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Cooperativismo, uma história de luta e cooperação

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No último dia 6 de julho foi celebrado em todo mundo o Dia Internacional do Cooperativismo. O cooperativismo nada mais é que a colaboração e a associação de pessoas ou grupos com os mesmos interesses, a fim de obter vantagens comuns em suas atividades econômicas.

É a fórmula encontrada pelas pessoas que buscam o progresso social através da cooperação e do auxílio entre aqueles que se encontram na mesma situação de desvantagem e conseguem, pela soma de esforços, garantir a sobrevivência.

Trecho de artigo do deputado estadual Teruo Kato, presidente da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo. Leia a íntegra clicando no (mais…)

Como fator econômico, o cooperativismo atua no sentido de reduzir os custos de produção, obter melhores condições de prazo e preço, edificar instalações de uso comum, entre outros.

São sete princípios que denominam o cooperativismo: a adesão livre dos cooperados, administração democrática, retorno da proporção das compras, juro limitado ao capital, neutralidade política e religiosa, pagamento em dinheiro a vista e fomento da educação cooperativa.

Esses princípios, declarados em 1844, por iniciativa de um grupo de tecelões ingleses, serviram de base para os princípios estabelecidos em 1966, pela Aliança Cooperativa Internacional.

As primeiras experiências de cooperativismo envolveram pessoas ligadas à agricultura e a pecuária, porém, esta tendência mudou bastante nas últimas décadas e atualmente o cooperativismo ocorre em diversas áreas.

Muitas cooperativas são criadas com a finalidade de comercialização de bens produzidos por seus membros. São as chamadas cooperativas de produção. Outras têm a finalidade de comprar bens de consumo e revendê-los a seus associados a preços mais baratos que os do mercado. São as cooperativas de consumo.

Outras fornecem recursos financeiros aos seus associados – cooperativas de crédito. Também existem aquelas que prestam serviços, como transporte de carga, abastecimento de água, distribuição de energia elétrica. São as cooperativas de serviço.

Só para completar, quero destacar que no dia em que foi comemorado o Dia do Cooperativismo, a nossa Cocamar – Cooperativa Agroindustrial do Paraná, completou meio século de fundação. Com sede em Maringá, a Cocamar tem como missão atender ao cooperado, assegurando a perpetuação da cooperativa de forma sustentável.

Os dados envolvendo a nossa Cocamar são impressionantes. A Cooperativa, que conta hoje com mais de 11 mil associados, tem como meta atingir, em 2015, um faturamento superior a 3 bilhões de reais. Parece bastante. E é. Mas se levarmos em consideração os valores de 2012, constatamos que a Cocamar faturou mais de 2 bilhões e 360 milhões.

Veja só a importância da Cocamar, em nível nacional. A coletiva de imprensa, antecedendo a programação de jogos e atividades, contou inclusive com a presença do ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O parque industrial da Cocamar, em Maringá, ocupa uma área de 100 hectares e emprega mais de 2,5 mil pessoas diretamente. Assim como a Cocamar, nosso Estado abriga centenas de outras cooperativas nas áreas de agricultura, crédito, educação, saúde, de destinação de resíduos sólidos, crédito…

Sou o presidente da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo, criada em abril do ano passado e junto com os colegas Ademir Bier, Jonas Guimarães, Artagão Júnior, Professor Lemos, Elton Welter, Nelson Luersen e Adelino Ribeiro, representamos a bandeira do cooperativismo nesta Casa.

A história do desenvolvimento social e econômico do nosso Estado está muito relacionada ao cooperativismo.

(*) Teruo Kato é líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa e presidente da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo.

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