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Depois de cinco meses, apenas um terço da obra foi concluída

Marechal Floriano Peixoto
Depois de cinco meses, apenas um terço da obra foi concluída

Gladson Angeli

As obras de revitalização da Marechal Floriano Peixoto, entre a Praça Carlos Gomes, no centro de Curitiba, e o encontro com a BR-476 – futura Linha Verde – completam cinco meses nesta quarta-feira (28). Até agora apenas um terço dos 4,3 quilômetros de extensão do trecho foi concluído. Durante este período os motoristas têm enfrentado dias de trânsito confuso com bloqueio de cruzamentos. Os comerciantes da região também reclamam da queda do movimento e do convívio diário nestes 150 dias com as máquinas e os operários no canteiro de obras.

A principal mudança da avenida é a troca do asfalto para piso de concreto nas canaletas de ônibus. De acordo com a prefeitura, o pavimento já foi trocado em um trecho de quase 1,5 quilômetros entre as Ruas André de Barros, no centro, e João Viana Seiler, no Parolin. Na tarde desta terça-feira (27), porém, o trabalho de concretagem ainda era realizado no trecho entre as Avenidas Sete de Setembro e Silva Jardim.

A comerciante Marlene Maria Stinglin de Oliveira, dona de uma banca de revistas na esquina da Marechal com a Silva Jardim, afirma que o movimento caiu pela metade depois do início das obras. Ela, que trabalha no local há 40 anos, conta que as pessoas preferem andar pelo outro lado da rua, pois do seu lado a calçada ainda está em obras. “No começo tinha placas e cordas isolando. Agora está tudo mexido e não tem mais aviso. As pessoas podem tropeçar e se machucar”, relata.

Makoto Ioda, dono de uma pastelaria, reclama que a calçada em frente ao seu estabelecimento ficou mais alta que o piso. Com isso, a água da chuva acaba invadindo sua lanchonete. Segundo ele, a pastelaria já foi invadida pela enxurrado por pelo menos três vezes, o que o obrigou a construir uma barreira de 10 centímetros na porta para conter as inundações. “Já estou há oito anos aqui, mas estou quase fechando as portas”, lamenta. A prefeitura afirma que o problema pode ter ocorrido porque a obra ainda não foi finalizada.

No trecho entre a André de Barros e a Sete de Setembro já não são vistas máquinas trabalhando e o trânsito foi liberado há dez dias. Mesmo assim, os comerciantes da região sofrem com os reflexos da obra. Sérgio Luis Auchewski, proprietário de uma loja de materiais elétricos e hidráulicos, conta que durante o trabalho a freguesia caiu quase 50%. Agora eles sofrem com a poeira que vem das obras que estão mais a frente. “Nem adianta limpar a loja, pouco depois está tudo sujo de novo”, afirma.

Para a prefeitura a parte mais complicada da obra – a concretagem e implantação das novas canaletas no trecho central, onde o tráfego é mais intenso – já foi concluída. Dez cruzamentos da Marechal nos bairros Centro, Água Verde, Rebouças, Prado Velho e Parolin foram liberados ao tráfego. Ainda estão bloqueados as esquinas da avenida com a Conselheiro Dantas e Almirante Gonçalves.

A conclusão da primeira etapa da obra está prevista para o mês de setembro. Até lá os motoristas ainda precisarão de muita paciência para trafegar pela região. Outros quatro cruzamentos serão bloqueados, João Viana Seiler, João Parolin, Antônio Parolin Júnior e Francisco Parolin. O fluxo também deve ser complicado em outras sete ruas que começam ou terminam na Marechal.

Linhas de ônibus

Circulam atualmente pela Marechal Floriano os ônibus do eixo Boqueirão. Com o termino da primeira etapa da revitalização, entre o centro e a Linha Verde, será implantada uma a linha Pinheirinho/Centro. De acordo com a prefeitura, o itinerário vai reduzir de 35 minutos para 25 minutos o tempo de viagem.

Com a conclusão da segunda etapa da obra, entre a Linha Verde e o Boqueirão, será implantado o ônibus Ligeirão. Os ônibus desta linha vão passar direto pelas estações-tubo, parando apenas nos terminais Hauer e Carmo, reduzindo o tempo de viagem de 33 minutos para 18 minutos.

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