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Em Londrina, Gaeco prende acusados de oferecer propina para barrar Comissão Processante

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu na tarde desta terça-feira (24) o ex-secretário de Governo de Londrina, Marco Cito, e o representante da Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon), Ludovico Bonato.

Cito é acusado de ter oferecido R$ 40 mil em propina ao vereador Amauri Cardoso (PSDB) para que votasse contrário à abertura de Comissão Processante (CP) contra o prefeito municipal (caso Centronic), nesta tarde, na Câmara.

A situação foi comunicada pelo vereador ao Gaeco e o flagrante foi feito, logo após Bonato entregar R$ 20 mil em dinheiro a Cardoso. Cito foi preso na sequência, quando saía da Prefeitura. Os dois presos foram ouvidos no Gaeco e devem ser levados para o Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina.

Liminar determina afastamento de prefeito
O prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior, foi afastado liminarmente do cargo nesta terça-feira (24) por decisão da Vara Cível da comarca, em ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.

A Promotoria de Justiça da comarca acusa o prefeito de ter recebido R$ 19 mil de propina da empresa de transporte coletivo da cidade, a fim de aumentar a tarifa e deixar de cobrar o correto valor do imposto sobre serviços (ISS). A ação foi ajuizada no final de 2011.

Além disso, o prefeito teria oferecido, por meio de um terceiro, um carro e R$ 30 mil para que a testemunha, funcionário da empresa que lhe havia entregue o valor, mudasse seu depoimento. O pagamento feito pelo funcionário foi filmado. De acordo com o MP, para “explicar” a cena, o gestor municipal queria que o funcionário, contrariando a primeira versão, dissesse que estava, no momento da filmagem, fazendo um empréstimo ao prefeito.

A decisão liminar vale a partir da publicação, que deve ocorrer na próxima quinta-feira.

Na decisão, a juíza Luciana Benassi Gomes, afirma:

“É indício forte de que o prefeito municipal de Castro, por interposta pessoa (seu primo Jack Fadel), oferece dinheiro para que a testemunha, que fez as denúncias que acabaram por deflagrar o Inquérito Civil que instrui esta ação de improbidade, altere as suas declarações prévias, assinando uma nota promissória que ‘provaria’ que o dinheiro que Moacyr Elias Fadel Junior aparece recebendo das mãos de Adolfo, no vídeo juntado aos autos e divulgado amplamente pela imprensa, se trata de empréstimo e não de propina”.

As informações são do Mnistério Público do Paraná

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