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Esfera gigante do Ecomuseu de Itaipu vai ensinar ciência e corpos celestes

12 de dezembro de 2019
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Imagine uma aula de geografia diante de uma esfera gigante onde são projetadas informações sobre clima, relevo, correntes marítimas, abalos sísmicos, entre outros dados do Planeta Terra e de outros corpos celestes do Sistema Solar. Desenvolvida pela Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), ligada ao Departamento de Comércio do Governo dos Estados Unidos, a ferramenta “Ciência na Esfera” estará disponível no Ecomuseu para uso educacional e visitas turísticas a partir da próxima semana.

A inauguração da nova sala do Ecomuseu será nesta terça-feira (17), às 9h30, em uma solenidade fechada que contará com a presença de alunos do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de diretores da binacional e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

Em dezembro e janeiro, o uso será apenas turístico. Os horários de sessão serão: 10h30, 11h30, 12h30, 14h, 15h, 16h e 17h. Quem visitar o Ecomuseu nestes horários poderá ver as projeções. O atrativo funciona de terça-feira a domingo. Vale lembrar que, até março de 2020, quem comprar o ingresso Itaipu Panorâmica ganha 50% de desconto no ingresso do Ecomuseu. Mais informações em www.turismoitaipu.com.br

A partir de fevereiro, a sala manterá as sessões turísticas (adquirida com o ingresso do Ecomuseu) e as visitas institucionais específicas para escolas e universidades. Nestes casos, o agendamento será feito pela Divisão de Educação Ambiental.

Alta tecnologia
A ferramenta é uma esfera de fibra de carbono, com 1,7 metro de diâmetro, onde são projetadas imagens animadas do Planeta Terra, além de outros planetas e satélites do Sistema Solar. A imagem é formada por quatro projetores, instalados nos quatro cantos de uma sala de 61 m², e fica contínua, sem divisórias, por toda a esfera.

O sistema patenteado pelo governo norte-americano é único no mundo. O Ecomuseu é o segundo espaço brasileiro a usar a ferramenta – o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) também usa a “Ciência na Esfera” para graduação e em visitas de escolas do ensino público e privado de São Paulo. Na América Latina, há um terceiro sistema como este instalado na Colômbia

O projeto utiliza dados em tempo real de satélites oceanográficos ou meteorológicos, além de mais de 500 arquivos disponíveis na biblioteca da NOAA, que são atualizados por uma rede de museus e instituições científicas do mundo todo. “Como integrantes da rede, nós também podemos produzir conteúdo e subir no sistema para outras instituições utilizarem”, explica a museóloga Letícia Acosta Porto, da Divisão de Educação Ambiental (MAPE.CD) da Itaipu.

De acordo com ela, a nova sala vai priorizar conteúdos como meio ambiente e energia, alinhada à missão do Ecomuseu de promover a educação ambiental e disseminação do conhecimento. “Já conversamos com algumas universidades que poderão complementar suas aulas aqui no Ciência na Esfera”, explicou Letícia.

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