Curitiba: Trechos de ruas com alto índice de acidentes terão fiscalização eletrônica

Na próxima semana, dois novos pontos da cidade passam a ter fiscalização eletrônica de trânsito. Os radares ficarão na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes com a Rua Arnaldo Francisco Scremin, no Atuba, e na esquina da Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, no Alto da XV.

Em ambos, o alto índice de acidentes foi fator decisivo para a implantação dos equipamentos, precedida pela redução de velocidade em grande parte das vias urbanas da capital.

Os limites de velocidade não são aleatórios, mas sim fruto de estudos técnicos desenvolvidos pelas equipes da Superintendência de Trânsito (Setran), com base em dados de engenharia, movimentação de pessoas pelos mais diferentes modais e comportamentos adotados no trânsito, bem como a classificação das vias definida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Além da velocidade, a fiscalização eletrônica tem o objetivo de reprimir outros comportamentos imprudentes e que comprometem a segurança viária para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

No Atuba

Cruzamento que acumulou 30 acidentes de trânsito no período de cinco anos, o ponto de intersecção entre a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes com a Rua Arnaldo Francisco Scremin terá radar que começa a fiscalizar na próxima segunda-feira (8/11).

Serão fiscalizados os veículos que passarem pelas duas vias, com diferentes velocidades máximas permitidas. Pela Mascarenhas de Moraes, o limite é de 60 km/h. Já pela Arnaldo Francisco Scremin, 50 km/h.

Segundo a Setran, velocidade excessiva é uma infração recorrente na Mascarenhas de Moraes, que está recebendo reforço na sinalização de regulamentação de velocidade.

“A Rua Mascarenhas de Moraes possui velocidade máxima de regulamentação em 60 km/h por ser a continuação entre o eixo Trinário Norte até os acessos da cidade para a Estrada da Ribeira e Rodovia Régis Bittencourt (BR-116)”, explica a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.

Por sua vez, a Rua Arnaldo Francisco Scremin faz parte do eixo de ligação e escoamento de tráfego entre os bairros Atuba e Bairro Alto, o que a caracteriza como via de 50 km/h.

Neste cruzamento, os equipamentos de fiscalização também estão programados para registrar as seguintes infrações de trânsito: avanço do sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestres, conversão obrigatória, conversão proibida e retorno proibido.

Além do grande número de acidentes, fator decisivo à implantação do radar neste cruzamento foi o alto fluxo veicular e de pedestres, levando em conta um futuro shopping nas proximidades. “Há ainda diversos condomínios residenciais, unidade do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR) e escola de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) na região”, pontua Rosangela.

No Alto da XV

A partir da terça-feira (9/11) entram em operação os radares na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, trecho que concentrou 101 acidentes em cinco anos. No entorno estão localizados hospitais e unidades de ensino, incluindo a Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Neste cruzamento, os equipamentos vão fiscalizar limite de velocidade, avanço de sinal, parada sobre a faixa de pedestres e conversão obrigatória pela Rua Amintas de Barros. Este é um dos principais acessos de saída da Área Calma, além de escoamento do transporte coletivo da região central para os bairros. Já a Ubaldino do Amaral é a ligação entre os bairros Alto da Glória e Jardim Botânico.

“As duas ruas são importantes eixos com grande capacidade de tráfego e em sentidos únicos”, observa a superintendente da Setran.

Para reduzir acidentes e insegurança no trânsito, a Setran reforça que a prudência ao volante e o respeito aos limites de velocidade indicados nas rua são obrigações dos motoristas, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Radares sinalizados

Todos os pontos com fiscalização eletrônica em Curitiba estão devidamente sinalizados, com placas, semipórticos e legendas no pavimento (no mínimo 100 metros antes do radar). A lista completa com os pontos de fiscalização eletrônica em funcionamento pode ser consultada no site da Setran. O mapa será atualizado sempre que necessário, conforme o início de funcionamento dos radares.

Tendência mundial

Curitiba segue bons exemplos, como é o caso de Genebra (Suíça), onde o limite de 50 km/h foi instituído há mais de 20 anos. Em Campo Grande (MS), a intervenção foi feita em 2012.

“Participamos ativamente de duas iniciativas internacionais, o Programa Vida no Trânsito (PVT), voltado à redução das mortes e lesões causadas pelo trânsito, e o Visão Zero, criado na Suécia”, destaca Rosangela.

O Visão Zero tem a premissa de que nenhuma morte no trânsito é aceitável e é necessário que a responsabilidade seja compartilhada entre usuários das vias, gestores e técnicos que executam os projetos de intervenção nas ruas. E isso inclui reduzir ao máximo a possibilidade de um comportamento de risco.

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Vice-diretora da OMS falará na Alep sobre a variante Ômicron

O deputado Michele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Coronavírus, confirmou nesta terça-feira (30) a presença da médica Mariângela Galvão, vice-diretora da OMS, na 22ª reunião do colegiado, marcada para a próxima terça-feira, 7 de dezembro. O objetivo é esclarecer dúvidas referentes ao avanço da Ômicron, a nova variante da Covid-19 que tem deixado em alerta as autoridades de saúde.

Nesta terça, a Anvisa confirmou os dois primeiros casos importados desta variante no Brasil. O casal veio da África do Sul e desembarcou no país no dia 23 de novembro. Ambos não eram vacinados. A reunião será transmitida ao vivo pela TV Assembleia e pelas redes sociais da Casa a partir das 9h30.

“Acompanhamos com a apreensão a chegada desta nova variante. Por isso, convidamos a OMS para participar dos nossos debates, trazendo informações reais do que está acontecendo no mundo. Isso mostra o prestígio deste colegiado e a importância do papel que cumprimos auxiliando o Estado na resposta a esta pandemia”, disse Michele Caputo.

Proliferação de variantes – 
O chamado “apartheid da vacina”, que se evidenciou com a baixa oferta de doses para os países africanos em detrimento a “sobra” de vacinas em países mais ricos, também será discutido na reunião. Este tem sido um dos motivos apontados por pesquisadores para o aparecimento de novas variantes do coronavírus.

Segundo o deputado, não há condições para esperar que os governos dos países africanos, na sua maioria, comprem vacinas pagando em dólar ou em euro. “Enquanto tivermos essa realidade no continente africano, o mundo continuará a proliferação também de variantes da covid-19”.

Várias cidades brasileiras já anunciaram o cancelamento das festas de final de ano e do carnaval de 2022 por precaução da circulação do vírus nas aglomerações nas datas comemorativas. Entre as cidades estão os principais destinos turísticos do país e do Paraná: Foz do Iguaçu, Antonina, Paranaguá, Salvador, Recife e Olinda. O Rio de Janeiro também não descarta o cancelamento do réveillon e do carnaval.

Recrudescimento – A curitibana Mariângela Galvão é vice-diretora das áreas de medicamentos e vacinas da Organização Mundial da Saúde e já participou, por duas ocasiões, da reunião da frente parlamentar. “Essa variante surgiu na África do Sul e nós precisamos entender todo esse processo. Há um recrudescimento (de casos de covid em vários países da Europa. Não é verdade que a situação, do ponto de vista mundial, está sobre controle”, disse Michele Caputo.

O aumento de casos da doença na Europa, segundo Michele Caputo, se estende ainda a  vários estados americanos e há também medidas mais restritivas sendo implantadas em países como a Inglaterra, Áustria e França. “Nós precisamos ter essas informações atualizadas de quem tem condição de nos dar todo esse panorama. É o que se espera da Organização Mundial da Saúde”.

PEC dos Precatórios é aprovada pela CCJ do Senado

Após uma semana de intensas negociações, a CCJ do Senado acaba de aprovar, por 16 votos a favor e 10 contrários, o substitutivo do líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), para a . O texto apresenta várias mudanças em relação à proposta aprovada pela Câmara e agora segue para o plenário.

Como mostramos, temendo uma derrota no Senado, o governo foi obrigado a fazer várias concessões para partidos como o MDB, PSD, PSDB e até para a oposição.

Leia mais em O Antagonista