Copel vai testar tecnologia que transmite telefone e internet pela rede elétrica

Copel vai testar tecnologia que transmite telefone e internet pela rede elétrica

Testes vão começar no segundo semestre deste ano. Velocidade de conexão será de 100 megabytes. Trezentos usuários serão monitorados durante um ano

Adriano Kotsan – Gazeta do Povo Online

No segundo semestre deste ano a Companhia Paranaense de Energia (Copel) vai iniciar testes usando a rede elétrica para a transmissão de serviços como telefonia, conexão com internet e TV a cabo. Ainda não foi definida a cidade do estado que receberá os equipamentos que permitirão a conexão em banda “extralarga” utilizando a fiação de energia elétrica como caminho. A Copel adotará conexões com capacidade de até 100 megabits por segundo (100 Mbps). Atualmente, a velocidade mais rápida oferecida para residências é 8 Mbps.

O objetivo da companhia de energia é avaliar, em situação normal de uso, o comportamento e o desempenho de equipamentos de última geração na tecnologia PLC – iniciais de powerline communications, ou comunicação por linhas elétricas. Os testes contarão com a participação de 300 usuários de diferentes perfis (residências, estabelecimentos comerciais e de serviços). Durante um ano a Superintendência de Telecomunicações da Copel vai monitorar os testes.

Rede de dados
A tecnologia vai transformar a rede elétrica do domicílio numa rede de dados. Segundo a assessoria de imprensa da Copel, serão instalados equipamentos tanto na rede elétrica da rua quanto nas casas. Para funcionar, a pessoa vai precisar ter um conversor na residência (modem), para interpretar os dados de som e imagem que chegam pela rede elétrica. O aparelho será fornecido gratuitamente pela Copel para ser realizado o teste.

Na rede elétrica na rua será colocado um amplificador, aonde chegarão os dados por meio de fibra ótica. Esses dados serão convertidos para a rede elétrica migrando para a casa do consumidor, que os receberá por meio de um modem individual. De acordo com a assessoria de imprensa, a Copel possui aproximadamente 10 mil quilômetros de fibras óticas no Paraná inteiro.

Investimentos
A companhia sabe que a tecnologia funciona. Os testes serão para saber qual a melhor forma possível de funcionamento. Durante um ano, o desempenho do sistema será monitorado e avaliado permanentemente pela Copel, que investirá R$ 1 milhão na compra dos equipamentos necessários. “Pretendemos abrir licitação para aquisição dos equipamentos até 10 de março”, explicou Orlando César de Oliveira, coordenador do projeto à Agência Estadual de Notícias (AEN).

Os testes também revelarão quais serão as adaptações necessárias na rede elétrica para adequá-la da melhor forma a nova aplicação. Se for comprovado que será necessário mexer muito na rede elétrica já existente, o projeto será descartado.

Tecnologia já testada
Em 1998, a Copel tornou-se a primeira concessionária de energia do Brasil a obter autorização da Anatel para atuar também na área de telecomunicações. No ano de 2001 a empresa testou as conexões por meio da rede elétrica num grupo de 50 domicílios de Curitiba, utilizando equipamentos cedidos mediante convênio de cooperação com uma empresa da Alemanha. Por seis meses, os usuários puderam experimentar acesso à internet por banda larga, telefonia, vigilância, segurança e automação das instalações elétricas internas – tudo pela rede de energia da Copel.

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Câmara aprova projeto que exige fisioterapeuta em CTI em tempo integral

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (4) o Projeto de Lei 1985/19, da deputada Margarete Coelho (PP-PI), que disciplina a permanência de fisioterapeutas em Centros de Terapia Intensiva (CTIs) adulto, pediátrico e neonatal. A matéria será enviada ao Senado.

Em seguida, a sessão da Câmara foi encerrada.

O texto foi aprovado na forma de um substitutivo da deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), cujo relatório foi lido em Plenário pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP).

A única mudança no texto retira a quantidade mínima de profissionais, que era de um para cada dez leitos. Entretanto, continua a determinação de que a presença do fisioterapeuta deverá ser ininterrupta, nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 24 horas.

A disponibilidade em tempo integral para assistência aos pacientes internados nesses centros de terapia intensiva deverá ser durante o horário em que o fisioterapeuta estiver escalado para atuar nesses locais.

“Pelo grau de importância do fisioterapeuta para o restabelecimento das pessoas internadas, a presença constante desse profissional é essencial, pois ele reduz o número de dias de internação, ainda mais nessa época de Covid-19”, afirmou a autora da proposta.

Próximas votações
Os deputados voltam a se reunir em sessão deliberativa virtual na próxima terça-feira (9), às 13h55, com pauta a ser divulgada após reunião de líderes a ser realizada às 10h30 desta sexta-feira (5).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara dá prioridade para mãe chefe de família no auxílio emergencial

Texto vai agora para análise do Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que dá prioridade de recebimento do auxílio emergencial às mães chefes de família, quando o pai também informa ser o responsável pelos dependentes. A matéria segue para análise do Senado. As informações são da Agência Brasil.

Pelo texto aprovado, caso haja conflito entre as informações prestadas pela mãe e pelo pai, a preferência de recebimento das duas cotas de R$ 600 será da mãe, ainda que sua autodeclaração na plataforma digital tenha ocorrido depois daquela feita pelo pai.

“Apenas 3,6% das famílias brasileiras tinham uma configuração com homem sem cônjuge e com filho, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], e mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher”, afirmou a relatora do projeto, deputada Professora Dorinha (DEM-TO).

O projeto determina que o homem com a guarda unilateral, ou que seja responsável, de fato, pela criação, poderá questionar as informações da mãe de seus filhos na mesma plataforma e receber uma das cotas de R$ 600 até que a situação seja esclarecida pelo órgão competente.

“O machismo que as mulheres já sofrem cotidianamente na nossa sociedade vemos novamente expresso quando maridos, que nunca se responsabilizaram pelo cuidado dos filhos, agora requerem o auxílio emergencial em nome da família. Trinta milhões de famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e 56% são famílias pobres”, disse uma das autoras da proposta, a deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS). 

Após várias denúncias de mulheres que enfrentaram problemas para receber o benefício após uso indevido do CPF dos filhos pelos pais, o trecho que permitia o recebimento do valor em dobro foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro. No entanto, a proposta resgata a possibilidade de concessão do benefício aos pais, com a prioridade para a mãe chefe de família. 

“Muitas mulheres brasileiras de baixa renda enfrentam ainda a violência patrimonial perpetrada por homens sem escrúpulos que, indevidamente, utilizaram e utilizam os CPFs dos filhos menores, que são criados unicamente pelas mães, para acessarem o auxílio emergencial. Isso tem causado enormes prejuízos para essas batalhadoras, além de colocar em risco a sua segurança alimentar e a dos seus dependentes”, afirmou Professora Dorinha.

Duas cotas

O auxílio emergencial foi criado para amenizar os efeitos das medidas de distanciamento e isolamento social necessárias para o enfrentamento da rápida propagação da covid-19. A iniciativa destina o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil para mães chefes de família pelo período de três meses.

O texto também determina que a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 crie uma opção específica de atendimento para denúncias de violência e dano patrimonial para os casos em que a mulher tiver o auxílio emergencial subtraído, retido ou recebido indevidamente por outra pessoa.

No caso de pagamentos indevidos do benefício emergencial ou realizados em duplicidade por informações falsas, os responsáveis deverão ressarcir os valores recebidos indevidamente ao Poder Público.

*Texto alterado às 21h53 para corrigir os nomes das deputadas.