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Companheiro de clandestinidade

Do blog de Zé Dirceu:

O ator Peter Falk morreu na madrugada do dia 22, em Beverly Hills, quando, aqui no Brasil, estavamos às vésperas do feriado de Corpus Christi. Ao ler a notícia, o destino e a morte daquele que representou o detetive da série policial Columbo – exibida nos Estados Unidos entre 1971 e 2003 -, me remeteram de volta a Cruzeiro D’Oeste (PR). Lá, vivi clandestinamente na década de 70 e assistia, sem perder um único capítulo, a série Columbo.

Sempre fui apaixonado pelas séries policiais. Desde a infância elas me fascinavam. Entre elas, O Sombra e Dick Tracy. Posso dizer que fui um fanático admirador de Peter Falk, um ator excepcional. Tão bom, que foi escolhido nada mais que por diretores como Robert Altman, Frank Capra, Wim Wenders, ou John Cassavetes, de quem foi amigo.

Naqueles duros anos da clandestinidade, Peter Falk e seu fascinante personagem tenente Columbo eram um bálsamo na imensa sombra de solidão e tristeza que toda noite ameaçava assaltar minha imaginação. Ela foi salva pela presença fantástica da ficção policial do tenenete Columbo, que me levava de volta ao Cine Regnier da minha infância em Passa Quatro, onde, ainda de calças curtas, sonhava com os personagens dessa maravilha que é o cinema.