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DEMISSÃO EM MASSA NO SETOR FINANCEIRO

Trabalhar em banco e nas bolsas de valores é hoje um dos piores negócios em todo o mundo. Segundo o jornal francês Le Monde, desde o estouro da crise financeira, não passa um dia sem que um grande banco, em alguma parte do mundo, anuncie um plano de demissão em massa. De acordo com o escritório de recrutamento estadunidense Challenger, Gray & Christmas, 220.506 empregos foram destruídos na área de finanças nos Estados Unidos desde janeiro deste ano, metade dos quais nos últimos quatro meses. Isso representa 3% dos efetivos do setor.

A Europa não escapa ao tsunami social, com 70 mil postos de trabalho extintos desde o início do ano, segundo a agência Boomberg. A Alemanha e a Grã-Bretanha são os dois países mais atingidos, devido à forte exposição de seus bancos às subprimes. No total, as extinções de empregos nas finanças mundiais são estimadas em mais de 300 mil, mais que a cidade de Ponta Grossa, no Paraná.

Até onde vai esta hemorragia? Thomas Philippon, professor na Universidade Stern de Nova York, estima que o setor financeiro deve destruir entre 1 e 1,4 milhão de empregos no mundo por causa da atual crise, 700 mil dos quais nos Estados Unidos. O setor mais atingido é o dos especuladores nas bolsas, no qual as demissões vão desde os chefes com cargos mais altos até os faxineiros. Especular na bolsa virou um péssimo negócio.

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