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Crise mundial mostra falência do neoliberalismo, diz Pugliesi

Crise mundial mostra falência do neoliberalismo, diz Pugliesi

“Será que  é o fim do capitalismo ou é mais uma das agonias que o regime fundamentalista, capitalista está vivendo?”, indagou o líder do PMDB na Assembléia, deputado Waldyr Pugliesi

A crise na economia mundial, provocada pela falência de bancos privados norte-americanos e da Europa, mostra a falência do neoliberalismo econômico. A avaliação é do deputado Waldyr Pugliesi, presidente estadual e líder do PMDB na Assembléia Legislativa, em pronunciamento na sessão desta segunda-feira (13). “Será que  é o fim do capitalismo ou é mais uma das agonias que o regime fundamentalista, capitalista está vivendo?”, indagou.

Na Tribuna, Pugliesi lembrou que nas últimas décadas presenciou defesas apaixonadas pelo mercado. “E agora, abro o jornal O Estado de São Paulo e um dos seus articulistas diz o seguinte: ‘Marx  estava correto na sua  avaliação’. Quem é o Marx? É o Carl Marx do marxismo e depois, incorporado pelo (Vladimir Ilitch) Lênin (marxismo e lenilismo, como ficou denominado o socialismo)”.

“Então, aqui mesmo nesta Casa vi uma defesa total, completa da saída do Estado das empresas como a Copel, como a Sanepar, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) para privatizar as rodovias, porque defendiam que o mercado não podia sofrer nenhuma interferência”, recordou Pugliesi. Para  o líder do PMDB, o pacote de medidas anunciadas pelos governos dos Estados Unidos e da Europa para salvar bancos privados é uma coisa que até pouco tempo impossível de se imaginar.

CONTEXTO – De acordo com Pugliesi, quando o socialismo (idealizado por Marx e Lênin) sofre revés, os ideólogos da direita não demoram a decretar a morte do sistema. “Sempre falei, nem o socialismo morreu, nem o capitalismo moribundo que está aí está morto. Infelizmente. Agora, presenciarmos a intervenção do governo inglês, alemão, francês e norte-americano a socorrer os empreendimentos particulares, deixam todos nós boquiabertos”.

“O que deveria fazer o governo norte-americano? Ele não disse que o mercado é o dono da verdade, que acerta as coisas do jeito que elas devem ser? Temos que fazer reflexões”, alertou. Pugliesi informou que a intervenção estatal nos Estados Unidos, para socorrer a iniciativa particular, “é um tsunami ideológico e não pode ser visto de outra maneira”.

“O problema é que se você colocar o lucro como fundamento principal, você não vai fazer investimentos via Sanepar em distritos ou em municípios, que não gerarão lucros para os acionistas. Imaginem a Copel e a Sanepar na mão de particulares? O Banestado quebrado! Continuo defendendo a teoria de que o Estado tem que estar à frente destas instituições”, completou Pugliesi.