GAZETA DO POVO ERRA: GOVERNO NÃO GASTOU UM CENTAVO EM PROPAGANDA

GAZETA DO POVO ERRA: GOVERNO NÃO GASTOU UM CENTAVO EM PROPAGANDA

A Gazeta do Povo volta a vender informação errada a seus leitores na edição desta quarta-feira (13). O jornal induz o leitor a acreditar que o “TC vê irregularidades no gasto de publicidade”, como diz o título de matéria à página 3, dando a entender que o Governo do Paraná gastou dinheiro com propaganda em 2007. Errado. O compromisso do governador Roberto Requião de não gastar um centavo continua de pé. O Governo não gastou com propaganda em 2007 e não vai gastar em 2008.

“Desde março de 2007 o Governo não gasta com publicidade, à exceção dos recursos aplicados para divulgar campanhas de informação pública sobre vacinação contra a febre aftosa e combate à dengue”, diz o diretor-geral da Secretaria da Comunicação Social, João Benjamin dos Santos. “Nesse período, só o que o Governo do Estado tem feito é publicidade legal”, corrobora o presidente do Sindicato das Agências de Publicidade do Paraná, o publicitário Élcio Giobeck.

Publicidade legal é a divulgação obrigatória de editais de concorrência para realização de obras públicas e atas de órgãos e empresas do Estado, por exemplo. Para evitar qualquer irregularidade ou favorecimento na distribuição da publicidade legal, o Palácio das Araucárias abriu processo de licitação por pregão eletrônico.

Um consórcio de oito jornais venceu a licitação para a publicidade legal que requer circulação regional, com preço de R$ 56 por centímetro de coluna. A publicidade legal que necessita de veiculação nacional será feita pelo DCI, de São Paulo, vencedor da concorrência com preço de R$ 58 por centímetro de coluna. “O pregão eletrônico foi instituído para dar transparência e conseguir preços mais baixos para as publicações obrigatórias do Governo do Paraná. E atingiu seus objetivos”, afirma Benjamin.

A Gazeta do Povo erra, ainda mais uma vez, ao dizer que gastos em publicidade legal estão irregulares por não serem precedidos por Pedidos de Autorização para Divulgação e Veiculação (PADV). O relatório do TC indica, por exemplo, a falta de PADV em publicações feitas pela Assembléia Legislativa, que custou R$ 2,8 milhões, e pela Universidade Estadual de Maringá, que gastou R$ 900 mil. As publicações da Assembléia Legislativa não são responsabilidade da Secretaria de Comunicação Social, e a UEM é isenta da exigência.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.