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Governador garante R$ 38,2 milhões para custeio do Hospital Municipal de Foz

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O governador Beto Richa assinou nesta quinta-feira (22) o convênio que garante o repasse de até R$ 38,2 milhões para manter em funcionamento o Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu (Oeste). A medida faz parte do processo de intervenção administrativa na unidade, iniciado pelo Estado no dia 1º de dezembro.

“Sabemos da importância deste hospital para o atendimento de urgência e emergência aos moradores da região. Por isso, temos dado uma atenção especial a esta situação, que tem afetado Foz do Iguaçu e mais oito municípios”, disse o governador, que há pouco mais de 20 dias nomeou uma comissão administrativa para conduzir o processo de intervenção no hospital.

“Este repasse para Foz do Iguaçu é emblemático de nosso compromisso com a permanente melhoria da qualidade dos serviços de saúde prestados à população”, disse Richa. “Estamos fechando o ano com mais de R$ 6 bilhões de investimentos feitos em todas as áreas, com ênfase na saúde, na educação, na segurança e na infraestrutura. E a satisfação de que estamos honrando escrupulosamente os compromissos que assumimos perante os paranaenses”.

COBERTURA DE DESPESAS – O recurso para o Hospital Padre Germano Lauck será dividido em seis parcelas mensais e deverá ser aplicado na cobertura de despesas de custeio, como contratação de profissionais, folha de pagamento, compra de medicamentos, insumos e materiais médico-hospitalares, gastos com fornecedores, contas de água, luz, telefone, entre outros.

O primeiro repasse, no valor de R$ 4 milhões, está previsto para acontecer nesta sexta-feira (23), possibilitando que já na próxima semana o hospital possa honrar compromissos assumidos pela nova gestão. Esses recursos não poderão ser utilizados para pagamento de despesas feitas pelo Hospital Municipal antes de 1º de dezembro. As dívidas anteriores deverão ser quitadas pela prefeitura.

Um dos motivos para o Estado assumir a gestão do hospital foi a indefinição política que atinge a cidade de Foz. O próprio hospital municipal está no centro de diversas denúncias de corrupção, que geraram um desequilíbrio financeiro na unidade. Antes da intervenção, a estrutura estava prestes a fechar as portas.

MUDANÇAS – Atualmente, o Hospital Municipal conta com 180 leitos, sendo 26 de UTI. De acordo com o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, a reestruturação do hospital inclui uma série de mudanças no modelo de gestão. “Os relatórios iniciais da comissão interventora apontam que havia um total descontrole nas contas do hospital. A partir de agora, estamos reavaliando contratos, completando as escalas de médicos e reorganizando toda a estrutura para evitar que a população fique sem assistência”, explicou.

A intervenção do Estado tem um prazo de 180 dias, renováveis por mais 180 dias. Ela envolve exclusivamente a gestão dos serviços e não abrange os bens e patrimônios do hospital, que seguem com a prefeitura. A intenção é dar estabilidade à instituição e restabelecer o fluxo de atendimento no local.

O coordenador da comissão administrativa de intervenção, Moisés Warszawiak, afirma que todo o processo está sendo conduzido com a máxima transparência. “Estamos trabalhando em contato direto com os ministérios públicos e comunidade, sobretudo através de reuniões com os representantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz de Iguaçu – o Codefoz”, informou.

Medicamentos, insumos e materiais médicos

Em três semanas, o governo do Paraná já destinou uma série de medicamentos, insumos e materiais médicos para garantir a continuidade dos serviços no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. A atitude foi tomada em caráter emergencial, tendo em vista a falta de centenas de itens que inviabilizavam o atendimento adequado dos pacientes.

Desde que assumiu a gestão, o Estado já enviou R$ 300 mil em ajuda ao hospital. “Encontramos uma situação caótica, em que faltavam insumos básicos para dar suporte ao atendimento dos pacientes. Por isso, os lotes de medicamentos e materiais que temos recebido estão sendo essenciais para evitar a suspensão de alguns serviços”, disse o coordenador da comissão administrativa de intervenção, Moisés Warszawiak.

Entre os itens enviados pelo governo estadual estão antibióticos, soros, glicoses, dietas de suplemento alimentar, agulhas, seringas, sondas, luvas, lâminas, gazes, cateteres, ataduras e fraldas. Os lotes entregues foram divididos em três caminhões e duas vans.

NOVO APORTE – Nos próximos dias, um novo lote de medicamentos deverá ser encaminhado pelo Estado ao hospital. Ao todo, são 168 mil unidades de comprimidos, ampolas e frascos que estão sendo adquiridos no valor de R$ 240 mil. O processo de compra será finalizado na próxima semana.

Desde 2013, o Estado aplicou mais de R$ 38 milhões em recursos extras para auxiliar no funcionamento da unidade. Os incentivos foram destinados ao custeio dos serviços e outras despesas importantes.

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