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Da PEC do teto à terceirização, crescem ‘traições’ ao governo na bancada do PR

4 de abril de 2017
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plenario camara

As contas são da jornalista Catarina Scortecci, na Gazeta do Povo, e constatam que o número de “traições” na bancada paranaense da Câmara dos Deputados aumentou na comparação entre as duas votações mais importantes até aqui para o governo Temer, a que estabeleceu um limite de gastos públicos para os próximos 20 anos, em outubro do ano passado, e a que ampliou a possibilidade de terceirização do trabalho no país, em março último.

Quando a Casa deu o primeiro aval à chamada PEC do teto dos gastos, apenas um aliado paranaense se rebelou contra a orientação do próprio partido político, Marcelo Belinati, do PP, que depois renunciou ao mandato para assumir a prefeitura de Londrina. Ele se juntou a três paranaenses da oposição – Aliel Machado (Rede), Assis do Couto (PDT) e Enio Verri (PT) – e votou contra o texto que amarra o crescimento das despesas da União à correção inflacionária. Outros três aliados do Paraná não apareceram para votar naquele primeiro turno de deliberação: Christiane Yared (PR), Dilceu Sperafico (PP) e Takayama (PSC). O opositor Zeca Dirceu (PT) também estava ausente.

Quase cinco meses depois, o projeto de lei 4302/1998, que permite que as empresas terceirizem todas as suas atividades, recebeu o voto contrário de três aliados do Paraná, do total de sete parlamentares que rejeitaram o texto. Contrariando orientação formal das suas respectivas legendas, todas integrantes da base aliada do presidente Temer, os paranaenses Christiane Yared (PR), Hermes “Frangão” Parcianello (PMDB) e Leandre (PV) votaram contra a proposição defendida pelo Planalto.

Além disso, todos os seis ausentes na sessão pertencem à bancada aliada: Fernando Francischini (SD), Diego Garcia (PHS), Giacobo (PR), João Arruda (PMDB), Rocha Loures (PMDB) e Takayama (PSC). Primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Giacobo reconhecia publicamente que o projeto de lei da terceirização “precisava ser aperfeiçoado”.

Apesar do aumento das “traições”, e também do número de ausentes, a fidelidade dos aliados da bancada do Paraná ao Planalto ainda é alta: dos 30 deputados federais, 17 registraram votos a favor da ampla terceirização; 22 apoiaram a PEC do teto dos gastos, no primeiro turno.

Embora tratem de temas diferentes, as duas proposições eram polêmicas, renderam mobilização de setores da população contrários aos textos, e foram abraçadas pelo Planalto. O projeto de lei da terceirização foi sancionado pelo presidente Temer na última sexta-feira (31). A PEC do teto dos gastos foi promulgada em dezembro do ano passado pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O comportamento dos paranaenses nas duas importantes votações não chega a surpreender: entre uma deliberação e outra, o Planalto detectou no conjunto das 27 bancadas uma parcela significativa de integrantes da base aliada que não repetiram a fidelidade registrada no primeiro placar. Desde então, vem trabalhado para não obter um placar ainda mais desfavorável na PEC da reforma da Previdência, que deve ser votada ainda no primeiro semestre no plenário da Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado.

Mudanças da Previdência Social são consideradas ainda mais espinhosas para o Planalto. Ao menos quatro paranaenses que integram a base aliada já se manifestaram publicamente contra pontos do texto original, a PEC 287/2016: Christiane Yared (PR) e Fernando Francischini (SD), além de Luciano Ducci e Leopoldo Meyer, ambos do PSB.

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