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Foz fica sem os Restaurantes Populares por decisão do prefeito

Foz fica sem os Restaurantes Populares por decisão do prefeito

Vereador Zé Carlos lamenta a perda de um investimento de R$ 1,4 milhão do Governo Federal

A esperança de pessoas carentes, autônomos e trabalhadores que recebem um salário mínimo de ter uma refeição barata e saudável para a hora do almoço foi frustrada pelo prefeito Paulo Mac Donald. A decisão injustificável do prefeito de não inscrever o Município para receber os Restaurantes populares foi comprovada com a ausência de Foz do Iguaçu na lista de cidades escolhidas pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Apesar da iniciativa do vereador José Carlos Neves (PMN) receber o apoio da população, e da cidade ter comprovadamente em números a necessidade de restaurantes populares em funcionamento, o prefeito não inscreveu o Município no edital aberto pelo MDS, aliás, prometeu antes debater com a comunidade a ideia, algo que não passou de discurso.

“A gente lamenta que Foz tenha ficado de fora em detrimento a outros municípios como, Toledo, Cascavel e Colombo, que possuem um número de habitantes menor e em situação socioeconômica diferente da nossa cidade”, disse Zé Carlos, em tom desapontado. É importante lembrar que Toledo terá uma terceira unidade.

A atitude do prefeito de abrir mão dos Restaurantes Populares contrasta até mesmo com o posicionamento da bancada de vereadores aliados ao Governo Municipal, que aprovaram o requerimento de Zé Carlos na Câmara Municipal há tres meses, e, principalmente, acompanharam o vereador do PMN em uma viagem para conhecer o funcionamento das unidades em Toledo.

“Eu estive em Brasília falando com a equipe do MDS e baseado em números que lhes apresentei, eles me confirmaram que a cidade precisava apenas participar do edital, pois as chances eram grandes do Governo Federal construir pelo menos um restaurante, já que Foz tem mais de 300 mil habitantes”, acrescentou Zé Carlos.

Em uma pesquisa realizada recentemente entre a RPC e Instituo Ethos, chegou-se a conclusão que 43% das pessoas são trabalhadores autônomos na cidade. Além disto, outro dado importante é que a maioria da população é pobre, o que comprova a necessidade de iniciativas de acesso a uma alimentação de qualidade.

“Nos bairros, a população apoiou a iniciativa por entender que os Restaurantes ajudariam aquelas pessoas que não conseguem uma alimentação digna ao menos uma vez ao dia. Os trabalhadores que ganham um salário mínimo ou que nem renda fixa possui teriam garantido uma economia, podendo se alimentar com refeições a baixo custo”, observou Zé Carlos.

Os Restaurantes Populares oferecem uma alimentação saudável a baixo custo. As refeições servidas não ultrapassam o valor de R$ 2,00 por pessoa. Além da inclusão social, os restaurantes, a exemplo de outras cidades, é uma fonte de geração de empregos, em especial para moradores próximos ao local.

A prefeitura contemplada pelo MDS recebe uma verba de até R$ 1,4 milhão para a construção do Restaurante, compra de equipamentos e todo material necessário para o funcionamento. A Administração Municipal fica responsável pelo gerenciamento das unidades ou pode ainda terceirizar. Vale lembrar que o dinheiro vem para a cidade a fundos perdidos, ou seja, a prefeitura não ficará em dívida com o Governo Federal.

O MDS abre edital para cidades interessadas anualmente. Assim, Foz só poderá solicitar a instalação dos restaurantes em 2010.

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