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Deputado pede intervenção nas obras da Linha Verde em Curitiba

Deputado pede intervenção nas obras da Linha Verde em Curitiba

O deputado Cleiton Kielse vai solicitar em requerimento, a ser apresentado semana que vem na Assembléia Legislativa, a intervenção imediata das obras que a prefeitura de Curitiba realiza na BR-476 (antiga BR-116). Depois de aprovado, o requerimento será enviado ao governador Roberto Requião e ao superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT), Davi José de Castro Gouveia.

Kielse pretende agendar ainda uma reunião entre o DNIT, o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER) e a prefeitura de Curitiba para encontrar uma solução para a readequação de trechos entre a entrada do Atuba e a saída do Pinheirinho. “Infelizmente, a Urbs, ligada à prefeitura, esqueceu que a BR-116 (476) é a entrada, saída e interface de cruzamento de toda a Região Metropolitana de Curitiba”, disse o deputado.

O deputado questionou a declaração do prefeito Beto Richa, que afirmou que o deputado não possui conhecimento de causa para falar sobre a BR-476 e o projeto da Linha Verde. “Não entendo como podem dizer que não conheço a Região Metropolitana, onde vivi minha vida política. Creio que o excelentíssimo prefeito não conhece a região metropolitana da própria cidade em que governa”, disse Kielse.

Segundo Kielse, a construção de viadutos e trincheiras retiraria os 11 semáforos existentes no trecho de ligação Atuba-Pinheirinho, agilizando o fluxo de veículos e liberando o tráfego na BR-476. “Estamos lançando o movimento pró-viadutos e trincheiras nesta rodovia. Não adianta inutilizar a Linha Verde com um trânsito que não fluirá e continuar canalizando o tráfego na área central de Curitiba”.

Com a intervenção, o deputado pretende acelerar o processo de alteração do projeto, já que as obras estruturais desses viadutos devem ser iniciadas o quanto antes. “Com o início da pavimentação de trechos da Linha Verde, fica impossível refazer as fundações”, explicou Kielse. Ele criticou ainda o argumento de que viadutos prejudicam visualmente a cidade. “Esta cidade necessita de ruas pavimentadas, equilíbrio urbano, praças bonitas e também viadutos e trincheiras, por que não?”, questionou.

VIADUTOS – Para Kielse, desafogar o trânsito nos pontos de passagens ligados à Linha Verde é fundamental para o sucesso da obra. “Estamos ponderando também o número de veículos que trafegam na região e a concentração dos biarticulados. A construção de viadutos é fundamental em cruzamentos problemáticos como, por exemplo, nas ruas Fagundes Varela, Salgado Filho e na Vila São Pedro”, completou.

Kielse garante que essas mudanças na nova avenida urbana resolverão o problema viário na capital paranaense. “Em São Paulo, visualizamos a importância dos viadutos para desafogar um trânsito que seria muito mais caótico na ausência deles. Curitiba deve seguir o mesmo caminho”.

O parlamentar defende o diálogo e pretende alcançar uma solução política. “Queremos facilitar as alternativas para melhoria do trânsito na capital. Porém, não há necessidade de ser engenheiro ou arquiteto para afirmar que o aumento de 5% a 8% no número de veículos por ano trará caos ao trânsito na Linha Verde, na forma que ela está projetada. Imaginem daqui a cinco anos!”, explicou o deputado.

Segundo dados do Departamento de Trânsito do Estado do Paraná (Detran), 500 carros entram diariamente em circulação em Curitiba, levando ao aumento de até 8% ao ano na frota de veículos.

As mesmas propostas já vêm sendo defendidas, desde o ano passado, por especialistas na área. O professor do Curso de Educação e Gestão de Trânsito e Transporte da PUC-PR, Paulo Fernando da Silva Moraes, e o professor do departamento de Engenharia de Transporte da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Eduardo Ratton, acreditam que é possível rever o projeto e acrescentar os chamados “cruzamentos em desnível”.

Eles afirmam que as ruas paralelas com sentidos opostos no mesmo nível da via rápida – a principais cruzamentos na Linha Verde – provocarão congestionamentos tão grandes quanto os atuais. Segundo Paulo Moraes, nem mesmo a semaforização inteligente suportará o grande fluxo de veículos na antiga rodovia.

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