marca de 40 mil famílias e de acordo com a bancada de vereadores do PT, essa fila teria condições de ser zerada se fossem aceitas as emendas apresentadas por eles ao orçamento municipal. “Desde a época em que eu fui vereador apresentávamos emendas para zerar o déficit habitacional em até quatro anos e os prefeitos sempre vetaram”, afirma o deputado estadual Tadeu Veneri.

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