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GAZETA DO POVO CONFIRMA MARACUTAIA DE BETO RICHA NO TRANSPORTE COLETIVO

“Transporte Coletivo – Prazo vencido e nada de licitação” – aponta manchete do jornal curitibano. “Regulamentação deveria ter sido apresentada em 25 de junho, mas a prefeitura alega que documento ainda está em análise”, informa a Gazeta do Povo. Enquanto uma solução não vem, proliferam em todas as linhas os microônibus, veículos de tamanho inferior e que possibilita às empresas dispensar o cobrador e aumentar ainda mais a margem de lucro.

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GAZETA DO POVO CONFIRMA MARACUTAIA DE BETO RICHA NO TRANSPORTE COLETIVO

GAZETA DO POVO CONFIRMA MARACUTAIA DE BETO RICHA NO TRANSPORTE COLETIVO

“Transporte Coletivo – Prazo vencido e nada de licitação” – aponta manchete do jornal curitibano. “Regulamentação deveria ter sido apresentada em 25 de junho, mas a prefeitura alega que documento ainda está em análise”, informa a Gazeta do Povo. Enquanto uma solução não vem, proliferam em todas as linhas os microônibus, veículos de tamanho inferior e que possibilita às empresas dispensar o cobrador e aumentar ainda mais a margem de lucro.

A Gazeta do Povo confirma na edição desta segunda-feira (28) a continuidade de mais uma maracutaia do prefeito Beto Richa (PSDB) e o acordo branco que fez com as empresas do transporte coletivo e DEM do deputado Osmar Bertoldi – herdeiro da família que comanda o setor em Curitiba e região metropolitana.

“Transporte Coletivo – Prazo vencido e nada de licitação” – aponta manchete do jornal curitibano. “Regulamentação deveria ter sido apresentada em 25 de junho, mas a prefeitura alega que documento ainda está em análise”, informa a Gazeta do Povo. Enquanto uma solução não vem, proliferam em todas as linhas os microônibus, veículos de tamanho inferior e que possibilita às empresas dispensar o cobrador e aumentar ainda mais a margem de lucro.

A matéria da Gazeta do Povo revela, no mínimo, a falta de competência da prefeitura em fazer a licitação do transporte coletivo de Curitiba, mas não detalha as fortes suspeitas de irregularidades e outras maracutaias que atendem a maior parte dos vereadores de Curitiba.

Uma delas: ao fechar o apoio à sua tentativa de reeleição, Beto Richa incluiu o DEM do deputado estadual Osmar Bertoldi – herdeiro de uma das principais empresas que operam no transporte coletivo.

SUSPEIÇÃO – O colunista da Gazeta do Povo, Rogério Galindo levantou a suspeição sobre o acordo do PSDB e do DEM para as eleições. Na sua coluna Caixa Zero, Galindo escreve o seguinte sobre o “Apoio do herdeiro”: “É simbólico o aperto de mão entre Osmar Bertoldi e Beto Richa ontem. Por um lado, os dois representam partidos políticos. Bertoldi é do Democratas, que acaba de anunciar apoio ao PSDB de Richa. Por outro, os dois representam lados diferentes de um dos negócios mais vultosos de qualquer grande cidade: o transporte coletivo”.

O negócio começa e cheirar esquisito, né não?, mas Galindo explica logo a seguir: “Bertoldi é herdeiro de uma das principais empresas de ônibus de Curitiba. Foi vereador, é deputado estadual e, em 2004, foi candidato a prefeito de Curitiba, contra Beto Richa. Na época, Richa, que assumiu a prefeitura interinamente, havia cancelado um aumento de tarifa, concedido por Cassio Taniguchi. Desde lá, alguma coisa mudou. Bertoldi desistiu de combater Richa nas urnas. Agora, vai apoiá-lo. Será demais supor que as outras empresas de transporte também estão apoiando o prefeito?”, dispara o jornalista.

A Frente Ampla pelos Avanços Sociais já denunciou aquilo que classificou a “farra das coligações” de Beto Richa na sua tentativa de manter o comanda da capital paranaense. “O Ministério Público cobra há anos que a prefeitura de Curitiba faça uma licitação para escolher as empresas de transporte coletivo de Curitiba. As que estão aí executam o serviço, estimado em R$ 2 milhões ao dia, há décadas, sem ter nunca passado por concorrência pública”, questiona Galindo.

SEM LICITAÇÃO – Segundo o jornal, o prazo para licitação do transporte coletivo já estouro há mais de um mês e até agora nada. “A regulamentação deveria ser apresentada 90 dias depois da publicação da lei, que saiu no Diário Oficial em 27 de março deste ano. A última informação da Urbs (a empresa que administra o transporte coletivo na cidade) e da prefeitura é de que o documento está sendo analisado por um colegiado da administração municipal e ainda não teria chegado às mãos do prefeito Beto Richa”.

A tática de Beto Richa, para empurrar com a barriga a licitação, é executada pelo presidente da Urbs, Paulo Schmidt, que já foi apontado pela própria Gazeta do Povo, em 14 de agosto de 2007, como operador de uma espécie de pedágio das empresas concessionárias. Na época Schmidt tentou desmentir o jornal com uma nota à imprensa que não explicou nada.

Enquanto a guerra da contra-informação continua a toda pela tropa de choque de Beto Richa, o Ministério Público do Paraná tenta quebrar a resistência do prefeito à legalização do transporte coletivo de Curitiba.

MULTA – O órgão pede na Justiça, desde 2001, que a prefeitura licite as linhas de ônibus. Recentemente a Justiça condenou Schmidt a pagar multa de R$ 3 mil por dia enquanto não sair a licitação. O presidente da Urbs demonstrou que não está nem aí para as decisões judiciais e entrou com recurso para não pagar os valores.

A responsabilidade da gestão do transporte coletivo é da prefeitura desde 1992, quando o Governo do Estado repassou a administração para o município. O sistema envolve 13 municípios da região metropolitana compreendendo além de Curitiba, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Bocaiúva do Sul, Campo Magro, Almirante Tamandaré, Campo Largo, Colombo, Pinhais, Piraquara, Araucária, Contenda, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais.

No total são 390 linhas operadas por 10 empresas urbanas e outras 12 metropolitanas, que operam as linhas sem nunca terem passado por um processo de licitação. Em Curitiba apenas uma família, a Gulin, controla 56% da frota.

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