Escrito por 11:39 Brasil, Justiça, Política

Deputados querem Lula e Paulo Okamotto na CPI da Petrobras

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Deputados querem Lula e Paulo Okamotto na CPI da Petrobras

Deputados da CPI da Petrobras reivindicaram nesta quarta-feira, 10, a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na comissão para explicar as doações da construtora Camargo Corrêa à empresa de eventos do petista e ao Instituto Lula. O vice-presidente da CPI, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), e outros três parlamentares do PSDB apresentaram requerimento para convocar o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. A próxima sessão de votação de requerimentos da CPI será realizada amanhã, dia 11. As informações são do Estadão.

As investigações da Operação Lava Jato apontaram que a empreiteira pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, empresa do ex-presidente da República, entre 2011 e 2013. É a primeira vez que os negócios do petista aparecem nas investigações.

Imbassahy vai pedir também pedido de esclarecimentos sobre a visita do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa à então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, após a compra da refinaria de Pasadena (EUA). Assinam o requerimento de convocação de Okamotto os deputados Bruno Covas (PSDB-SP), Izalci (PSDB-DF) e o líder da bancada tucana Carlos Sampaio (SP).

Durante as oitivas desta tarde, o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) cobrou a presença espontânea de Lula na CPI para prestar esclarecimentos sobre as doações fora do período eleitoral. “Faça como o presidente Eduardo Cunha. O povo quer saber qual é a participação do ex-presidente Lula (no esquema)”, propôs. Parte da bancada do PSDB, entre eles Imbassahy, acredita ser cedo para levar Lula à comissão.

Depoimentos

A CPI ouviu o depoimento de gerente executivo de engenharia para a área de Abastecimento da Petrobras, Maurício Guedes. Ele defendeu a construção da refinaria de Abreu e Lima e disse havia necessidade de atender uma demanda nacional.

O gerente alegou que a estatal estabeleceu um prazo difícil de ser cumprido e que esse teria sido um dos problemas que culminaram com o encarecimento da obra. “Os riscos se confirmaram”, comentou. Guedes discordou da condução estratégia do projeto, que levou aos aditivos contratuais com o objetivo de conquistar prazos. “Não está tudo perfeito, evidentemente”, admitiu o gerente.

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