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Fruet, cadê as mudanças?, pergunta Jota Agostinho

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HABEMUS PRAEFECTUM?

Muitos, desde o início da administração de Fruet e, muito mais, depois do aumento da passagem de ônibus, cobravam considerações minhas a respeito do que sucedia.

A todos respondi que o próprio prefeito, quando assumiu, pediu um prazo para que sua equipe pudesse avaliar a situação real da prefeitura.

Pois bem, neste 10 de Abril de 2013, este prazo vencerá. Só para que nos situemos em tempo e espaço, 100 dias já serão quase 7 % do mandato de Fruet (6,849 %, para os mais detalhistas).

Mais algumas semanas e já serão 10 %. O tempo passa rápido. E como !

Mesmo respeitando o prazo solicitado, conclui que muitas coisas eu devo comentar já .

Afinal, muitas ações ou a falta delas, independem de prazo, de tempo.

A montagem de uma equipe, por exemplo. Claro que havia muita expectativa de todos.

A cidade, afinal, escolheu a mudança. Acreditou nas inovações prometidas em campanha.

Mas, como pode se esperar mudanças se mais da metade dos cargos, de indicação do prefeito, continuam sendo ocupados por pessoas da administração passada ?

E, sem esquecer, que o mandatário anterior foi defenestrado pela população curitibana, já no primeiro turno !

Claro que tem que se respeitar as escolhas do prefeito. Houve uma delegação a ele confiada pelos eleitores.

Mas, isso não significa que Fruet e, muito menos, alguns assessores, são os donos da verdade.

E já na escalação da sua tropa sinalizou atitudes que não coadunam com as promessas de campanha.

Ninguém inova coisa alguma se não mudar rotinas e não quebrar paradigmas.

Sem me alongar, pois daqui para frente teremos tempo de sobra para conferir o mandato de Gustavo Fruet, vou falar de um assunto que já frustou os cidadãos, que esperavam do novo prefeito uma forma diferente de enfrentar certas situações.

É o caso da administração do transporte coletivo por parte da URBS.

Da maneira como agiu o prefeito, mudando apenas a presidência da empresa, já significou que a caixa-preta não será aberta.

Lamentável. Frustrante. Sem sentido. E o que é pior: incoerente e contraditório.

A profusão de números, planilhas, tabelas, dados e fórmulas complicadas, exigem gente capacitada para explicar, didaticamente, para a população, por exemplo, como se chegou a uma tarifa de R$ 2,85.

Por que não R$ 2,83 ou R$ 2,86 ?

Talvez, uma auditoria internacional ? Por favor, audiência pública não ! No meio de uma tarde, que público é esse?

Esta é uma visível demonstração de que o prefeito quer distância de caixa-preta. É uma leitura simplória.

Que me desculpe o Gustavo, mas certas atitudes e ações clarificam os objetivos do administrador.

A atitude de jogar um valor para o alto, como fez, de R$ 3,10 (que ninguém sabe de onde surgiu) e trombetear, com voz altissonante, que este valor ele não autorizaria, é de pura politicagem.

Não combina com a sua biografia. Caiu na vala comum. Foi a reexibição de um filme antigo e desbotado. Muito distante de uma inovação.

Certas questões, e a planilha de custos do transporte coletivo é uma delas, por já estarem empedradas pelo tempo e pelos maus caminhos, ou radicaliza-se, faz-se o enfrentamento de forma corajosa e desvendam-se os segredos ou deixa tudo como está.

Era isso que Curitiba estava aguardando de Gustavo, auto-denominado inovador, no episódio do aumento das tarifas.

Ou seja: não deveria permitir aumento algum, até tudo ficar bem explicitado, tanto para ele como para o usuário.

Nem que a tranquilidade da cidade fosse alterada por uma greve, com certeza, teria o apoio do povo.

Deixou o cavalo passar encilhado e não montou.

Não montou porquê ? Só Gustavo e seus conselheiros é que sabem.

Aliás, por falta de conselheiros petulantes e arrogantes, não seria, pois isto tem até demais no seu entorno.

Outra hora, falaremos do ICI, da Consilux, dos prometidos ônibus a mais em horário de pico, viaduto estaiado, já vitaminado por aditivos em plena gestão Fruet, etc.. .

Dia destes, um amigo meu desabafou: ” não votei para termos um prefeito-chorão, cortador de bolo, mexedor de panelão de risoto, limpador de pichação e, muito menos, para montar comissões e mais comissões”.

Por sinal, já dizia Maurício, pai de Gustavo : quando a gente NÃO quer resolver uma questão, monta uma comissão.

Ah, ia esquecendo, até por que o assunto foi muito bem escondido, mas já tem licitação, na atual administração, com impugnação na justiça.

Algo com apólices de seguro de vida dos funcionários municipais, do IMAP, Instituto Municipal de Administração Pública.

Parece, então, que, em matéria de licitações emperradas, Taniguchi, Beto e Ducci, infelizmente, já fizeram escola !

Ou poderia ser inimigo na trincheira ?

OBSERVAÇÃO: a pergunta, em latim, no título da matéria, significa: Temos prefeito?

A minha resposta, em latim: Aequiparat factum nobile non velle bonum

Traduzindo: A boa vontade não supre a obra

via Blog do Jota

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