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Dos possíveis candidatos a presidência em 2022, Luciano Huck tem a segunda maior popularidade

De acordo com o ranking de popularidade digital elaborado pela Quaest Consultoria & Pesquisa, que considera 13 políticos de expressão nacional, mostra que os nomes que podem representar o centro na próxima corrida presidencial também estão muito atrás de Jair Bolsonaro nas redes sociais, exatamente como ocorre nas pesquisas de intenção de voto.

O apresentador Luciano Huck é o mais bem posicionado. Ele está em segundo lugar, com 41,2 pontos. Candidato à reeleição, Bolsonaro lidera, com 79,1 pontos. Em terceiro aparece o ex-presidente Lula, com 35,6 pontos. Os demais presidenciáveis de centro figuram do meio para a parte de baixo da tabela. O eterno presidenciável Ciro Gomes (23,9 pontos) é o sexto. O ex-juiz Sergio Moro, o sétimo (22,8 pontos). E o governador de São Paulo, João Doria, apenas o 11ª (16,8 pontos).

Exceção à regra no universo dos centristas, Huck tem seu bom desempenho muito mais associado à fama conquistada como estrela global do que a sua participação no debate político. Para elaborar o que chama de Índice de Popularidade Digital (IPD), a Quaest monitora Instagram, Twitter, Facebook e Youtube, dados de buscadores (como Google Search) e acessos ao Wikipedia. Coleta ainda uma série de indicadores, como número de seguidores, capacidade de provocar engajamento e proporção de reações positivas às mensagens postadas. Com essas informações à mão, confere uma nota de 0 a 100 aos políticos ranqueados.

A nota de Huck é puxada para cima principalmente por dois indicadores. Um deles é denominado “fama” e mede o público total e a capacidade de crescimento nas redes sociais. Nele, o apresentador registra o melhor desempenho entre os 13 políticos listados. Só no Twitter, são 13,1 milhões de seguidores, duas vezes mais do que Jair Bolsonaro — e seis vezes mais do que Lula. O outro indicador que contribui para a popularidade digital do apresentador é chamado de “valência” e considera a proporção de reações positivas por reações negativas no Facebook e Youtube. Nesse quesito, Huck empata com o presidente. Mas Bolsonaro está muito à frente do rival em outros três indicadores. Entre eles, “engajamento”, que mede o volume de reações e comentários por mensagens postadas.

Cortejado por partidos de centro, como o DEM e o Cidadania, Huck tem usado as redes sociais para se manifestar sobre assuntos da agenda nacional e interagir com políticos e formadores de opinião. Recentemente, ele escreveu o seguinte no Twitter a respeito da polêmica sobre a vacinação contra a Covid-19: “Vacina é um direito de todos e um dever do Estado. O vírus não é de esquerda ou de direita. É um problema da ciência. Não cabe politicagem quando o assunto é a saúde da população”.

“Embora o volume de contestação em suas páginas tenha aumentado, o presidente continua sendo quem melhor impacta as redes sociais com conteúdos que engajam e mobilizam seu fã clube digital”, diz o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Sobre a dificuldade dos nomes de centro para ganhar terreno, ele pontua: “O centro é monótono. E não há espaço para a monotonia na comunicação digital. O centro precisa ser ‘radicalmente de centro’ se quiser aparecer. Tem que defender bandeiras, posições e valores de forma enfática. Não tem que ter medo de se posicionar, de discordar e de mostrar as contradições presentes nos polos”. A disputa eleitoral exige muito mais confronto e riscos do que comandar um programa de TV exibido tardes de sábado.

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