por 18:58 Destaques, Paraná Produtivo

Coluna Paraná Produtivo 14/4 – Invest Paraná, Copel, Cocamar e mais

Invest Paraná


A Invest Paraná, agência de atração de investimentos do Governo do Estado, assinou na última terça-feira, 13, um acordo com o Banco de Desenvolvimento Fonplata. Vinculado aos países da Bacia do Prata (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), o banco financia projetos destinados a promover o desenvolvimento e a integração da região. Com foco em iniciativas que variam de R$ 100 milhões a R$ 300 milhões, costuma trabalhar diretamente com os municípios por meio da criação de uma rede de apoio envolvendo autoridades públicas. O objetivo do acordo é expandir a atuação do banco no Paraná e fortalecer essa rede de apoio no Estado, contando com a atuação da Invest Paraná junto aos municípios para identificar as principais áreas de políticas públicas municipais e estaduais com carência de recursos.

Eficiência energética

A Copel está à procura de oportunidades de negócio na área de eficiência energética. A Companhia abriu nesta semana uma chamada pública para avaliar o mercado e empresas que possuam projetos no segmento. As oportunidades de negócio abrangem diferentes fases de atuação, como diagnósticos, análise técnica, desenvolvimento, implantação e monitoramento de projetos de eficiência. Podem participar da Chamada Pública empresas interessadas que atuem no mercado de eficiência energética, possuam negócios relacionados à eficiência energética e tenham interesse em alienar participação no negócio. As inscrições vão até 27 de maio e todas as informações podem ser encontradas no site da Copel.


Certificação internacional para a Unium


As Unidades de Beneficiamento de Leite de Castro e Itapetininga (SP) são duas das três empresas de lácteos brasileiras recertificadas, em março, pela FSSC 22000, um selo que assegura a segurança de toda a cadeia de suprimentos de alimentos. As duas UBLs pertencem à Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. No mundo inteiro, há em torno de 25 mil empresas autenticadas pelo certificado. No setor de lácteos são 43, sendo somente três delas no Brasil. Concedida pela Bureau Veritas (organização mundial responsável por indicar padrões relacionados à comercialização, respeito ao meio-ambiente e segurança dos alimentos), a certificação garante a procedência dos produtos das cooperativas que, em sua maioria, são comercializados para multinacionais.

Soja da Cocamar

Restando poucas regiões para o fim da colheita de soja da safra 2020/21, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial já recebeu o maior volume de sua história, superior a 29 milhões de sacas e 60kg, próximo a 1,7 milhão de toneladas. Na maior parte dos municípios que integram a área de atuação da cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a operação foi concluída em março, mas ainda há áreas a serem colhidas, por exemplo, no oeste paulista, com previsão de término nesta semana. O ano de recebimento histórico de soja na Cocamar é marcado por recordes em muitas das cerca de 90 unidades operacionais da cooperativa.

Exportação de soja

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a sua previsão de exportação de soja em abril para intervalo entre 14 milhões e 17,149 milhões de toneladas, em levantamento semanal. Antes, a associação estimava embarques de 14 milhões a 16,329 milhões de toneladas. Caso o teto da nova projeção seja alcançado, as exportações mensais do país serão 2,869 milhões de toneladas maiores que o embarcado em abril do ano passado, de 14,279 milhões de toneladas. Além disso, no acumulado de 2021, o Brasil superaria o total embarcado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 35,8 milhões de toneladas, chegando a 37,5 milhões de toneladas. A projeção da entidade toma como base os volumes já escoados, a programação de navios para o restante do mês e as condições de embarque no país.

Frangos e suínos em 2021

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de frangos e suínos atinja um novo recorde em 2021, enquanto a de bovinos deve ter ligeira redução na comparação anual, informou em relatório sobre o suprimento de carnes na semana passada. A produção de frangos deve atingir 14,76 milhões de toneladas, comparadas a 14,68 milhões em 2020, e a de suínos deve chegar a 4,35 milhões de toneladas, uma alta em relação aos 4,25 milhões no ano passado, segundo a Conab. Já a produção de bovinos deve chegar a 8,31 milhões de toneladas, comparado a 8,48 milhões no ano passado. A Conab estima que a distribuição per capita de carne de frango deve ficar em 49,7 kg em 2021, comparado a 49,9 quilos em 2020. A disponibilidade interna de carne suína deve ficar em 15,4 kg por habitante no ano, comparada a 15,3 kg em 2020.

Ovos para Chile e Argentina

O Brasil recebeu autorização sanitária para exportação de ovos in natura para a Argentina e o Chile. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Em nota, a entidade celebrou a dupla autorização de exportações ocorrida na última quinta-feira, 8, com a publicação de Certificados Sanitários Internacionais (CSIs). Os CSIs foram publicados pelo ministério da Agricultura (Mapa), e são válidos para todos os estados, no caso da Argentina; e para todos os estabelecimentos localizados no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, no caso do Chile. De acordo com a ABPA, as exportações brasileiras de ovos do Brasil têm obtido bons resultados em 2021. No primeiro bimestre, o setor acumulou alta superior a 150%, índice que deve se manter com os resultados de março.

Confiança do empresário

Pelo quarto mês consecutivo, a confiança do empresariado industrial brasileiro apresenta queda, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei). De acordo com o levantamento divulgado na última quarta-feira, 14, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi registrada uma queda de 0,7 ponto no índice relativo a abril de 2021, na comparação com março. Segundo a CNI, o Icei de abril ficou em 53,7 pontos. Em março, o índice estava em 54,4 pontos. Em abril de 2020, quando o índice refletia de forma mais intensa os efeitos da pandemia na indústria, o ICEI estava em 34,5 pontos. Apesar de ser o quarto mês seguido de queda na confiança empresarial, o índice se mantém acima dos 50 pontos – em uma escala de 100 pontos –, patamar que separa confiança e falta de confiança das empresas na economia brasileira.


Vendas reais de supermercados


As vendas reais dos supermercados em fevereiro subiram 5,18% ante o mesmo mês de 2020, segundo o índice nacional da Abras, a associação nacional do setor, publicado na última quarta-feira, 15. A entidade manteve a projeção de alta no ano de 4,5% das vendas reais em 2021 sobre 2020, Os números publicados pela entidade já são deflacionados pelo IPCA. Em fevereiro sobre janeiro, os supermercados tiveram queda real de 6,75% nas vendas, reflexo da composição do mês diferente, com menos dias úteis. No primeiro bimestre, as vendas avançaram 7,57% ante igual período de 2020. Nos dados da Abras estão números reportados pelas redes varejistas associadas, portanto, incluem números de hipermercados, supermercados e lojas de atacarejo.

Gula da China

A China importou quantidade recorde de carne em março devido a preocupações sobre abastecimento, com os plantéis de suínos ainda sob o impacto da peste suína africana. As importações totais, incluindo miúdos, ultrapassaram 1 milhão de toneladas, um aumento de 44% em relação a fevereiro, depois que novas cepas do vírus da peste suína afetaram muitos animais, especialmente no norte da China. As importações sobem há meses: os portos receberam um recorde de 10 milhões de toneladas em 2020, 60% a mais do que no ano anterior, para aumentar o abastecimento doméstico. As fortes compras da China levaram investidores no mercado futuro de suínos de Chicago a aumentar apostas altistas para o maior nível desde novembro de 2017. O recorde das importações em março coincidiu com vendas de criadores de suínos, assustados com novos surtos da peste suína africana e proibições de transporte de porcos vivos.

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