por 08:48 Sem categoria

Dossiê contra o hora H

Em um momento em que a moda é falar sobre dossiês frios, a campanha de Osmar Dias, acaba de fabricar um dossiê, gelado, contra o hora H. O veículo para esta farsa foi o prestativo jornal Folha de S. Paulo, que mandou um repórter – Fábio Victor – a Curitiba para produzir uma série de matérias contra Roberto Requião. Uma delas contra este jornal. – do publisher do HoraH, Cícero Cattani. Leia a íntegra da nota em Reportagens.

por 08:46 Sem categoria

Dossiê contra o hora H

Dossiê contra o hora H

Em um momento em que a moda é falar sobre dossiês frios, a campanha de Osmar Dias, acaba de fabricar um dossiê, gelado, contra o hora H.

O veículo para esta farsa foi o prestativo jornal Folha de S. Paulo, que mandou um repórter – Fábio Victor – a Curitiba para produzir uma série de matérias contra Roberto Requião. Uma delas contra este jornal.

Todas as matérias foram orientadas e municiadas pela campanha de Osmar Dias ao governo do Estado. A vinda deste cidadão a Curitiba, e seu objetivo, já haviam sido anunciados por antecipação por diversos veículos do Paraná.

Entre eles, a coluna do jornalista Fábio Campana, que adiantou, no dia 16 deste mês, estar o repórter a serviço da campanha de Osmar Dias.

Na matéria sobre o jornal hora H, Fábio Victor foi traído pelo desejo de achincalhar. Cometeu vários e cômicos erros factuais e conceituais ao se referir à trajetória deste jornal.

Por exemplo, diz, na matéria, que o hora H é um jornal que tem apenas dois anos. Na verdade este tablóide foi fundado em 1996, ou seja, salvo melhor aritmética, tem dez anos de existência.

Afirma que o hora H é o jornal que mais recebe publicidade do governo no Paraná. Informação rigorosamente falsa conforme pode ser comprovado por documentos oficiais da Secretaria de Comunicação Social.

O jornalista garante ainda que o hora H se comporta como um “panfleto de campanha” por produzir títulos de primeira página como o seguinte: “Lula quer ver Requião na Presidência”.

Nesse caso, Fábio Victor produziu o que poderíamos chamar de legítimo ato falho freudiano. De Sigmund Frued, não de Freud Godoy.

A chamada a que ele se refere apenas repercute informação veiculada na própria Folha de S. Paulo, na coluna Painel, assinada por Renata Lo Prete.

A jornalista comenta que Lula, em função do esfacelamento do PT, estudava alternativas dentro do PMDB para sua sucessão em 2010. Entre elas estava Roberto Requião.

Se este tema é panfletário, essa acusação deve ser posta na conta da jornalista da Folha de S. Paulo que comanda a seção Painel, não do hora H.

A má fé e a falta de ética marcou toda a matéria da Folha de S. Paulo a respeito deste jornal. Todas os erros publicados na matéria foram propositais.

Foram propositais por uma simples e boa razão: o editor do hora H, Cícero Cattani, respondeu a todos os questionamentos de Fábio Victor em entrevista via e-mail.

Nenhuma das informações prestadas sobre data de fundação ou sobre verbas de publicidade foi utilizada.

Em uma única matéria curta o repórter Fábio Victor conseguiu atropelar e espezinhar todas as recomendações para a prática do bom jornalismo que constam do Manual Geral de Redação da própria Folha de S. Paulo, onde a pedra de toque é ouvir os dois lados e dar espaço para o contraditório.

Para que o leitor possa fazer, por si mesmo, melhor juízo desse episódio, transcrevemos a entrevista via e-mail feita pelo repórter Fábio Victor com o editor do hora H:

Caro Cícero,

conforme combinado, aí vão as perguntas.

Obrigado pela atenção.

Um abraço,

Fábio Victor

Caro Fábio

Conforme a sua solicitação, estou lhe repassando as respostas às suas perguntas. Devo lhe confessar a minha estranheza para a coincidência de, ao mesmo tempo em que você indagava o hora H e suas preferências pela candidatura do governador Roberto Requião, outros dois veículos de repercussão nacional também o faziam. Seria uma "terrível" coincidência?
Em todo caso, as respostas que dei a eles foram as mesmas que prestei a você e me coloco à sua disposição.

Peço atenção para a gravidade da sua afirmação na primeira pergunta.
O hora H não foi o veículo que mais recebeu verbas do governo do Estado. Verifique, pois existem outros veículos, de poderosas organizações, mais bem programados.

1) A que o Sr. atribui o fato de o jornal "hora H" ter recebido o maior valor em verbas publicitárias do governo do Paraná em 2005?

Com certeza, não foi este hora H o jornal mais programado em valores pelo governo do Estado. Quanto aos critérios, a pergunta deve ser dirigida às agências de publicidade responsáveis pela programação de mídia da Secretaria Estadual de Comunicação Social.

2) Qual a média de circulação diária do jornal "hora H"? O sr. poderia comprová-la?

Em 2005, a tiragem média foi da ordem de 36 mil exemplares para uma circulação de segunda à sexta-feira. Quanto ao segundo questionamento, esta é uma informação do editor.

3) Quando o jornal "hora H" começou a circular no atual formato e com a atual frequência? Eu sei que foi em 2004, mas me falta o mês.

Este jornal circula com o mesmo formato desde 1996, inicialmente com periodicidade semanal. Diferente da informação lhe foi repassada, o hora H passou a circular diariamente em março de 2005, junto com dois programas de televisão veiculados pela Record do Paraná.

Qualquer outra informação, por favor, me ligue.

Tenha certeza, caro Fábio, que a nossa opção por Requião foi a melhor pelo Paraná.

Se você fosse eleitor aqui, pediria seu voto…

Um abraço,

Cícero Cattani

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Carta à Folha de S.Paulo

Procurado pelo repórter Fabio Victor, via telefone, sobre gastos de publicidade do governo do Estado do Paraná, pedi-lhe que fizesse por e-mail suas indagações. Através de um e-mail gratuito, o repórter fez três perguntas.

Primeira: “A que o sr. atribui o fato de o jornal "hora H" ter recebido o maior valor em verbas publicitárias do governo do Paraná em 2005?”.

Minha resposta: “Com certeza, não foi este hora H o jornal mais programado em valores pelo governo do Estado. Quanto aos critérios, a pergunta deve ser dirigida às agências de publicidade responsáveis pela programação de mídia da Secretaria Estadual de Comunicação Social”.

Segunda: “Qual a média de circulação diária do jornal "hora H"? O sr. poderia comprová-la?”.

Minha resposta: “Em 2005, a tiragem média foi da ordem de 36 mil exemplares para uma circulação de segunda à sexta-feira. Quanto ao segundo questionamento, esta é uma informação do editor”.

Terceira: “Quando o jornal "hora H" começou a circular no atual formato e com a atual frequência? Eu sei que foi em 2004, mas me falta o mês”.

Minha resposta: “Este jornal circula com o mesmo formato desde 1996, inicialmente com periodicidade semanal. Diferente da informação lhe repassada, o hora H passou a circular diariamente em março de 2005, junto com dois programas de televisão veiculados pela Record do Paraná.”

No e-mail em que respondi ao repórter, que repito abaixo, amistosamente chamei-lhe atenção para o conteúdo da primeira pergunta. Retifiquei, também, a informação de que o hora H teria começado a circular em 2004. Informei-lhe sobre a tiragem do jornal, como se pode constatar pela íntegra da resposta que lhe enviei.

O que eu leio na Folha deste domingo, em um box de uma reportagem sobre espionagens, ou seja, fora do contexto, me surpreendeu, jornalista há mais de 45 anos, tendo exercido todas as funções dentro de uma redação de jornal. A negação do que foi perguntado e respondido. Esclareço também que sou o editor e não dono do hora H como foi citado.

O jornalista garante ainda que o hora H se comporta como um “panfleto de campanha” por produzir títulos de primeira página como o seguinte: “Lula quer ver Requião na Presidência".

Nesse caso, Fábio Victor produziu o que poderíamos chamar de legítimo ato falho freudiano. De Sigmund Frued, não de Freud Godoy.

A chamada a que ele se refere apenas repercute informação – veiculada na própria Folha de S. Paulo – na coluna Painel, assinada por Renata Lo Prete.

Não quero crer que a passagem do repórter tenho sido pelos motivos registrados pelo mais conhecido colunista político paranaense, Fabio Campana, de um dos nossos maiores e mais tradicionais jornais, O Estado do Paraná, em sua coluna do dia 16/09: “Ontem, o repórter da Folha de S. Paulo, Fábio Victor, baixou em Curitiba para fazer ampla reportagem do caso Razera. O convite foi da coligação Paraná de Verdade, de Osmar Dias, que está dando as coordenadas para o enviado especial”.

Cordialmente

Cícero do Amaral Cattani

Editor do hora H

Íntegra do e-mail em que respondo as questões levantadas pelo “enviado especial” Fabio Victor:

Caro Cícero,

conforme combinado, aí vão as perguntas.

Obrigado pela atenção.

Um abraço,

Fábio Victor

Caro Fábio

Conforme a sua solicitação, estou lhe repassando as respostas às suas perguntas. Devo lhe confessar a minha estranheza para a coincidência de, ao mesmo tempo em que você indagava o hora H e suas preferências pela candidatura do governador Roberto Requião, outros dois veículos de repercussão nacional também o faziam. Seria uma "terrível" coincidência?
Em todo caso, as respostas que dei a eles foram as mesmas que prestei a você e me coloco à sua disposição.
Peço atenção para a gravidade da sua afirmação na primeira pergunta. O hora H não foi o veículo que mais recebeu verbas do governo do Estado. Verifique, pois existem outros veículos, de poderosas organizações, mais bem programados.

1) A que o sr. atribui o fato de o jornal "hora H" ter recebido o maior valor em verbas publicitárias do governo do Paraná em 2005?

Com certeza, não foi este hora H o jornal mais programado em valores pelo governo do Estado. Quanto aos critérios, a pergunta deve ser dirigida às agências de publicidade responsáveis pela programação de mídia da Secretaria Estadual de Comunicação Social.

2) Qual a média de circulação diária do jornal "hora H"? O sr. poderia comprová-la?

Em 2005, a tiragem média foi da ordem de 36 mil exemplares para uma circulação de segunda à sexta-feira. Quanto ao segundo questionamento, esta é uma informação do editor.

3) Quando o jornal "hora H" começou a circular no atual formato e com a atual frequência? Eu sei que foi em 2004, mas me falta o mês.

Este jornal circula com o mesmo formato desde 1996, inicialmente com periodicidade semanal. Diferente da informação lhe repassada, o hora H passou a circular diariamente em março de 2005, junto com dois programas de televisão veiculados pela Record do Paraná.

Qualquer outra informação, por favor, me ligue.

Tenha certeza, caro Fábio, que a nossa opção por Requião foi a melhor pelo Paraná.

Se você fosse eleitor aqui, pediria seu voto…

Um abraço,

Cícero Cattani

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