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Globo reconhece erro e restabelece verdade sobre Porto de Paranaguá

Globo reconhece erro e restabelece verdade sobre Porto de Paranaguá

A Rede Globo reconheceu, em notícia veiculada no Jornal Nacional (JN) de sexta-feira (10), que errou ao falar sobre a infra-estrutura do Porto de Paranaguá. Em nota de esclarecimento apresentada pelo âncora e editor-chefe Willian Bonner, o telejornal destacou: “O Porto de Paranaguá, no Paraná, está entre os que investiram na modernização”.

A nota esclareceu que, nesta semana, o JN cometeu um equívoco ao mencionar filas quilométricas de caminhões em Paranaguá. “Estas filas praticamente sumiram desde a implantação do novo sistema de controle do embarque de cargas, em 2004”, corrigiu.

“Há seis meses, no mês de maio, ocorreu de fato uma fila muito grande. Mas uma onda de protestos de agricultores tinha reduzido a oferta de vagões de trens para o transporte da soja. Para honrar contratos de exportação, dentro do prazo, cooperativas apelaram para caminhões que não estavam registrados nos computadores do porto. A fila era para o cadastramento. Um fato isolado. A modernização do Porto de Paranaguá será o tema da reportagem deste sábado da série Portos do Brasil”, acrescentou a nota.

Nova matéria – Ainda na sexta-feira (10), o repórter Ernesto Paglia esteve em Paranaguá para conferir as melhorias que foram implantadas no porto nos últimos anos. Paglia conversou com motoristas, no Pátio de Triagem de Caminhões, onde confirmou o fim das filas.

Também pôde observar melhorias como as novas cantinas, que substituíram os velhos espaços que também serviam como prostíbulos e comércio de mercadoria ilegal, além da integração e otimização do sistema de cargas on-line, que facilita e principalmente agiliza o processo de descarregamento de cargas no porto.

Dirigindo um caminhão, o repórter ainda verificou a pavimentação em concreto realizada recentemente nos 25 quilômetros das vias de acesso ao porto. Ele ouviu o depoimento de um caminhoneiro que, antes da pavimentação, gastava uma hora para percorrer um trecho de sete quilômetros, do pátio ao local de descarga. Hoje, não perde mais que 10 minutos, constatou.

Para o repórter, que percorreu vários portos brasileiros, “Paranaguá está visivelmente entre os que mais investiram em infra-estrutura”. Paglia visitou os principais pontos do porto paranaense, como o sistema de carregamento de soja e o silo público. Verificou que as antigas filas eram provocadas principalmente por especulação e que os caminhões acabavam sendo utilizados como “silos ambulantes” às margens das rodovias.

Neste sábado (11), o Jornal Nacional exibe a última reportagem da série “Portos Marítimos”, que vai mostrar as soluções que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) encontrou para resolver problemas históricos.

(Agência Estadual de Notícias)

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