Eleições no Paraguai e miopia da imprensa brasileira

Impressiona a cegueira ou miopia dos grandes Meios de Comunicação Social brasileiros. Desde algum tempo, como sabemos, vêem dando ampla cobertura ao processo eleitoral dos Estados Unidos. Os candidatos à presidência desse país, tanto do partido democrata quanto republicano, têm desfilado com uma freqüência inusitada, seja nas páginas dos principais periódicos, seja nos rádio e telejornais diários. 

Em contrapartida, o que sabemos, ou melhor, o que sabe o povo brasileiro sobre o processo eleitoral do vizinho Paraguai? Quem são os candidatos à presidência e quais as novidades do atual processo? Ora, enquanto as eleições estadunidenses representam um cenário mais ou menos familiar, sem grandes rupturas com o passado, no país vizinho, ao contrário, verifica-se um fato novo que, por si só, mereceria maior atenção da mídia e dos cientistas políticos em geral. – trecho do artigo do Padre Afredo Gonçalves, publicado no Brasil de Fato. Leia a íntegra em Reportagens.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas. 

Eleições no Paraguai e miopia da imprensa brasileira

Eleições no Paraguai e miopia da imprensa brasileira

O que sabe o povo brasileiro sobre o processo eleitoral do país vizinho? Quem são os candidatos e quais as novidades do processo?

Pe. Alfredo J. Gonçalves

Impressiona a cegueira ou miopia dos grandes Meios de Comunicação Social brasileiros. Desde algum tempo, como sabemos, vêem dando ampla cobertura ao processo eleitoral dos Estados Unidos. Os candidatos à presidência desse país, tanto do partido democrata quanto republicano, têm desfilado com uma freqüência inusitada, seja nas páginas dos principais periódicos, seja nos rádio e telejornais diários.

Em contrapartida, o que sabemos, ou melhor, o que sabe o povo brasileiro sobre o processo eleitoral do vizinho Paraguai? Quem são os candidatos à presidência e quais as novidades do atual processo? Ora, enquanto as eleições estadunidenses representam um cenário mais ou menos familiar, sem grandes rupturas com o passado, no país vizinho, ao contrário, verifica-se um fato novo que, por si só, mereceria maior atenção da mídia e dos cientistas políticos em geral.

O fato novo chama-se Fernando Lugo, um dos atuais candidatos à presidência da República Paraguaia. Trata-se de um ex-bispo, historicamente vinculado às lutas camponesas, e que, segundo as pesquisas, vinha ameaçando a hegemonia política do partido colorado, há mais de seis décadas no poder. Da mesma forma que Lula e Evo Morales, Lugo tem suas raízes mergulhadas nos movimentos e nas causas populares.

Ao lado de Fernando Lugo, outros candidatos disputam a presidência: Lino Oviedo, autor de um golpe de Estado fracassado, ex-exilado político no Brasil e recente prisioneiro político no Paraguai; Blanca Avelar, pelo partido colorado, abertamente apoiada pelo atual presidente, Nicanor Duarte Frutos; e Pedro Fadul, por um partido de oposição.

Convém lembrar que Oviedo teve sua prisão suspensa pelo Poder Judiciário com a clara intenção de comprometer a preferência do eleitorado por Fernando Lugo. E convém não esquecer, ademais, que o presidente Lula e seu governo, embora com uma trajetória política semelhante à de Lugo, parecem pender mais para Lino Oviedo, que na verdade representa a continuidade da política paraguaia, onde, notória e escandalosamente, a corrupção está na ordem do dia.

Tudo isso vem sendo ignorado ou conscientemente encoberto pela grande imprensa brasileira. Com maior estranheza, ainda, se consideramos que as eleições no Paraguai estão às portas, marcadas para o mês de abril, ao passo que nos Estados Unidos ocorrerão somente no final do ano. No ar fica a pergunta: quais as razões desse silêncio? O certo é que, como em épocas passadas, o Brasil mais uma vez vira as costas para a história de seus vizinhos hispano-americanos e se rasga em notícias diante dos acontecimentos da Europa e Estados Unidos.

No caso das eleições paraguaias, há um agravante. É sabido que Fernando Lugo, por estar fortemente ligado às causas populares, promete rever, entre outras coisas, o contrato binacional da hidrelétrica Itaipu. O contrato foi firmado no tempo dos militares e apresenta cláusulas lesivas aos interesses do povo vizinho.

Talvez uma forma de reverter esse quadro de desconhecimento quanto ao que ocorre do outro lado da fronteira fosse incorporar na agenda dos debates nacionais a revisão do tal contrato entre os governos brasileiro e paraguaio. Não será essa uma dívida que “seguimos teniendo con nuestros hermanos paraguayos”?

Pe. Alfredo J. Gonçalves

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.