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Eleição de 2008 é prioridade do PMDB

Eleição de 2008 é prioridade do PMDB

A reorganização com vistas às eleições municipais de 2008 será a principal tarefa do novo diretório do PMDB do Paraná, aponta o governador Roberto Requião – principal liderança do partido na região Sul do Brasil. “O PMDB terá candidato na disputa de todas as 399 prefeituras do Paraná”, disse Requião neste domingo (17) na convenção estadual que elegeu Renato Adur na presidência e João Arruda na secretaria-geral, os membros do novo diretório, nova executiva, integrantes do conselho fiscal, conselho de ética, e delegados à convenção nacional do partido.

Requião defendeu ainda que o partido possa fazer alianças em 2008 para conquistar o comando das principais cidades do Paraná. “Aliança é fundamental no regime democrático. Não existe possibilidade de um partido governar num regime complexo sem ter uma aliança extra-partidária. É impossível de se estabelecer uma hegemonia absoluta”, pregou Requião ao apontar ainda que “Curitiba necessariamente” o partido estará na cabeça de uma aliança se ela venha se configurar.

“O partido vai crescer. Disso eu não tenho dúvidas. A executiva que está deixando o partido cumpriu muito bem o seu papel. Reelegeu o terceiro mandato do PMDB no Governo do Estado e duas bancadas fortes – uma de 17 deputados estaduais e outra com oito deputados federais. Foi um trabalho profícuo e estão de parabéns o Dobrandino (da Silva, presidente), o Romanelli (Luiz Cláudio, secretário-geral), o Bier (Ademir, tesoureiro) e todos os membros da atual executiva. Agora o partido vai avançar com o oxigênio dessa rapaziada nova que está chegando”, completou o governador. Além de Adur e Arruda compõe a nova executiva o deputado federal Rodrigo Rocha Loures Filho na tesouraria.

PMDB ideológico – João Arruda, secretário-geral eleito e presidente da Juventude do PMDB, concorda com Requião e disse que o partido tem que continuar crescendo, mas com critérios, até para não se confundir com a direção nacional que, segundo ele, às vezes parece uma federação de interesses.

“O PMDB vai crescer mais ainda e aprofundar sua posição e postura ideológica. Não somos uma federação de interesses. Temos lado. Somos contra o desmonte do estado, contra a política econômica neoliberal, contra transgenia, a sangria dos pedágios, a mercantilização da educação”, disse Arruda.

“Somos principalmente contra os grupos econômicos que acercam o Estado atrás do lucro rápido e desenfreado, que aumentam a exploração, a exclusão social, a pobreza e a miséria do nosso povo”, completa.

Conselhos políticos – Arruda disse que o partido vai ampliar a “democracia interna” criando conselhos políticos nas grandes cidades e tendo uma interação maior com os movimentos popular e social, notadamente com os estudantes, sindicatos de trabalhadores, associações de bairros, clubes de mães, pequenos e médios empresários, ambientalistas e com outros segmentos representativos.

“Queremos a volta do peemedebista militante, do militante de base, do técnico, advogado, professor, médico, do intelectual orgânico ligado ao seu segmento e a um trabalho diário e incansável por uma sociedade melhor. Precisamos formar politicamente a nossa militância para explicar à população as razões das nossas posições políticas e ideológicas”.

Outro ponto, segundo Arruda, está na valorização da militância peemedebista. “O partido vai criar instrumentos para participação da militância nas decisões partidárias, na formulação das propostas e na condução política do nosso governo”.

Requião presidente – Em relação ao projeto nacional de conduzir Requião a presidência em 2010, o PMDB do Paraná vai dar amplidão às políticas sociais, a defesa intransigente do patrimônio público e a condução de um governo que faz opção preferencial pelos pobres.

“O governador Requião vai cumprir o papel de grande articulador das políticas sociais que deram certo no Paraná e servem de exemplo aos outros estados. E nós, através do partido, vamos acompanhar essa agenda, e conversar com os diretórios regionais do PMDB, com as lideranças políticas nacionais e com os segmentos organizados”, aponta Arruda.

“Vamos ter dois flancos de atuação. Um tendo em vista as eleições municipais em que o partido vai se aproximar mais da sua militância e dos movimentos populares. E outro é o ‘projeto nacional’ de ampliar a luta dos brasileiros pelas conquistas sociais. Requião tem muito que oferecer ao país nesse sentindo”, completa.

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