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Caíto rebate tucano e defende as ações do governo Requião na segurança

Líder do PMDB lembrou que os órgãos de segurança não tinham estrutura própria em 2003 e listou investimentos no setor promovido durante a administração Roberto Requião

O deputado Caíto Quintana, líder do PMDB na Assembleia Legislativa, rebateu nesta terça-feira (28) as acusações de Mauro Moraes (PSDB), de que o Governo do Estado deixou de investir em segurança nos oito anos de mandato do ex-governador Roberto Requião (PMDB). A atitude de Moraes foi inclusive desautorizada pelo líder do Governo Beto Richa, Ademar Traiano, também do PSDB.

“Não venho a esta tribuna para polemizar assuntos. Só acho que o deputado Mauro Moraes age de uma forma bem pouco de interesse de categorias e muito mais de interesse pessoal”, disparou Caíto. Segundo o líder do PMDB, ao se colocar como defensor de categorias, Moraes acaba prejudicando os próprios policias e demais servidores, uma vez que a Casa tem 54 parlamentares.

“Tem muita gente que fala muito e faz muito pouco”, emendou. Caíto lembrou que o PMDB hoje integra a bancada de apoio do governo Beto Richa, e luta junto para que o mesmo possa concretizar seu plano de um bom governo.

“Temos votado todas as matérias de interesse do governo e acusações gratuitas como essa cria, inclusive, fissuras dentro do comportamento das bancadas”, alertou o líder do PMDB. Caíto afirmou que a bancada não poderia ficar sentada no Plenário, “ouvindo colocações inverídicas”.

“O problema da segurança pública é crônico no Brasil e no Paraná. Foi, é e será enquanto a sociedade civil não se aperceber de que segurança pública não é única e exclusivamente responsabilidade de governo, é responsabilidade da sociedade”, destacou.

Memória
Na Tribuna, Caíto recordou que Mauro Moraes até o final de 2009, estava no PMDB e “portanto era a mesma bancada que nós, que éramos governo. Ajudou apoiar o governo passado”, frisou. O deputado destacou que o tucano acabou deixando a presidência da Comissão de Segurança, onde representada o partido, por outras razões, “de conflito com a nossa bancada”.

O líder peemedebista também recordou como Requião recebeu o governo, em janeiro de 2003. “Como é que recebeu o governo passado a segurança do Paraná? Com todos os veículos alugados. A nossa polícia não tinha frota própria”, disse.

“Foram adquiridas viaturas, comprados armamentos para as polícias Civil e Militar, coletes novos, construídos batalhões da PM no interior, para termos a polícia mais perto da população”, informou Caíto. “Todos estes fatos foram feitos no governo passado”.

Caíto reconheceu que o governo Richa se debate com uma questão altamente séria e preocupante e que, apesar dos esforços, não tem avançado a ponto de poder combatê-la. Culpa de Beto Richa? Não, disse ele.

“Nenhum de nós de sã consciência poderia estar cobrando do governador uma modificação da questão da segurança. Por que? Porque evolui a marginalidade deste país. Enquanto os grupos de assalto acabam se armando, nós estamos desarmando a população”, atestou.

Foto: Nani Góis