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“Cabresto” na força-tarefa de Deltan: o que auxiliar de Raquel Dodge quis dizer com isso?

25 de setembro de 2017
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A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enfrenta sua primeira crise no cargo apenas quatro dias após tomar posse. O procurador da República Sidney Pessoa Madruga deixou nesta ultima  sexta-feira (22) a equipe de Dodge após a Folha de S.Paulo revelar uma conversa em que ele, entre outras coisas, dá a entender que a nova gestão da Procuradoria Geral da República (PGR) quer colocar um “cabresto” na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que é comandada pelo procurador Deltan Dallagnol. As informações são da Gazeta do Povo.

Madruga disse ainda que a “tendência” da gestão Dodge seria investigar Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete do ex-procurador-geral Rodrigo Janot. Dodge e Janot são desafetos dentro do Ministério Público Federal (MPF).

A Folha flagrou um diálogo de Madruga com uma mulher, enquanto ambos almoçavam em um restaurante no Lago Sul, em Brasília, na quinta-feira (21). A reportagem estava na mesa ao lado da do procurador.

Na conversa, Madruga diz que a nova gestão da PGR precisa construir outra relação com os procuradores de Curitiba, com mais interlocução e controle do que ocorria no período de Janot. Segundo o jornal, Madruga chegou a criticar o ex-procurador-geral por, em sua avaliação, deixar a força-tarefa muito solta.

Nos bastidores da Lava Jato em Curitiba, procuradores têm desconfianças em relação à atuação de Raquel Dodge no comando da operação. Os membros do MPF têm autonomia funcional e, nesse sentido, tomam decisões independentemente de quem ocupa o comando da PGR. Mas a chefia do MPF é importante no sentido de dar suporte financeiro e eventualmente político para as unidades estaduais e para operações como a Lava Jato.

Três no prego…

Mas o que Madruga quis dizer com “maior controle” sobre a força-tarefa de Curitiba? A Lava Jato na gestão Janot vinha sendo alvo de várias críticas por supostos excessos. Dodge tem sinalizado que quer coibir as ações midiáticas do MPF e que vai exigir que a força-tarefa aja estritamente dentro da lei – esta é uma das hipóteses. Seria uma espécie de correção de rumos.

Pelo menos três ações da nova procuradora não permitem dizer que ela está atrapalhando a operação. Pelo contrário. Durante a campanha da eleição para o comando da PGR, ela sempre reiterou seu apoio à Lava Jato.

Logo depois que foi escolhida para o cargo, propôs ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) o aumento do orçamento de 2018 da Lava Jato no Paraná. Na quarta-feira passada (20), defendeu em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) o prosseguimento da segunda denúncia formulada pelo seu antecessor, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer (PMDB).

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