Foz escolhe representantes ao comitê da Copa de 2014

Foz escolhe representantes ao comitê da Copa de 2014

O deputado Chico Noroeste (PR) adiantou nesta segunda-feira (9) que o Conselho Municipal do Turismo (Comtur) vai indicar na próxima quarta-feira (11), os nomes que vão representar Foz do Iguaçu no Comitê Executivo Paraná da Copa do Mundo de 2014. O comitê já atua na defesa da candidatura de Curitiba como uma das sedes oficiais da competição.

Ao todo, serão eleitos quatro nomes, dois titulares e outros dois suplentes. Os indicados também ficarão responsáveis pela organização de um comitê local. “Foz só tem a ganhar com a indicação dos representantes da cidade no comitê e com a instalação de um comitê local”, disse Chico Noroeste. A cidade espera receber investimentos de R$ 400 milhões em obras de infraestrutura.

REUNIÃO – A indicação será feita após reunião extraordinária nesta terça-feira (10), entre os representantes do Comtur, em Foz do Iguaçu. Os nomes, no entanto, serão oficializados na quarta-feira ao presidente do Conselho, o vice-governador Orlando Pessuti.

A escolha dos nomes foi precedida de reunião neste último sábado, dia 4, na Acifi (Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu). O deputado Chico Noroeste e o secretário-executivo do conselho executivo da Copa, Wilson Portes, coordenaram as discussões sobre o tema. 

O encontro teve a presença de várias lideranças de Foz e região, como o secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe Gonzáles; o presidente do Comtur, Paulo Angeli; a gerente de Relações Públicas da Itaipu Binacional, Marta Costard; o diretor-financeiro do Foz Futebol Clube, Arif Osman, entre outras autoridades.

DECISÃO – Para o deputado Chico Noroeste, prorrogar a escolha dos nomes para quarta-feira foi uma boa decisão. “É uma medida madura e consciente das lideranças do turismo da cidade, já que a escolha dos nomes deve ser feita de forma coletiva e democrática entre todas as autoridades e sociedade”, disse.

O secretário de Turismo, Felipe González, acredita que a indicação correta das entidades para integrar o comitê local seja fundamental para a cidade participar efetivamente dos futuros debates no estado sobre a Copa. “Precisamos de entidades e nomes de peso que coloquem Foz no centro das discussões, conforme sua importância no cenário do turismo mundial”, disse.

RECURSOS – A confirmação de Curitiba como uma das sedes oficiais da copa será positiva para Foz do Iguaçu. A cidade do Oeste deverá abrigar uma das sub-sedes no Paraná, recebendo investimentos do Estado e do governo federal em infraestrutura na ordem de R$ 400 milhões.

Os recursos serão aplicados provavelmente na duplicação da BR-469 (Rodovia das Cataratas), que leva ao Parque Nacional do Iguaçu, e na reforma e ampliação do Aeroporto Internacional, que deverá receber número maior de turistas e visitantes do mundo todo durante os jogos.

“Queremos que Foz seja uma das sub-sedes a fim de buscarmos ainda mais recursos efetivos que melhorem a infraestrutura do turismo, da área de saúde, da segurança, entre outros setores da cidade”, destacou Chico Noroeste.

DESTAQUE – Para o secretário-executivo do Comitê Executivo, Wilson Portes, a escolha de Foz trará ainda ampla exposição da cidade na mídia nacional e internacional, destacando o destino em todo o mundo.

“Temos certeza de que a cidade será notícia no mundo todo, com jornalistas e a imprensa visitando as Cataratas do Iguaçu, a Itaipu Binacional, antes, durante e depois do evento, mostrando essas belezas naturais e o potencial turístico dessa terra”, disse Portes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.