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Curitiba tem queda de 6,7% no número de mortes em acidentes de trânsito

 

Curitiba teve menos mortes em acidentes de trânsito no ano de 2018, na comparação com o ano anterior. A redução foi de 6,7%, de 166 mortes em 2018 para 178 em 2017.

Entre as vítimas de acidentes de trânsito no ano passado, os casos mais frequentes foram de ocupantes de motocicletas (61 mortes), pedestres (49), ocupantes de automóvel (34), ciclistas (17) e ocupantes de caminhão (3) e de ônibus (2).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31/5) e fazem parte do relatório anual do Programa Vida no Trânsito (PVT).

A apresentação do relatório foi feita por Anna Rosa Rissatto Ruzyk, da coordenação do Programa Vida no Trânsito, e fez parte da programação do 7º Fórum Paranaense de Mobilidade Urbana, no Salão de Atos do Parque Barigui. A ação também marca o encerramento do Maio Amarelo, mês de alerta sobre a segurança no trânsito.

Álcool e alta velocidade

De acordo com o relatório, em 2018 foram registrados 162 acidentes na cidade, com 166 mortes. Dirigir após beber e em alta velocidade foram as principais causas dos acidentes com vítimas fatais. Quanto às condutas, o desrespeito à sinalização foi o que causou o maior número de acidentes com óbitos.

“Com a análise desses dados conseguimos planejar ações integradas mais efetivas para tentar diminuir os casos de acidentes com mortes”, explicou Anna Rosa.

Exemplos de ações implantadas com base nos relatórios são o projeto Boa Prosa sobre Trânsito, que envolve a FAS e promove palestras com idosos; os semáforos especiais de pedestres com tempo aumentado para travessia de idosos e pessoas com baixa mobilidade, ação implantada pela Setran; e as blitze direcionadas para inibir a conduta de álcool e direção e voltadas a motociclistas.

Análise

Entre as vítimas de acidentes de trânsito no ano passado, os casos mais frequentes foram de ocupantes de motocicletas (61 mortes), pedestres (49), ocupantes de automóvel (34) e ciclistas (17). Ocupante de caminhão (3) e de ônibus (2) completam a lista.

Na análise das mortes por faixa etária e sexo, o homem jovem (entre 30 a 39 anos) aparece como a principal vítima, com 35 casos. O pedestre ainda aparece como uma das maiores vítimas de acidentes fatais. “O pedestre precisa ter cuidados e atenção no trânsito. Vemos muitos caminhando com fones de ouvido e olhando para o celular ao atravessar as ruas. O motorista também precisa cuidar. No trânsito, o maior cuida do menor”, disse Anna Rosa.

Em relação aos dias da semana e aos horários em que mais ocorreram os acidentes fatais, a segunda-feira, o sábado e a quinta-feira foram os dias em que mais ocorreram óbitos no trânsito. Quanto ao período do dia, a madrugada de sábado e os início de tardes e noites foram os períodos em que aconteceram o maior número de mortes no trânsito.

O secretário da Defesa Civil e Trânsito, Guilherme Rangel, falou sobre a importância do levantamento feito pelo Programa Vida no Trânsito. “Esses números ajudam a entender os fatores que levaram aos acidentes fatais. Também conseguimos reforçar o comportamento adequado no trânsito com campanhas e ações direcionadas”, explicou Rangel.

A superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella, e diretores da Setran e de outros órgãos de trânsito de cidades paranaenses acompanharam a apresentação do relatório do Programa Vida no Trânsito.

Os dados foram compilados pela Secretaria Municipal da Saúde e a Superintendência de Trânsito (Setran).

Série histórico

O Programa Vida no Trânsito vem acompanhando dados de acidentes fatais desde 2011. Neste período, entre 2011 e 2018, Curitiba teve redução de 46,5% no número de vítimas fatais no trânsito, sendo que a meta proposta até 2020 é de redução de 50%.

A comissão de coleta de dados, análise e gestão da Informação do Programa Vida no Trânsito é formada por representantes do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRv), Instituto de Criminalística (IC), Instituto Médico Legal (IML), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria Municipal da Saúde, Superintendência de Trânsito (Setran), Sistema de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), Universidade Federal do Paraná – Departamento de Trânsito, e Urbs – Urbanização de Curitiba.

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