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Em Curitiba, empresa começa a produzir veículos elétricos em série

A empresa curitibana de tecnologia eiON começou a fabricar veículos elétricos em série, um nicho ainda incipiente no Brasil. O primeiro lote do buggy batizado de Buggy Power já tem comprador definido, mas novas unidades deverão estar disponíveis aos interessados por volta da virada do semestre. As informações são de Carlos Coelho na Gazeta do Povo.

“Fechamos parceria com um centro de pesquisa e estamos iniciando o que chamamos de lote cabeça de série. São seis buggies que produzimos de forma seriada, para maturar o produto e ver as questões que envolvem fornecedores”, explica o engenheiro Milton Francisco dos Santos Júnior, um dos sócios da empresa. Por questões contratuais, ele não revela quem é o comprador.

De acordo com a eiON, o buggy usa baterias de íons de lítio que variam entre 2 e 5 horas para carregar, com voltagem 220V ou 110V, respectivamente. O veículo tem autonomia acima de 200 km, dependendo da versão escolhida.

Nos próximos meses, o buggy elétrico 100% nacional deve estar disponível aos interessados. “A ideia é testar estes seis carros e lá para o meio do ano começar o lote pioneiro, destinado para o público. Tudo com fabricação interna. Não estamos tendo conversas com as montadoras tradicionais porque a gente acredita que nunca houve interesse deles nesse nicho de público, que não tem um volume atrativo para grandes empresas”, avalia Santos Junior.

Os buggies deverão custar R$ 99 mil, com tendência de redução de preço no médio prazo, a medida que a tecnologia avançar e baratear e que rede de fornecedores seja estabelecida. “[O valor] Não é um preço que está tão fora da realidade. Hoje existem poucos fabricantes artesanais de buggy, mesmo a combustão, no Brasil. Os que estão operando têm o preço de R$ 80 mil, R$ 84 mil”, destaca o empresário.

Ele se mostra otimista com o mercado, mesmo para um tipo de veículo pouco conhecido pelos consumidores. “O mercado de veículos elétricos é um ‘oceano azul’: está aberto. Há poucos fabricantes e quase nenhum estourando no mundo”, declara.”