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Carta da Vânia Mercer

Fábio

Independente dos partidos que você possa endossar nesta campanha ou candidatos, repudio a atitude do empresário do Shopping Palladium.

Os empresários se arvoram preservadores da segurança dos clientes e da população e inauguraram o shopping Palladium sem alvarás.

Onde esta a coerência dos guardiães da segurança , ou dos famintos pela grana, que para não pagar multas pelos prazos, transgrediram as leis da vigilância sanitária, abrindo as portas sem alvarás – expondo a todos?

Como um grupo grande e rico não estuda uma política de acolhimento dos Manos, se instalaram seu negócio invadindo a área deles, no Parolin e adjacências, e não permitem que eles visitem ou usufruam minimamente?

Os Manos freqüentam o Omar Shopping gastam por lá, sou meio vizinha e não tenho notícia de atitudes de tamanha ignorância.

O novo shopping previu algum espaço ou tem alguma loja que atenda aos desejos de consumo dos Manos, ou de passeio dos vizinhos do empreendimento?

Quantos skatistas de classe média e classe alta não andam de bermudões e fazem algazarras encobertas nas discotecas da vida, nas festas, em saídas de cursinho, como acontece na Des. Motta, arredores da Vicente Machado?!

Os mais favorecidos não usam tubões ( acho que é esta a expressão) mas esquentam na casa de alguem antes de ir para a balada.

Considero que se não investiram nas pessoas – só nos produtos e decoração das grifes – é bom que invistam agora. Ainda há tempo para contratar uma consultoria com gente que entende e pensa, como Pedro Bodê, Gilberto Dimestein, Fernando da Chácara dos 4 Pinheiros e tantos outros.

Eles armaram a bomba. Eles, os sem alvará. E vão deixar explodir a represália dos Manos, sem um dialogo, sem construir juntos uma solução ou ao menos um caminho. E de boca cheia nos próximos dias, entre feridos e mortos , dirão que tinham razão em impedir o acesso dos Manos ao imóvel e usarão a maldita frase: “para o teu bem” e “fizemos em nome do bem da população reconhecida como gente”. Eles podem tudo e não sabem porque os Manos irão responder ao episódio com violência.

Existe a lei do uso do solo, na qual o empresário compensa a comunidade ao adquirir o direito de construir em áreas não autorizadas dando, em contrapartida, a preservação de uma área verde.
Por que não há uma lei que crie a contrapartida de um estudo/ efeito/projeto social para o bairro investido não se sentir invadido e o empreendimento não ser olhado como excludente da população do bairro. Não um projeto comercial, novos empregos… pois eles precisam de empregados, não o comercial, mas de integração sócio-cultural, segundo estudos das necessidades e possibilidades internas da região na qual se instalam.

Os empresários de shoppings – aqueles para quem a Praça do Batel foi repartida para desafogar o trânsito e já tem alvará para um empreendimento que afogará o que nem desafogou ainda. O governo, os governos estão com eles – os empresários, não com a juventude, com os idosos – suas escolas e/ou espaços de lazer saudáveis.

Um desabafo nos moldes da faculdade…
Abraço, Vânia

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