Dobrandino responde ataques de MacDonald

Dobrandino responde ataques de Paulo MacDonald

Deputado diz que repetir as mentiras publicadas na Gazeta do Povo faz parte do “jogo político” do prefeito

O deputado Dobrandino da Silva (PMDB) contestou ontem o que ele chamou de “oportunismo maquiavélico” do prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo MacDonald Ghisi (PDT) ao conceder entrevista rebatendo supostas acusações que teriam sido feitas pelo deputado. Dobrandino também recusa o termo “polêmica” utilizado para fazer referência a nota publicada pelo jornalista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo”.

O texto atribuiu falsas declarações ao deputado. O caso está sendo tratado juridicamente por se tratar de “um absurdo leviano” do jornalista e uma mentira “plantada” para tentar atingir a imagem pública do deputado. “O Paulo está pegando carona no caso para tentar transformar a mentira em verdade. É bem do estilo dele”, destacou o deputado Dobrandino.

Sobre as declarações do Prefeito Paulo MacDonald, reforçando o teor da falsa nota, o deputado lembra que a “nota plantada”, pelos detalhes informados pelo jornalista somente poderiam ter sido transmitidos por alguém de Foz do Iguaçu e disposto a atingir o histórico político do deputado.

Quanto a referência envolvendo a assessoria do prefeito, Dobrandino reforça que pessoas ligadas a administração enviaram mensagem sobre o texto da nota para órgãos de comunicação e foram vistos entregando alguns exemplares do jornal A Gazeta do Iguaçu nos bairros Porto Meira, São Francisco e Três Lagoas.

Dobrandino diz que o prefeito age de forma irresponsável quando diz que ele (o deputado) atrapalha a administração. “A prefeitura recebeu mais de R$ 200 milhões do governo Requião e isso se deve a preocupação que eu e o governador temos com o povo de Foz do Iguaçu. Sempre apoiei mas não espero reconhecimento do prefeito. Ele é ingrato por natureza”, emenda lembrando que durante a campanha Paulo MacDonald mandou imprimir milhares de jornais tentando desestabilizar a campanha do governador Requião em Foz do Iguaçu. “Escondeu as obras, as verbas repassadas e todos os investimentos na área social, só para favorecer o candidato (Osmar Dias) apoiado por ele”, complementou.

Quanto ao fato de ser chamado de “político profissional”, Dobrandino ressalta que tem muito para aprender com “o Paulo MacDonald e a turma dele”. Segundo o deputado, durante a campanha para a prefeitura eles (Paulo e seus apoiadores) espalharam boatos pela cidade, distribuíram milhares de panfletos e usaram e abusaram das promessas. “Tudo para ganhar a prefeitura. Isso sim é ser político profissional”, comparou.

“Paulo MacDonald ainda comemora a vitória de 2004. Não desceu do palanque para começar a administrar. Fala da vez que precisou de reunir 18 partidos para se eleger, mas esquece das vezes que foi derrotado. E não foram poucas”, relembra.

 “O fato dele (Paulo) desconsiderar os esclarecimentos que fiz na edição anterior da Gazeta do Iguaçu prova, mais uma vez, que além de tudo, ele não tem respeito por nada e por ninguém. Ataca as pessoas quando bem entende e quando ouve a verdade, fica magoado e ofendido. Tenta virar vítima”, revela.

Na visão de Dobrandino o prefeito está tentando criar um “fato político” para que continue contando com o seu apoio. “Ele não precisa disso. Eu sempre ajudei Foz e vou continuar ajudando. Espero que os deputados que o prefeito apóia, façam o mesmo. Alias, tudo o que ele reconhece como investimento atribui aos seus considerados. O que não consegue, diz que fui eu que não deixei acontecer. O Paulo precisa aprender a respeitar a inteligência das pessoas e, principalmente, a respeitar seus adversários”.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.