por 08:28 Chico Brasileiro, Coronavírus no Paraná, Foz do Iguaçu

Foz do Iguaçu: Prefeito aprova lockdown no Paraná e fala que cidade está no limite


Jorge de Sousa e Vinicius Cordeiro
Paraná Portal

O prefeito Chico Brasileiro, de Foz do Iguaçu, concordou com o lockdown decretado pelo governador Ratinho Junior (PSD) nesta sexta-feira (26) para conter o avanço da covid-19. Em entrevista ao Paraná Portal, ele comentou a situação crítica da pandemia no estado.

De acordo com o último boletim municipal, a região oeste do Paraná tem a situação mais crítica na taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da rede pública. São 95% dos leitos ocupados, restando 12 vagas livres das 229 existentes.

“O município está no último estágio de aumento de leitos de UTI. Não tem mais para onde aumentar leitos, onde colocar camas e equipamentos. Dificuldade até para contratar pessoal. O Hospital Municipal saiu de 150 leitos e estamos com mais de 300. Mesmo assim, não está dando conta de atender tanta gente”, admite Chico Brasileiro.

Diante desse cenário, o prefeito de Foz reconhece que as medidas são necessárias para romper a cadeia de transmissão. Alinhado com Ratinho Junior, Chico atribui o crescimento dos casos às novas variantes da covid. Os números apontam que pessoas mais jovens têm sido infectadas e que a duração dos internamentos têm aumentado.

“É fundamental. A gente precisa de assistência, de leitos para atender quem precisa. Na outra ponta, precisamos conter o avanço da doença. As medidas são corretas, que vão frear a cadeia de transmissão. Não é que a gente queira penalizar setor da economia, fazer paralisia de alguns setores do Paraná. Mas é necessário para que a gente possa preservar vidas e garantir que o sistema de Saúde possa suportar essa demanda tão alta”, pontua Chico Brasileiro.

“Estamos passando por uma fase muito crítica porque a aceleração se deu muito rápido, em uma velocidade inimaginável. Já estamos vivendo um ano de pandemia e esse é o momento em que a pandemia mais se acelera. E dessa vez com outra características, atingindo pessoas jovens, de meia idade e com uma gravidade muito mais severa que os casos do ano passado”, completou.

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