CPI diz ao STF que Bolsonaro cometeu crime ao associar vacinação a HIV

Em resposta ao ministro do STF Alexandre de Moraes, a CPI da Covid afirmou que Jair Bolsonaro tenta, por meio de suas lives nas redes sociais, sabotar a campanha de vacinação contra Covid do Ministério da Saúde. Para o colegiado, presidente comete crime de responsabilidade ao divulgar fake news, como a que relacionava vacinação a HIV.

No sábado último, Moraes determinou que a CPI da Covid prestasse informações, em até 48 horas, sobre a ação impetrada pelo colegiado que visa banir o presidente do Facebook, Twitter, Youtube e Instagram. A CPI também solicitou a quebra do sigilo telemático de Bolsonaro. A AGU, por sua vez, entrou com um mandado de segurança contra as decisões da Comissão Parlamentar de Inquérito.

 

 

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Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos é instalado, celebrando autonomia e pluralidade

Autonomia, presença, igualdade, pluralidade. Estas foram algumas das palavras mais faladas no lançamento do Fórum Paranaense de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos, na manhã desta segunda-feira (29) na Assembleia Legislativa do Paraná. Evento que foi coordenado pela Procuradoria da Mulher da Casa e é parte das ações da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no estado. “Para nós é uma grande satisfação estar sediando esta posse, que é um trabalho que vem de encontro ao da Procuradoria, que também é lutar contra a desigualdade e a discriminação da mulher nos espaços políticos”, afirmou a deputada Cristina Silvestri (CDN), procuradora da Mulher no Legislativo.

O Fórum é composto por dirigentes de 11 partidos políticos e o objetivo é que ele funcione como um suporte para as mulheres interessadas em se candidatar e um espaço para debates e apresentações de propostas de gênero. “Nossa pauta é a ampliação dos números de mulheres nos espaços de poder e quebrar as barreiras internas nos partidos. No Paraná, por exemplo, as mulheres ocupam apenas 11% das estruturas partidárias em cargos de decisão. O Fórum vem para unir forças e aumentar esse número”, disse a jornalista Ana Moro, que assumiu a coordenação-geral do Fórum. “Ter a Procuradoria da Mulher da Assembleia como aliada nesse processo significa muito para unirmos esforços e levar as informações e ações para o interior do estado, especialmente para as vereadoras”, acrescentou.

“Com a composição do Paraná formada, agora temos Fóruns instalados em toda a região Sul e isso é muito importante, porque muitas mulheres seguem invisibilizadas na política. Temos que mudar a lógica de mulher cuidadora. Não vamos ser apenas cabos eleitorais dos homens, mas estar a frente. Aglutinar mulheres com a mesma causa. Temos que aprender a olhar umas para as outras com mais capacidade de fazer política, com mais amor. E, graças aos Fóruns, as mulheres dos partidos estão aprendendo a lidar com as suas diferenças em nome da unidade”, afirmou a coordenadora-geral do Fórum Nacional de Instância de Mulheres de Partidos Políticos, Miguelina Vecchio.

Para Miguelina, é preciso separar o que cada partido pensa, afinal, eles têm suas particularidades, mas o espaço para as mulheres deve ser o mesmo. Por isso, o Fórum é suprapartidário. “As mulheres precisam participar das executivas dos partidos até na hora de planejar a campanha no rádio e na TV, por exemplo. Temos que ter espaços idênticos aos dos homens no horário eleitoral. Política é um substantivo feminino, mas poder é masculino e precisamos ser notadas”, lembrou.

Outras pautas que deverão ser permanentes no Fórum são os projetos e as legislações que combatam a violência de gênero contra as mulheres e a inclusão, eliminando preconceitos, atitudes e padrões comportamentais na sociedade e na política. Renata Borges, presidente do PDT de Apucarana, prova que é possível fazer a diferença estando em uma posição de tomada de decisão.  Ela é a primeira dirigente partidária transexual do estado. “Precisamos estar nestes lugares para lutarmos pelas causas de todas as mulheres, não apenas as trans, mas as negras, as agricultoras. O Fórum vem para fortalecer essa pluralidade e a representatividade”, ressaltou.

Isabelle Dias, a primeira vereadora surda do Paraná e a segunda do Brasil, está no primeiro mandato na Câmara Municipal de Paranaguá, e também é procuradora adjunta da Mulher. Para ela, o desafio do Fórum e o dela, em particular, tem sido ultrapassar justamente as barreiras do preconceito. “Represento, claro, as pessoas com deficiência e suas causas, mas todas as mulheres, porque sofri o preconceito na pele, quando venci a eleição. As pessoas achavam que eu não conseguiria acompanhar as sessões por causa da surdez, mas, com a ajuda dos intérpretes de libras, estou atuante em benefício da população, como tenho certeza que irá acontecer com o Fórum”, afirmou.

Sub-representatividade

Cerca de 46% dos filiados a partidos políticos são mulheres. Mesmo assim, o Brasil ocupa a 133ª posição entre os países em representação feminina na política. Na Câmara dos Deputados, elas são 15%. Na bancada federal paranaense, composta por 33 parlamentares federais, apenas cinco são mulheres e entre os 54 deputados estaduais, elas também são apenas cinco. São ainda 39 prefeitas, 48 vice-prefeitas e 579 vereadoras. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

 

Lideranças querem lançar comitê Lula/Ratinho

Lideranças sociais e partidárias devem aproveitar a isenção do governador Ratinho Júnior na disputa presidencial de 2022 para lançar o comitê Lula/Ratinho Júnior, cuja missão será alavancar o voto conjunto no ex-presidente e no atual governador do Paraná. O “time”, independente, aglutinaria principalmente lideranças do PSB e PCdoB, legendas que devem fazer parte da coligação de Lula, além de MDB, que no plano estadual sempre esteve próximo de Lula. O time aposta em boa aceitação já que num passado distante Ratinho e Ratinho pai tiveram boas relações com Lula. Além disso, o ex-presidente está empatado em Curitiba com Bolsonaro e Moro, segundo pesquisa do IRG.

A decisão de Ratinho em manter-se neutro se dá pela profusão de candidatos ao Planalto em partidos aliados do governador. O PL com Bolsonaro e o Podemos, o PSDB com João Dória e o Podemos com Sérgio Moro são apena três dos partidos que apoiam Ratinho no plano estadual mas têm projetos nacionais isolados. Além disso, o próprio PSD, a que o governador é filiado, lançou recentemente a candidatura de Rodrigo Pacheco.

Nem Ratinho Jr, nem o PT do Paraná participam das tratativas do “comitê”. O PT, inclusive, deve lançar Roberto Requião ao Palácio Iguaçu.