Ex-presidente do Senado nega corrupção e fala em campanha difamatória 0 1

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) divulgou nota nesta sexta-feira (29) em que diz ser vítima de “uma campanha difamatória sem precedentes”. No texto, ele lembrou que há algumas semanas, por meio de outro comunicado à imprensa, disse que “não aceitaria ser ameaçado, intimidado e tampouco chantageado”. Ao reafirmar o posicionamento, o senador relatou que tem recebido “todo tipo de aviso, enviado por pessoas desconhecidas, que dizem ter informações sobre uma orquestração de denúncias mentirosas” contra ele.

Alcolumbre disse que foi “surpreendido com uma denúncia que aponta supostas contratações de funcionários fantasmas e até mesmo o repudiável confisco de salários”. “Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, que somente tomei conhecimento agora”, disse acrescentando que tomará providências necessárias para que as autoridades competentes investiguem os fatos.

A nota é uma resposta a uma reportagem publicada na mais recente edição da revista Veja. Nela, o parlamentar, que atualmente é presidente da principal comissão do Senado, a de Constituição e Justiça ( CCJ), é acusado de um esquema de rachadinhas, avaliado em R$ 2 milhões. A prática foi denunciada por seis ex-funcionárias do senador e teria acontecido entre janeiro de 2016 e março deste ano, inclusive durante o período em que Alcolumbre ocupou a presidência do Senado.

Ainda segundo a reportagem, seis mulheres foram contratadas nesse esquema como assessoras do parlamentar em Brasília com salários entre R$ 4mil e R$ 14 mil, além de benefícios e verbas rescisórias. Elas teriam sido orientadas a abrir uma conta e entregar os cartões e as senhas. O saque integral dos valores acontecia logo após o pagamento em um caixa eletrônico localizado a 200 metros do gabinete do senador.

“Continuarei exercendo meu mandato sem temor e sem me curvar a ameaças, intimidações, chantagens ou tentativas espúrias de associar meu nome a qualquer irregularidade. É nítido e evidente que se trata de uma orquestração por uma questão política e institucional da CCJ e do Senado Federal”, diz Davi Alcolumbre em outro trecho da nota.

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Bolsonaro vai assinar com TCE cooperação no uso de satélite na fiscalização de obras públicas 0 3


Informação foi confirmada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, o astronauta Marcos Pontes

O presidente Jair Bolsonaro poderá vir ao Paraná nos próximos dias, para assinatura de um acordo de cooperação com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) para uso de satélites na fiscalização de obras públicas.

A informação foi confirmada ao presidente do órgão, conselheiro Fábio Camargo, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, ao justificar o adiamento do ato previsto nesta quarta-feira (24).

A agenda com Bolsonaro, que poderá ser em Curitiba ou em Brasília (DF), será organizada pelo deputado federal Filipe Barros. O parlamentar confirmou o encontro em uma ligação por videoconferência ao lado de Marcos Pontes, revelou o Blog do Zé Beto.

Na conversa, o presidente do TCE-PR aproveitou para agradecer ao ministro e à direção do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) pelo apoio. O uso de satélites pode economizar milhões em recursos públicos, antecipar as fiscalizações e acabar com os pagamentos antecipados de obras não concluídas ou que não estão seguindo os cronogramas de contrato.

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