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Fronteira debate drama de indígenas

25 de julho de 2013
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Representantes dos órgãos públicos da Tríplice Fronteira discutiram, nesta quarta-feira (24), uma série de ações para reduzir as dificuldades de dos povos indígenas que habitam na região onde se encontra Brasil, Paraguay e Argentina.

Foz do Iguaçu teve como representante a secretária municipal de Assistência Social, Família e Relações com a Comunidade, Claudia Pereira. Participaram do encontro o cônsul do Paraguay em Foz, Eligio Benitez, o cônsul em Belo Horizonte, Mariano Guido, representando o cônsul da Argentina, Julio Devoto Martinez e a representante do consulado da Argentina, em Foz, Alejandra Morales.

Dentre vários aspectos importantes, o ponto chave da conversa foi sobre os problemas das famílias indígenas em situação de risco, nas ruas e bairros das cidades da fronteira.

Em Foz, segundo Cláudia Pereira, a identificação dessas famílias foi feita por meio do ônibus da Jornada, que transporta crianças das escolas para os Centros de Convivência do município.

“Através do PETI (Programa de Erradicação de Trabalho Infantil) e com a ação da Jornada, a equipe da prefeitura identificou mulheres e crianças, de origem indígena, oriundas da Argentina e Paraguai”, confirma.

A secretária salientou que o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) efetiva o primeiro atendimento. “Localizamos essas mulheres e a equipe vai com o carro do CREAS, pega essas mulheres, analisam se precisam de alguma roupa e levam, para aduana paraguaia ou aduana argentina. Mas a nossa dificuldade é que passam 20, 30 minutos e elas estão de volta”, disse.

RESULTADO
A reunião apontou ferramentas para a diminuição do trânsito e a permanência ilegal de famílias indígenas, no Brasil. Segundo a representante do consulado da Argentina, Alejandra Morales, em Puerto Iguazu há quatro aldeias guarani, em Puerto Iguazu. “Há quatro caciques responsáveis. Nós vamos chamá-los e apenas eles poderão chamar as famílias para retornarem as suas aldeias, é assim a cultura indígena. Eles não podem sair, sem a autorização do cacique da tribo. Há o conselho de cacique e vamos alertá-los do problema”, lembrou Alejandra. Mesmo com a forte fiscalização na aduana, os pequenos indígenas argentinos passam pelo rio. Segundo a representante, hoje, residem na aldeia 80 pessoas adultas e 50 crianças.

O cônsul do Paraguay, Eligio Benitez afirmou que há dificuldades na execução do trabalho no país vizinho, porque os indígenas que estão em Ciudad del Leste são de municípios vizinhos, como Mingua Iguazu e Hernandárias.

“Falamos para as mães que elas ficarão presas se levarem seus filhos para o Brasil. Temos conseguido frear esse trânsito, mas as mães passam a fronteira por meio de vans e ônibus, incentivadas pelo tráfico de pessoas, mendicância, exploração sexual e também pelo trabalho. Estamos pressionando as cooperativas de transportes paraguaios para não aceitarem o transporte de crianças, porque se isso acontecer eles serão presos pelas autoridades do Paraguai”, confirma o cônsul.

O resultado da reunião foi positivo e ações práticas serão tomadas com urgência, apontou a secretária municipal. “Podemos disponibilizar alguma ajuda social, dentro do possível para essas famílias estrangeiras. Iremos repassar as doações para os consulados e eles se encarregam de fazer a entrega e a distribuição. Vamos também sempre avisar os consulados para que eles possam ser responsáveis pelo retorno dessas famílias aos seus locais de origem”, finaliza.

Também participaram da reunião, o secretário municipal de Segurança Pública Cleumar Paulo Farias e funcionários da Secretaria de Assistência Social.

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