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DETRAN: EXEMPLO DA RAPINAGEM DA COISA PÚBLICA

Do www.horahnews.com.br

O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, apresentou nesta terça-feira o resultado de investigações que apontaram desvios de R$ 50 milhões — em valores atualizados — no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) entre 1996 e 2002. Segundo Delazari, são casos de corrupção que envolvem a Empresa Brasileira de Consultoria (Embracon), contratada pelo Detran sem licitação, e outras três empresas, “todas de propriedade de Mauricio Silva ou de ex-funcionários dele e até do pai dele. Aqui está o maior indicativo de fraude no procedimento”, disse o secretário.

Uma dessas empresas era a Intec – Instituto Nacional de Tecnologia de Trânsito que, segundo Delazari, é conhecida nos meios políticos. “Um dos sócios da Intec era o advogado João Alberto Graça, de Arapongas, que apresentou a proposta ao Detran”, disse o secretário. Graça já foi advogado do senador Osmar Dias e hoje responde pela Delegacia Regional do Trabalho. Logo depois Graça teria deixado a sociedade. Confira a íntegra da reportagem clicando no

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Detran: exemplo da rapinagem da coisa pública

Detran: exemplo da rapinagem da coisa pública

O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, apresentou nesta terça-feira o resultado de investigações que apontaram desvios de R$ 50 milhões — em valores atualizados — no Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) entre 1996 e 2002. Segundo Delazari, são casos de corrupção que envolvem a Empresa Brasileira de Consultoria (Embracon), contratada pelo Detran sem licitação, e outras três empresas, “todas de propriedade de Mauricio Silva ou de ex-funcionários dele e até do pai dele. Aqui está o maior indicativo de fraude no procedimento”, disse o secretário.

Uma dessas empresas era a Intec – Instituto Nacional de Tecnologia de Trânsito que, segundo Delazari, é conhecida nos meios políticos. “Um dos sócios da Intec era o advogado João Alberto Graça, de Arapongas, que apresentou a proposta ao Detran”, disse o secretário. Graça já foi advogado do senador Osmar Dias e hoje responde pela Delegacia Regional do Trabalho. Logo depois Graça teria deixado a sociedade.

De acordo com a denúncia de Delazari, a Embracon recebeu R$ 20 milhões — em valores atualizados — mas sequer conseguiu comprovar aos promotores quaisquer serviços prestados ao órgão público. A empresa também participou de fraude que levou o Detran a comprar créditos tributários inexistentes da Valecouros, o que causou prejuízo de R$ 30 milhões — valores corrigidos — aos cofres públicos.

“ Tudo isso levou os promotores do Ministério Público a escreverem, na ação penal, que ‘a análise dos autos demonstra que no Detran, dirigido pelo requerido César Roberto Franco, grassou entre os anos de 1996 a 2002 a corrupção e a rapinagem da coisa pública’”, explicou Delazari aos participantes da reunião semanal da Escola de Governo, realizada no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

A Embracon também é peça-chave no escândalo Copel/Olvepar — o dinheiro desviado na fraude acabou nas mãos da empresa, após passar por contas de ‘laranjas’ no Rio de Janeiro. “No total, as dezenas de processos movidos pelo Ministério Público estadual ou federal apuraram desvios que chegam a R$ 5 bilhões, em valores atualizados, durante o governo Jaime Lerner”, disse Delazari.

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