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Fórum Social do Mercosul espera 12 nações da América Latina

Fórum Social do Mercosul espera 12 nações da América Latina

O Comitê Organizativo do Fórum Social do Mercosul, de 26 a 28 de abril no prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba, espera a participação de movimentos sociais e sindicais de 12 nações da América Latina. “O encontro está muito bom e a nossa expectativa é de ter representantes de movimentos sociais de mais de 12 países, o que é um avanço porque no ano passado já havíamos reunido representantes de 10 países da América Latina”, revelou Doático Santos, Coordenador Geral do evento.
Em entrevista à imprensa, no lançamento da Oficina Permanente de Organização e Infra-estrutura do FSMercosul, Doático falou sobre os preparativos para a Semana do Fórum, da participação da juventude, dos painéis, do Prêmio do Fórum Social do Mercosul. Na quarta-feira (23), às 16h, teremos a plenária de finalização dos preparativos. Na quinta-feira (24), iremos com a comissão organizadora levar a camiseta oficial do fórum ao governador Roberto Requião, que é o grande anfitrião do nosso encontro”, detalhou.
“Na sexta-feira (25), já com os primeiros convidados em Curitiba, vamos anunciar para a imprensa e mostrar as dependências em que vai se realizar o fórum”. De acordo com Doático, o destaque será a tenda com mais de mil lugares no pátio da Reitoria e que será o principal espaço de debate e reunião do fórum.

Leia a seguinte a íntegra da entrevista.

Pergunta – Como estão os preparativos para o Fórum Social do Mercosul?
Dático Santos –
Nós montamos agora a Oficina Permanente de Organização e Infra-estrutura do evento. Então estaremos aqui em três turnos, pela manhã, tarde e noite até a véspera do início do nosso evento, no sentido de facilitar o acesso e envolver o maior número de pessoas, quer dizer, todos os esclarecimentos, todos os preparativos passam aqui pela Oficina Permanente do FSMercosul. E na semana que vem nossa pretensão, um pouco ousada, é transformar Curitiba na capital do Mercosul. Explorando a vocação da nossa cidade, a vocação do Estado do Paraná, para a integração latino-americana. Nós que já hospedamos a Tríplice Fronteira no Paraná, a nossa intenção é nos transformarmos num laboratório de gestação daquilo que imaginamos seja o futuro Mercado Comum do nosso continente.

O FSMercosul vai premiar algumas personalidades com o lançamento do Prêmio do Fórum Social do Mercosul. Quais serão os critérios utilizados nesta premiação?
O critério é valorizar as políticas públicas que sirvam de referência para o desenvolvimento do nosso continente. E não só as políticas públicas, também as atividades e iniciativas de pessoas e entidades que mereçam ser difundidas como um exemplo para construção da unidade latino-americana. Então nós iniciamos a outorga deste prêmio na abertura do nosso encontro será o Prêmio Fórum Social do Mercosul e os primeiros a serem agraciados serão os líderes do movimento estudantil da geração de 1968, que representou para nós a resistência democrática em todo continente e que vão receber a distinção dos movimentos sociais de 2008, do século 21.

Movimentos sociais de toda América Latina vão participar do evento. Quais são os principais movimentos que já confirmaram presença e a previsão de público?
Vamos fazer um primeiro balanço das confirmações e divulgação de presença na próxima quarta-feira (23), quando teremos a plenária de finalização dos preparativos do encontro. Não queremos anunciar agora nomes que depois não se confirmem. Agora, o que posso adiantar é que o encontro está muito bom e a nossa expectativa é de ter representantes de movimentos sociais de mais de 12 países, o que é um avanço porque no ano passado já havíamos reunido representantes de 10 países da América Latina. A nossa pretensão é passar de 12 nesta reunião da semana vindoura.

O Comitê preparou uma série de atividades para a semana do Fórum. Você pode falar de algumas delas?
Olha, na quarta-feira (23), às 16h, teremos a plenária de finalização dos preparativos. Na quinta-feira (24), iremos com a comissão organizadora levar a camiseta oficial do fórum ao governador Roberto Requião, que é o grande anfitrião do nosso encontro. E na sexta-feira (25), já com os primeiros convidados em Curitiba, vamos anunciar para a imprensa e mostrar as dependências em que vai se realizar o fórum, com destaque para a tenda com mais de mil lugares que será montada no pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que vai ser o principal espaço de debate e reunião do nosso fórum.

Entre os painéis que serão abordados no Fórum. Quais são as principais necessidades de discussão nos países do Mercosul?
Olha, todos eles tem a sua importância, agora diria que talvez o que esteja mais mobilizado hoje é o painel da água, que defende a água como bem público e a gestão pública da água. Então, acredito que este será, em função da relação que temos com o Aqüífero Guarani e das boas práticas da utilização da água este deve ser um dos referenciais. Agora, não podemos deixar também em segundo plano a agenda dos trabalhadores para o desenvolvimento. Nós teremos a representação de todas as centrais sindicais brasileiras, da central sindical latino-americana e também representantes de movimentos sindicais importantes dos demais países. Dá para falar também que seremos o grande palco da discussão da democratização dos meios de comunicação. Nós teremos aqui todos os principais representantes do movimento que prepara a conferência nacional de democratização dos meios de comunicação, o fórum que trata permanente disto. Quer dizer, são temas que vão, e também teremos um profundo debate do papel da tevê pública, destacando a experiência que temos na TV Paraná Educativa, destacando a decisão do governo federal de instalar a tevê pública do Brasil e juntando isto a outras experiências nos países vizinhos. Todos são temas de primeira grandeza. E uma das questões que também vai chamar bastante atenção é o aspecto cultural e a participação da juventude. Porque o entusiasmo da juventude é o maior pólo de construção da unidade latino-americana e do nosso mercado comum, o nosso Mercosul.

E o painel do Poder Local. Qual será a abrangência dele?
A abrangência é aprimorar a discussão da democratização da gestão pública e o poder local é a primeira instância e talvez a mais direta de ligação com a população. Então vamos estar discutindo as experiências e analisando as experiências que já temos e em especial vamos dar ênfase também para a questão do poder local em Curitiba. Já que pretendemos ser uma das referências para o Mercosul, temos que nesta questão da gestão pública local também dar os exemplos. E nós teremos lá as pessoas que hoje são mais envolvidas nesta questão na nossa capital notadamente, o reitor Carlos Moreira, a presidente estadual do PT Gleisi Hoffmann, o pré-candidato a prefeito do PCdoB, Ricardo Gomyde e a pré-candidata a prefeita do PSOL, Doutora Clair Martins além de técnicos e conhecedores da questão do poder local.

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