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Chamada convoca latinos para Fórum Social do Mercosul

O professor da UFRJ Emir Sader confirmou participação, de 5 a 7 de julho em Curitiba, da Chamada Geral pela Integração Latino-Americana. A chamada é mais das reuniões preparatórias ao Fórum Social do Mercosul, que será realizado na capital do Paraná em 2008. “Será uma grande oportunidade para discutir a integração dos povos da América Latina e para conhecer experiências sociais de outros países que estão dando certo”, disse o filósofo e cientista político. Leia matéria completa em Reportagens.

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Chamada convoca latinos para Fórum Social do Mercosul

Chamada convoca latinos para Fórum Social do Mercosul

Professor da UFRJ, o filósofo e cientista político Emir Sader confirmou participação do evento  de 5 a 7 de julho em Curitiba

O professor da UFRJ Emir Sader confirmou participação, de 5 a 7 de julho em Curitiba, da Chamada Geral pela Integração Latino-Americana. A chamada é mais das reuniões preparatórias ao Fórum Social do Mercosul, que será realizado na capital do Paraná em 2008. “Será uma grande oportunidade para discutir a integração dos povos da América Latina e para conhecer experiências sociais de outros países que estão dando certo”, disse o filósofo e cientista político.

Sader também destacou a ação do Governo Requião em manter o Paraná como área livre de transgênicos e os programas sociais como Leite das Crianças, Luz Fraterna, Tarifa Social da Água e Fundo de Aval, que devem ser debatidos durante o Fórum Social do Mercosul. “São ações que marcam um governo notadamente popular, voltado ao social, ao meio ambiente, que combate o neoliberalismo e que faz discussão que interessa aos movimentos sociais na América Latina”.

A chamada geral, de acordo com Assessor Especial do Governo para Assuntos de Curitiba, Doático Santos, será uma reunião internacional que vai consagrar a convocação do Fórum Social do Mercosul. A presença de Sader na reunião, segundo Dóatico, evidencia a promoção do fórum em 2008. “Emir Sader é o principal formulador do Fórum Social Mundial. Sua presença em Curitiba é mais um estímulo que nos deu para seguir em frente e fundamental para o êxito do fórum”.

Emir Sader esteve em Curitiba a convite do Comitê Organizador do Fórum Social do Mercosul, para falar sobre o processo de integração da América Latina. Em sua palestra, no anfiteatro da Universidade Federal do Paraná, destacou a experiência de integração das nações dirigidas por Fidel Castro (Cuba) e Hugo Chavez (Venezuela).

Comércio latino – Sader defendeu a criação de um livre comércio alternativo entre os países da América Latina, para escapar da hegemonia do neoliberalismo econômico e a globalização dos mercados. Como exemplo ele citou às relações comerciais de Cuba e Venezuela. “É um espaço importante que vem sendo construído e mostra que um livre comércio alternativo é possível”, disse.

“Os dois países mantém uma relação comercial muito estreita através do intercâmbio de tecnologias e de mão-de-obra”, destacou. Sader afirma que os dois povos vivem democracias plenas e todas as pessoas têm acesso aos programas sociais e culturais. “Quais países da América Latina que acabaram com o analfabetismo?”, indagou. “Foi à Argentina, o Brasil ou os EUA? Não. É Cuba e Venezuela”, completou.

Informação e poder – O analfabetismo zero permite, na opinião dele, numa população com capacidade de leitura dos fatos e notícias. “Isso impede o predomínio apenas das televisões na comunicação”. O Brasil tem a maior ditadura social do mundo, onde as riquezas são transmitidas de gerações para gerações, resultando em concentração de renda para poucos.

Sader citou o exemplo da oligarquia da mídia, dominada por cinco famílias que decidem o que vai ser discutido pelo país. “Porque não questionam os motivos que levaram Cuba e Venezuela a acabar com o analfabetismo? Porque isso não interessa aos grandes veículos de comunicação”.

Mídia oligarca – A imprensa, na opinião de Sader, veicula o que interessa aos EUA, que detém o monopólio da palavra e dita o que vai ser pauta nos países de neoliberalismo econômico. “Vocês pensam que os grandes jornais e revistas circulam em função dos leitores? Não, eles são subservientes à elite dominante e sobrevivem do dinheiro das agências de publicidade e jamais vão fazer matérias contrárias aos interesses dos anunciantes”, disse.

A grande mídia, segundo Sader, impõe a discussão do neoliberalismo colocado como a civilização contra a barbárie: os povos excluídos, as minorias e os movimentos sociais. “A civilização são os brancos, os povos ocidentais, enquanto a barbárie é tudo aquilo que vai contra seus interesses. Estão dizimando uma das populações mais antigas, que é a iraquiana, em nome do modo de vida norte-americano, que é a força hegemônica do imperialismo”, acusou.

Esquerda fortalecida – Sader afirma que no contexto atual, há uma tendência de fortalecimento da esquerda, principalmente com os resultados das últimas eleições. “Nunca houve tantos governos progressistas na América Latina, agora não quer dizer que exista uma irreversibilidade, o neoliberalismo ainda é hegemônico, ele está presente no México, no Chile, Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia”.

“Então é um processo de luta entre o velho e o novo. O velho que tenta sobreviver e cria instabilidade e o novo que ainda encontra obstáculos para se firmar, mas é um marco indiscutível de fortalecimento da esquerda e debilitamento da direita”, completou.

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