por 09:36 Alexandre Curi, Assunto

Goura, Camila Lanes, João Guilherme e Marisa Lobo abrem série de sabatinas com candidatos à prefeitura de Curitiba

A OAB Paraná deu início nesta quarta-feira (4) às sabatinas com os candidatos à prefeitura de Curitiba. A primeira a apresentar as propostas foi a candidata Camila Lanes (PCdoB), num diálogo mediado pela jornalista Carol Pedrozo. Também participaram do debate os candidatos Marisa Lobo (Avante), Dr. João Guilherme (Novo) e Goura (PDT).

Ao saudar os presentes, o presidente da OAB Paraná, Cássio Telles, enalteceu o compromisso da instituição em fomentar espaços de promoção de diálogos. “A OAB Paraná tem a imensa honra de iniciar esta noite a série de sabatinas com candidatos. Historicamente temos realizado estes eventos no sentido de promover o conhecimento acerca das ideias, planos e projetos dos candidatos e candidatas”, disse.

“Esta é mais uma ação de cidadania que se insere na ação cotidiana que a nossa instituição faz no sentido de pregar o voto consciente, que é aquele que parte da análise das propostas de cada candidato, da análise da vida pregressa de cada candidato, para que a decisão seja tomada com base na responsabilidade que o sufrágio exige”, completou Telles.

O diretor tesoureiro Henrique Gaede agradeceu em nome da Ordem a disponibilidade e o interesse  dos candidatos em participar do diálogo. “Este evento representa a coroação da democracia que vem através do processo eleitoral. É um momento em que todos nós cidadãos poderemos conhecer as propostas”, afirmou. Também representaram a seccional no debate o diretor de Prerrogativas Alexandre Salomão, a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Mariana Lopes (CMA), e a presidente da OAB Guarapuava, Maria Cecília Saldanha.

Compromisso

Nos cinco minutos de apresentação iniciais, Camila Lanes convidou a sociedade a conhecer detalhes de seu plano de governo nas redes sociais, e frisou que todos os eixos lá expostos representam o que a candidata acredita. Entre suas prioridades está uma retomada econômica que garanta condições de vida e de saúde à população no retorno pós-pandemia.

Em resposta às questões formuladas pela advocacia sobre os eixos educação, saúde, segurança; desenvolvimento econômico, inclusão social, combate à pobreza;  advocacia, tributos; e mobilidade urbana, meio ambiente, Camila Lanes defendeu a valorização da guarda municipal,  a participação feminina nos espaços de poder e de opinião, o diálogo com representantes da advocacia, a defesa das instituições. “É uma honra saber que cumprimos o nosso papel como cidadãos e que pudemos colocar a cidade sobre as diferentes perspectivas nestas eleições”, disse.

Transparência

A candidata Marisa Lobo foi a segunda a discorrer sobre suas propostas para a cidade. Segundo  ela, seu plano de governo prima pela transparência, eficiência e tem entre os pontos fortes um comitê de combate à corrupção. Além disso, destacou que sua gestão, se eleita, será pautada pelo planejamento de demandas e ações, integração social, família, projetos contra violência,  cultura e esportes para as comunidades carentes e parcerias. “Acreditamos que esta é a maneira de fazer a cidade crescer. Queremos uma Curitiba familiar, participativa”, disse.

Quanto às questões formuladas pela advocacia, a candidata abordou, entre outros temas, o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes com campanhas permanentes e políticas públicas específicas para este público, além do fortalecimento do núcleo familiar.

Participação política

O candidato João Guilherme (Novo) foi o terceiro candidato a expor suas ideias. Integrante do Conselho Regional de Medicina, o médico sustentou que a participação das entidades de classe é fundamental para o desenvolvimento da cidade.  Um dos focos de sua campanha é a participação política do cidadão comum, do cidadão consciente que, segundo o candidato, deixou de participar da política. “É muito importante discutir a cidade de maneira clara, sem fugir do debate. O afastamento do cidadão consciente fez com que a política se tornasse espaço para mal intencionados”, disse.

“É por isso que eu, médico, saio da zona de conforto para discutir a cidade de Curitiba. A participação política é fundamental para decidir nosso destino com gente como a gente”, disse, defendendo um trabalho conjunto entre a sociedade, organizações, empresariais e terceiro setor em prol de uma cidade mais justa e igualitária para todas as pessoas. A mobilidade urbana e a integração do transporte público de Curitiba e Região Metropolitana estiveram entre os tópicos abordados em resposta às questões formuladas pela advocacia.

Democracia como princípio

Goura (PDT) encerrou a série de sabatinas na noite de quarta-feira (4). O candidato frisou que sua gestão será pautada pela “democracia como princípio, valor e horizonte que deve ser conquistado e valorizado todos os dias, por todos os cidadãos”.  Ele garantiu que manterá a escuta ativa que tem pautado seu trabalho desde sua atuação como vereador – quando foi autor de nove leis sancionadas, entre elas a da agricultura urbana em Curitiba – e enquanto deputado estadual, exercendo o papel de fiscalização do Executivo.

As  propostas apresentadas por Goura têm como foco uma Curitiba participativa, integrada, que valorize a participação social na política e políticas públicas efetivas nas áreas de habitação, abastecimento, agricultura, sustentabilidade e outras áreas. “Queremos uma democracia com participação efetiva da sociedade na política, nos conselhos. Precisamos tratar as alterações climáticas, falar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse.

Em resposta às questões formuladas pela advocacia sobre os eixos educação, saúde, segurança; desenvolvimento econômico, inclusão social, combate à pobreza;  advocacia, tributos; e mobilidade urbana, meio ambiente, Goura enalteceu a participação social na construção de uma cidade que valorize a diversidade,  a importância do SUS – garantindo que sua gestão valorizará esta importante conquista da sociedade brasileira, além de ações que garantam a saúde da mulher de um viés sistêmico, incluindo o parto humanizado, e uma rigorosa fiscalização dos gastos públicos, transparência e mobilidade urbana.

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